Um estudo teológico que todo cristão deveria conhecer, especialmente a partir do Capítulo 7. Clique aqui e vá até a página do estudo completo

Conheça o alfabeto hebraico

A Língua Hebraica é fascinante! Não só por suas origens milenares, raízes bíblicas, formas e estruturas, mas, principalmente, por ser dinâmica e atual. Sim, pois o mesmo hebraico que o profeta Jeremias usou para advertir o povo contra o cativeiro babilônico, seria hoje perfeitamente entendido se ele voltasse as ruas de Jerusalém ou Tel - Aviv para proferir sua mensagem. A língua Hebraica não morreu! E nós podemos estudá-la hoje como uma língua viva, que além de ser o idioma oficial de quase 6 milhões de pessoas que vivem em Israel, é uma língua que nos traz a mensagem maravilhosa do amor e do poder de Deus

A primeira pergunta importante a ser feita é: O que faz uma língua ser considerada alfabética?

Sabemos por exemplo que a escrita Egípcia não é considerada alfabética, pois os hieróglifos não formam um conjunto de símbolos aos quais sempre seja associado o mesmo som. As vezes temos um símbolo que representa uma idéia, como acontece também na língua chinesa onde a comunicação escrita é feita por ideogramas.

A língua Hebraica é alfabética porque relacionamos à um conjunto de símbolos o mesmo som. Este foi um invento muito útil na divulgação da mensagem escrita. Deus já estava preparando a humanidade para receber o livro, a Bíblia sagrada, que iria transformar conceitos na comunicação entre os povos para sempre. É importante saber que a língua Hebraica, sendo uma língua de origem semítica, possui as mesmas características que outras línguas do mesmo grupo que apresentam:

- Escrita da direita para a esquerda, e somente as consoantes.

- Letras guturais e "laringeais" com sons especiais

- Sistemas de radicais com três letras, para grande parte dos verbos e dos nomes.

- Conjunções e preposições ligadas ao substantivo, formando uma só palavra.

Dentro do grupo das línguas semíticas (este nome de Sem, filho de Noé), temos também o Ugarítico, o Cananita-fenício e o Aramaico, isto pelo lado ocidental. No lado oriental vieram o Acádico, o Assírio e Babilônico ou Caldeu. Acredita-se que foi pelos Fenícios dada a sua situação geográfica, como um dos principais portos, bastante ativos no comércio, que a estrutura alfabética se expandiu e alcançou maior popularidade.

>>> Iniciação ao alfabeto hebraico

ALEF - BEIT são as duas primeiras letras do Hebraico. ALFA e BETA em Grego e A e B nas línguas latinas.

Nós mencionamos que a invenção do alfabeto trouxe um tremendo impulso a comunicação escrita pela facilidade de associação entre um símbolo e um som.

Os símbolos que nós vamos lhe apresentar neste estudo são conhecidos como a escrita de imprensa, que é a forma de que foi feita a Bíblia.

No grego, os nomes das letras perderam o seu significado, mas em hebraico, grande parte das letras conservam o significado original.

Vamos mencionar algumas letras para que você saiba de quais objetos elas derivam.

ALEF - significa boi, touro

BEIT - significa casa

GUIMEL - significa camelo

DALET - significa porta ou entrada

Os cananitas representavam o símbolo mais próximo possível do objeto a que ele se referia, ao longo dos séculos os sinais mudaram de forma progressiva, às vezes adquirindo uma forma bastante diferente do original.

Os símbolos do alfabeto Cananita foram modificados na Síria onde se falava o Aramaico. Quando o Aramaico se tornou um idioma internacional foi necessário deixar os símbolos antigos da escritura cananita e adotar os sinais do Aramaico.

Obviamente por também ser uma língua semítica o princípio da escritura alfabética no aramaico era o mesmo. Isto ocorreu mais ou menos nos dias de Esdras e Neemias.

Antes de apresentarmos a forma atual dos símbolos do alfabeto hebraico, vamos mencionar mais algumas letras para que você possa saber da sua origem.

YOD - equivale a palavra mão

CAF - significa curva, palma da mão, dando a idéia de cobertura.

MEM - equivale a palavra hebraica água, e o seu símbolo original se assemelhava a uma onda do mar.

NUM - provavelmente representava a palavra serpente, sendo que a sua forma cananítica é semelhante a representação da serpente nos hieróglifos egípcios

AINE - significa em Hebraico olho

PEI - significa boca

COF - equivale a palavra hebraica para arco e sua forma original se assemelha a figura de um arco com a sua flexa

REISH - equivale a palavra hebraica ROSH que significa cabeça, lembrando em sua forma primitiva a figura de uma cabeça de perfil.

SHIN - equivale a palavra hebraica SHEN, que significa dente. Sua pronúncia e grafia lembram este fato.

TAV - equivale a palavra aposento, compartimento (especialmente no Templo)

 

 

Memorizá-las e escrevê-las é o seu desafio.  Vá em frente, pois o Ruach

HaKodesh vai te capacitar

 

 

Apresentação da Tanach

O QUE É O TANACH?

Segue abaixo em itálico a Definição de Tanach de acordo com os Judeus atuais.

 A palavra Tanach (ou Tanakh) (em letras hebraicas: תנך) é uma palavra da língua hebraica, que foi formada com as iniciais das palavras Torá, Neviim uChetuvim (em letras hebraicas: תורה, נביאים וכתובים), que significam Lei, Profetas e Escritos, que são as três partes da Bíblia hebraica.

Torá (ou Torah), que significa Lei, é o nome da primeira parte da Bíblia, que é constituída pelos cinco primeiros livros da Bíblia, que são Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Estes cinco primeiros livros da Bíblia, na verdade são um só livro, chamado “O Livro da Lei” (em hebraico, Sêfer Torá), ou simplesmente “A Lei” (Torá), ou “A Lei de Deus”, ou “A Lei de Javé”, ou “A Lei de Moisés”, ou Pentateuco (em hebraico, Chumash”).

Neviim, que significa Profetas, é o nome da segunda parte da Bíblia, que é constituída pelos livros de Josué, Juízes, 1 Samuel, 2 Samuel, 1 Reis, 2 Reis, Isaías, Jeremias, Ezequiel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Chetuvim, que significa Escritos, é o nome da terceira parte da Bíblia, que é constituída pelos livros de Salmos, Jó, Provérbios, Rute, Cântico dos Cânticos, Eclesiastes, Lamentações, Ester, Daniel, Esdras, Neemias, 1 Crônicas e 2 Crônicas.

Ao todo, o Tanach tem 39 livros.

 

O Tanach é chamado pelos católicos e protestantes, ou evangélicos, de Velho Testamento, ou Antigo Testamento, sendo que o Antigo Testamento dos católicos contém também, além dos livros do Tanach, mais sete livros, que são livros apócrifos, que eles chamam de “deuterocanônicos”, e contém também adições ao livro de Ester e adições ao livro de Daniel.

 

O Tanach é a parte incontroversa da Bíblia, pois a Bíblia é um conjunto de livros inspirados por Deus, e cada religião ou seita tem a sua própria lista de livros que considera inspirados por Deus, mas os 39 livros do Tanach fazem parte das Bíblias de todas as religiões ou seitas.

 A lista de livros considerados inspirados por Deus se chama “cânon”.

 

A palavra “cânon” é derivada da palavra grega “kanon”, que significa “regra”.

Então:

A tanach significa a Bíblia, Velho Testamento que é um *acróstico de Toráh (Pentateuco), Neviim (Profetas), Ketuvim (Escritos) bíblicos.

Mas afinal o que é Torah? - A maioria de vocês me responderia esta pergunta da seguinte forma: "Torah é a palavra hebraica, cuja tradução é Lei"

E alguns outros também falariam: "Nós hoje não estamos mais debaixo da Lei, mas sim debaixo da graça".

Se você é um indivíduo que responderia dessa maneira, peço que por um instante deixe todo preconceito de lado, e faça comigo uma análise minuciosa e completa do que vamos explanar daqui para frente. Seja como os Bereanos, que ao ouvirem o discurso do Rav. Shaul (apóstolo Paulo) deixaram todo o preconceito e foram minunciosamente examinar as Escrituras, para ver se o que era pregado era verdade (Atos 17: 11-12).

Um dos maiores equívocos e erros da grande maioria dos crentes atuais, é com respeito à Torah.

Para começar, deve ficar claro que Deus sempre salvou e salvará indivíduos em todas as épocas pela graça, por meio da fé.

Qual é o significado de Torah então?

A palavra Torah deriva da palavra hebraica Yarah, que quer dizer ensinar, instruir, apontar para o alvo, estabelecer uma fundação.

Assim podemos afirmar que a palavra Torah fala da INSTRUÇÃO e ENSINO de Elohim (Deus) ao seu povo, que deve ser recebida e praticada por cada um de nós DEPOIS que somos salvos.

Assim somos salvos pela graça, por meio da fé em Yeshua Ha Mashiach, mas DEPOIS que somos salvos, devemos crescer no conhecimento e prática da Torah (Instrução, Ensino), de Elohim para nossas vidas.

É evidente que nunca foi o propósito de Deus dar a Torah para a salvação. A salvação foi e sempre será através de Yeshua Ha Mashiach. Mas DEPOIS que somos salvos temos que andar nas boas obras que Deus preparou para que nós andássemos nelas, ou seja, temos que crescer no conhecimento e na prática da Torah.

Resumindo:

Yeshua: Salvação

Torah: Instrução depois que sou salvo

A TORÁ

SÍNTESE

A Torá original foi transmitida por Deus a Moisés, após ter permanecido Moisés por 40 dias e 40 noites com Deus, sem comer, dormir ou beber. Esta situação levou-o a um estado comparado aos anjos; totalmente desligado de necessidades físicas. A Torá foi transmitida a Moisés, diretamente de Deus e ensinada ao povo. Seu conteúdo foi compilado na íntegra, para que assim ele jamais fosse esquecido e permanecesse imutável, mesmo com o passamento dos sábios que a transmitiram, de geração a geração.

Como é feita

 

O rolo da Torá que é aberto e lido na sinagoga é escrito com uma técnica especial por um sôfer, escriba, em pergaminho de couro de animal casher e tinta à pena. Qualquer letra a mais, a menos, falhada ou apagada, invalida todo o rolo da Torá e sua Santidade. Ela deve ser periodicamente revisada

 

A precisão do texto

 

O grande sucesso da tradição judaica é a transmissão meticulosa e precisa do texto da Torá.

Como sabemos que a Torá que temos hoje é o mesmo texto outorgado no Monte Sinai?

A Torá foi originalmente ditada por Deus a Moisés, letra por letra.*O Midrash nos diz: "Antes de sua morte, Moisés escreveu treze rolos de Torá. Doze foram distribuídos a cada uma das Doze Tribos. O 13º foi colocado na Arca da Aliança juntamente com as tábuas".

Como eram conferidos os novos rolos? Um autêntico "texto de prova" era sempre mantido no Templo Sagrado em Jerusalém, e os outros rolos podiam ser conferidos baseando-se nele. Após a destruição do Segundo Templo a 70 AD, os sábios faziam conferências periódicas para eliminar qualquer falha.

  

 

A tarefa do escriba  - Quantas letras há na Torá? São 304.805 letras e 79.976 palavras. O meticuloso processo de copiar um rolo à mão leva mais de duas mil horas (trabalho de tempo integral por um ano).

Para eliminar qualquer chance de erro humano, o Talmud enumera mais de vinte fatores relevantes para que um rolo de Torá possa ser considerado casher, apto.

Este é o sistema de segurança embutido na Torá. Se faltar algum destes fatores, ela não terá a santidade necessária nem poderá ser usada para leitura em público.

Séculos afora, os escribas judeus têm aderido às seguintes pautas:

  • Um rolo de Torá é desqualificado se mesmo uma única letra for adicionada.
  • Um rolo de Torá é desqualificado se mesmo uma única letra é apagada.
  • Um escriba deve ser um judeu erudito e devoto, que tenha passado por treino especial e certificação.
  • Todos os materiais (pergaminho, tinta e pena) devem estar de acordo com especificações estritas, e serem preparados especificamente com o objetivo de escrever um rolo de Torá
  • O escriba não pode escrever sequer uma letra num rolo de Torá de cór. Ao contrário, ele deve ter um segundo rolo casher aberto à sua frente todo o tempo.
  • O escriba deve pronunciar cada palavra em voz alta, antes de copiá-la do texto correto.
  • Cada letra deve ter espaço suficiente ao seu redor. Se uma letra tocou outra em qualquer parte, todo o rolo está invalidado.
  • Se uma única letra estiver tão danificada que não possa ser lida, ou se assemelhar-se à outra letra (esteja o defeito na escrita ou seja devido a um furo, rasgo ou mancha), isso invalida todo o rolo. Cada letra deve ser suficientemente legível, de forma que uma criança em idade escolar possa distinguí-la de outras letras similares.
  • O escriba deve colocar espaços precisos entre as palavras, de forma a que uma palavra não pareça ser duas palavras, ou duas palavras pareçam ser uma só.
  • O escriba não pode alterar o formato das seções, e deve manter-se dentro do tamanho das linhas e configurações de parágrafos.
  • Um rolo de Torá no qual qualquer erro tenha sido encontrado não pode ser usado, e deve ser consertado dentro de 30 dias, ou enterrado.

A leitura da Torá

Quando um rolo de Torá fica pronto para ser entregue em um estabelecimento, geralmente sinagogas e casas de estudos onde será utilizada para os serviços religiosos, uma grande festa toma lugar. É armada em honra à Torá uma chupá, pálio - cobertura de tecido que é usada sob os noivos no dia de seu casamento sob a qual recebem as bênçãos de sua união. Este costume é alusivo ao noivo, Deus, e Seu casamento com Sua noiva - Israel. Todos dançam com a Torá com música e alegria.

Geralmente pessoas doam a Torá em memória a um ente querido falecido. A partir do momento em que este rolo é doado, ele será aberto, lido e santificado por todos que irão usufruir dele. A leitura da Torá é realizada segundas e quintas-feiras, no Shabat e nas festas judaicas, em Rosh Chôdesh (o primeiro dia do mês) e jejuns.

 Conteúdo

Moisés escreveu todos os cinco livros da Torá. As passagens que se referem a ele aparecem na terceira pessoa, pois cada uma de suas palavras foi-lhe ditada por Deus.

A Torá é também denominada pelos seguintes nomes: Leis de Moisés, Chumash ou Pentatêuco. É composta por cinco livros: Bereshit (Gênesis), Shemot (Êxodo), Vayikra (Levítico), Bamidbar (Números) e Devarim (Deuteronômio).

Os nomes acima que derivam do grego estão relacionados com o conteúdo, enquanto que as denominações hebraicas são constituidas pela primeira ou principal palavra do início de cada livro. Ex: "Bereshit…", "No princípio criou Deus os Céus e a Terra…"

O Pentateuco contém a história da Criação do mundo e do homem, a origem do povo judeu e toda sua legislação civil e religiosa, finalizando com a morte de Moisés. É um guia de vida que estudada nos leva a uma compreensão ímpar do verdadeiro papel do homem no mundo.

A Torá contém 613 mandamentos, dos quais 248 são positivos ("o que farás") e 365 são negativos ("o que não farás"). Estes preceitos ligam o povo judeu a Deus e a seu semelhante, ao real objetivo de nossas vidas no mundo material e nossa conexão permanente com o mundo espiritual, onde um não se desvincula do outro.

Os preceitos e mandamentos cobrem todas as fases da vida judaica, todas as atitudes para com o próximo e a maneira de reverenciar Deus, para atingir os mais altos padrões morais.

Bereshit (Gênesis)

Bereshit significa "No princípio". O primeiro livro do Pentateuco divide-se em três partes: a primeira trata do princípio do mundo e da humanidade; a segunda narra a história dos patriarcas Avraham, Yitschak e Yaacov (Abraão, Isaac e Jacó); a terceira parte é dedicada a história de Yossef (José), o encontro com seus irmãos e o estabelecimento dos doze filhos de Jacó, que formaram as Doze Tribos de Israel.

Shemot (Êxodo)

Shemot significa "Nomes", Êxodo significa “Saída”. Narra a vida de Moisés, a aparição de Deus a ele, os milagres e as pragas no Egito, o Êxodo do povo judeu e a travessia do Mar Vermelho. Neste livro está descrita grande parte da constituição civil e religiosa do povo judeu.

Vayicrá (Levítico)  

Vayicrá significa "Ele chamou". A primeira parte deste livro dedica-se aos sacrifícios e ao ritual de consagração de Aharon (Aarão) e seus filhos como sacerdotes. A segunda parte descreve as leis de cashrut, dieta alimentar judaica e as leis de pureza e impureza. Por último descreve as festas e datas sagradas, as leis do jubileu e as bênçãos reservadas para aqueles cumpridores dos mandamentos Divinos.

Bemidbar (Números)

Bemidbar significa "No deserto". O quarto livro narra os acontecimentos ocorridos com o povo quando habitava o deserto. A primeira parte relata os censos e as disposições das tribos, a consagração dos levitas para o serviço do Tabernáculo e acontecimentos e leis ocorridas antes da partida do Sinai. A segunda parte descreve a estadia no deserto, as dificuldades, os doze espias e a falta de confiança do povo. Relata a rebelião de Côrach, o episódio de Moisés nas águas de Meribá, a morte de Aarão e a chegada dos judeus às margens orientais do rio Jordão.

Devarim (Deuteronômio)

Devarim significa "Palavras". Quinto e último livro da Torá constitui-se dos discursos pronunciados por Moisés ao povo, relembrando todos os mandamentos Divinos e a necessidade do cumprimento sincero dos mesmos. Aqui Moisés repreende o povo por falhas passadas, mas também os abençoa. Destaca-se neste livro o cântico de Moisés.

Fidelidade ao original  

Manter a fidelidade completa ao texto original de um documento tão antigo e grande como a Torá é um desafio, mesmo em circunstâncias normais; quanto mais levando-se em conta as perseguições e exílios que o povo judeu experimentou durante toda a história

Há dois mil anos, os judeus estão espalhados pelos quatro cantos do mundo. A destruição do Templo testemunhou a dissolução do Sanhedrin (Sinédrio), o tribunal de autoridade máxima judaica que unia o povo judeu em caso de discordância

No entanto, a história comprova que mesmo após todas as tribulações, perseguições e migrações de comunidades judaicas no mundo inteiro, apenas os rolos de Torá iemenitas contém alguma diferença do restante, precisamente nove letras. A razão deste fato ímpar é que por centenas de anos, a comunidade iemenita não tomou parte do sistema global de verificação. Mesmo assim, há diferenças apenas no soletrar, e nenhuma altera o sentido das palavras. Tal é a natureza das poucas diferenças entre os rolos da Torá de hoje. O resultado através dos anos é admirável!

Guardar cuidadosamente as palavras da Torá tem sido uma prioridade judaica através dos séculos.

*Acróstico

Do Gr. akróstichon por akrostíchion < ákros, ponta + stíchos, verso s. m.,

Composição poética em que o conjunto das letras iniciais (e às vezes as do meio ou do fim dos versos) formam determinados nomes.

 

 

*O MIDRASH  - Ao lado do Talmud desenvolveu-se uma outra literatura, que pode ser chamada de expressão poética ou espiritual do pensamento judaico - o Midrash. Este último é uma compilação de exposições homiléticas ou espirituais da Bíblia, penetrando sob a superfície do sentido singelo do texto bíblico. Enquanto o Talmud se dedica principalmente à explicação da letra, o Midrash revela o espírito da palavra e da Lei. Os primeiros vestígios da literatura midráshica podem ser encontrados numa época anterior à conclusão da Bíblia, mas a sua atividade estendeu-se até o décimo ou undécimo século.

Até os nosso dias, o Midrash serviu de tesouro inesgotável aos pregadores e moralistas judeus, ofereceu-lhes uma vasta série de engenhosos e sutis comentários de passagens bíblicas, embelezados com provérbios, parábolas e lendas. O ideal que serve de esteio ao conjunto desta literatura é o aperfeiçoamento da moralidade, o enaltecimento do princípio ético da vida, o apelo para a imaginação e a apresentação do lado espiritual do judaísmo numa forma atraente. Um grande número de obras midráshicas existe ainda hoje e, a despeito da sua antigüidade, goza até agora de grande popularidade, contando inúmeras edições.

BÍBLIA A PALAVRA DE DEUS

APRESENTAÇÃO

O que é a Bíblia Sagrada?

A definição canônica mais curta da Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Tudo o que Deus tem preparado para o homem, bem como o que Ele requer do homem, e tudo o que o homem precisa saber espiritualmente da parte d'Ele quanto a sua redenção e felicidade eterna, está revelado na Bíblia. Tudo o que o homem tem a fazer é tomar a Palavra de Deus e apropriar-se dela pela fé. O autor da Bíblia é Deus; seu real intérprete é o Espírito Santo, e seu assunto central é o Senhor Jesus Cristo. O homem deve ler a Bíblia para ser sábio, crer na Bíblia para ser salvo e praticar a Bíblia para ser santo ou santificado.

 

O estilo simples da Palavra causa, por vezes, dúvidas ao homem. Aquele que acredita em Deus sabe que nessa simplicidade e, até, nas aparentes obscuridades da letra da Palavra escondem-se mistérios insondáveis sobre o caráter de Deus e a vida eterna. Mas aquele que é incrédulo, o que adora a natureza em lugar de Deus, esse pode cair no erro a respeito da Palavra, pois não vê sua sabedoria nem sua santidade, e portanto não vê sua origem Divina.

Se julgarmos a Palavra apenas pelo seu sentido literal, nunca poderemos dela extrair a sabedoria e a riqueza que estão encerradas em suas histórias, parábolas, cânticos e profecias. As palavras pronunciadas pelo Criador "são espírito e são vida" (João 6:63). Por isso, um estudo completo e frutífero do Verbo Divino deve, necessariamente, admitir a existência e incluir o exame desses dois sentidos: o da letra, manifesto nas verdades genuínas que ali transparecem, e o outro, que é o sentido interno ou espiritual, sentido esse que se acha envolto em parábolas e símbolos correspondenciais, presente até naquelas passagens aparentemente desconexas, incoerentes, obscuras e contraditórias.

O presente curso é oferecido a todos aqueles que se interessam em conhecer a doutrina genuína da Palavra, na letra e no Espírito, no histórico e no Profético esperando assim contribuir para dissipar as trevas que hoje reinam até mesmo nas mentes de muitos crentes sobre Deus e a Sua Revelação.

 

Imediata = Instantânea, Automática,

                   Não tem nada de permeio.

Mediata   = Que tem algum intermediário *Conf. Dicionário Michaelis

 

PARTE 1 - A HISTÓRIA DA BÍBLIA

 

Capítulo 1

 

A Necessidade de uma Revelação Divina

1.1 – Introdução

 

O amor de Deus jamais poderia se contentar em apenas criar a raça humana e deixá-la em total ignorância a respeito de sua origem, seu uso e seu destino, além de sua própria relação com o Criador. Para que os homens pudessem ser responsáveis diante de Deus, e a vontade d'Ele lhes fosse manifesta, o próprio Deus dispôs a cada um dos homens os meios de conhecimento de Seus propósitos e de conjunção (união) com Ele.

1.2 - Os meios de se conhecer o Criador

A natureza é uma revelação do Criador. O primeiro modo pelo qual Deus revelou a Sua Vontade e Sabedoria foi através da obra da criação, isto é, por meio da própria natureza, como diz o Salmo 19 (vers.1): "Os céus manifestam a glória de Deus, e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos".

1.3 - O universo revela o Criador

 

Como não poderia deixar de ser, o caráter Divino do Criador foi impresso em todas as coisas criadas do universo. Por isso, as obras criadas são como um espelho em que se pode contemplar a Ordem original da criação, o caráter e a vontade Divinos. Como disse o apóstolo Paulo, em sua carta aos Romanos (1:20):

 "Porque as Suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o Seu poder como a Sua Divindade, se estendem e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas".

Isto também era conhecido pelos sábios da antigüidade, como vemos por várias afirmações de filósofos, tais como:

"A natureza é um livro escrito em ambos os lados, de dentro e de fora, em que o dedo de Deus se acha distintamente visível" – Schelegel

 

"Todas as coisas na natureza são esboços proféticos de operações Divinas: Deus não somente falando as parábolas, mas fazendo-as" - Tertuliano

 

 

1.4 - A compreensão nos primeiros tempos

 

Enquanto a raça humana estava integrada na Ordem da existência, a Lei Divina se achava gravada em seus corações. Por isso havia uma compreensão perfeita do propósito e da presença Divinos manifestos na natureza ao redor. De fato, quando então os homens contemplavam a natureza, examinando a sua complexidade e os seus detalhes, percebiam profundas verdades nela impressas. Porque, como foi dito, a natureza é um teatro representativo do Ser Divino.

 

 

1.5 - A revelação imediata de Deus

 

Podemos chamar de revelação imediata aquela que se fazia pela instrução direta de Deus ao ser humano, sem intermediários. No princípio, quando o homem vivia em estado de integridade, havia essa espécie de revelação imediata de Deus, isto é, Ele Se revelava perceptivelmente ao homem, conversava com ele "face a face", mostrando-se como um Homem Divino. A história do homem nesse primeiro estado de equilíbrio com a criação é descrita em forma de símbolos no livro de Gênesis, do capítulo 1 ao 3. Ali vemos como a raça humana (representada por Adão) recebia a inteligência e a sabedoria (representadas pelo Jardim do Éden) diretamente da presença de Deus. Era a Revelação imediata. Mais adiante, neste curso, veremos como o exame dos relatos literais da Bíblia pode revelar novas informações quando esses simbolismos são estudados e compreendidos segundo uma ciência lógica que os explicam.

 

 

1.6 - A revelação mediata

 

Visto que o homem daquela época antiquíssima, dos tempos do Éden, tinha as verdades Divinas inscritas no coração, não havia, pois, necessidade de uma Revelação escrita. O homem tinha a vista espiritual aberta e assim podia enxergar e compreender o caráter Divino que estava impresso na natureza. Essa compreensão de Deus por meio das formas criadas era, para o homem, uma segunda revelação, a revelação mediata de Deus. "Mediata" porque se fazia por meio da natureza. Assim, o homem recebia instrução do Criador por dois meios, mediato e imediato: pela presença de Deus que lhe falava e pela observação das formas no universo.

1.7 - A perda da comunicação e da revelação

 

Mas, quando foi criado, o homem recebeu também a liberdade. Podia escolher entre seguir a instrução vinda do Criador ou seguir o caminho de seus próprios raciocínios, ainda que contrários à instrução Divina. Quando, pois, a raça humana preferiu se guiar pelas aparências dos seus raciocínios (o que foi representado pelo ato de o homem comer do fruto proibido), perdeu-se nas ilusões grosseiras dos sentidos (isto é, foi enganado pela "serpente", os raciocínios derivados de princípios errôneos) e por isso perdeu a condição de cultivar a sabedoria e a inteligência originais (saiu, ou "foi expulso" do Jardim de Éden).

1.8 - A ignorância posterior a respeito de Deus

As ilusões dos sentidos obscureceram a vista do entendimento. A visão interior ou a percepção das coisas foi perdida. Aí começou a reinar a ignorância a respeito das verdades mais básicas da existência.

Nesse estado, o ser humano perdeu completamente a noção da existência de uma sabedoria Divina gravada em imagens na natureza. Não era mais capaz de se elevar por esse meio à compreensão do caráter Divino. Suas cobiças e falsidades o afastavam cada vez do amor e da santidade de Deus.

Com efeito, o homem estava perdendo tanto a revelação imediata quanto a mediata.

O Salmo 73 (vers.2 e 21) retrata esse estado em que se achava o homem: "Os meus pés quase se desviaram; pouco faltou para que escorregassem os meus passos. Assim me embruteci, e nada sabia; era como um animal perante Ti". Esse estado de treva mental iria levar a humanidade à mais completa destruição espiritual, a menos que o Senhor fizesse algo para restabelecer o contato com o homem e o reerguesse à condição inicial.

  

1.9 - Restaurando o elo

Para que a comunicação do homem com o Altíssimo fosse restaurada e mantida, foram providos outros meios de revelação e, consequentemente, de instrução. Como o homem não podia mais suportar a presença santíssima de seu Criador, a revelação imediata dEle não podia mais se fazer por viva voz, isto é, o homem não podia mais falar com Deus "face a face". Assim, a fala de Deus ao homem passou a ser dirigida aos íntimos de seu coração e, assim, imperceptível aos sentidos externos. Passou a ser um influxo de Amor e Sabedoria nos íntimos da vontade e do entendimento do homem, coisas que o homem meramente natural ignora. E como o homem perdeu a percepção da presença de Deus na criação, também deixou de "interpretar" a sabedoria Divina nos objetos da criação. Por isso, a revelação mediata passou a ser por meio de instrução escrita, a Palavra, que foi dada numa forma fixa e imutável. Por meio dela a criatura humana poderia retornar à sabedoria original e à conjunção com o Criador.

 

 

1.10 - A Palavra, a Revelação escrita

 

A necessidade desta Revelação escrita, a Palavra, se evidencia pelo fato de que a mente racional do homem não poderia jamais se reconstruir e se reerguer por si mesma. Não poderia se inserir novamente na Ordem da Criação por sua própria percepção e seus próprios raciocínios, porque o mental do homem ficou obscurecido e pervertido. Era, portanto, essencial uma instrução vinda de fora, de forma clara e determinada, para dizer ao homem o que ele havia de fazer a fim de recobrar sua primeira inteligência, sabedoria e vida. Assim, Deus proveu a nova Revelação de Si Mesmo e de Seus desígnios para o homem que Ele criou. Essa nova Revelação nos foi dada através de mensageiros, profetas e evangelistas, que, por mandato Divino, a deixaram gravada e acessível a todos quantos desejassem se voltar para o seu Deus e Criador. Por meio da Palavra o Senhor Se revelou integralmente, mas sempre na medida da afeição e da compreensão de cada indivíduo.

Perguntas sobre os temas da BIBLIOLOGIA - Parte 1

  1. Por que é necessária uma Revelação do Criador ao ser humano?
  1. Como se davam as revelações mediata e imediata de Deus no início?
  1. Como se tornaram essas revelações depois e hoje?
  1. O que a Revelação escrita do Senhor proporciona ao homem?
  1. Que importância tem para a sua vida conhecer a vontade de Deus?

 

PARTE 1 - A HISTÓRIA DA BÍBLIA

 

Capítulo 2

 

O Corpo da Revelação

 

2.1 - A Bíblia

 

O termo "Bíblia" vem do grego "biblion", livrinho, e de sua forma plural "bíblia", ou seja, livros. É o nome que os cristãos empregaram desde os primeiros séculos para designar a Palavra de Deus. É também chamada "Escritura Santa" e "Sagradas Escrituras". Consiste em duas partes: uma é chamada "Velho Testamento", porque é a coleção dos livros escritos antes da Era Cristã. A outra, chamada "Novo Testamento", foi escrita após o início da Era Cristã.

Os livros do Velho ou Antigo Testamento foram escritos separadamente.

Materiais Originais Empregados

  • · Papiro: Material extraído de uma planta aquática desse mesmo nome. Há várias menções dele na Bíblia, como por exemplo, Jó 8:11. De papiro deriva o termo papel. Seu uso na escrita vem de 3.000 a.C., no Egito.
  • · Pergaminho: É a pele de animais, curtida e preparada para escrita. É material superior ao papiro, porém de uso mais recente do que aquele. Teve seu uso generalizado, a partir do início do século I, na Ásia Menor. É também citado na Bíblia, exemplo: II Timóteo 4:13.

Estes livros eram enroladas e presas a hastes nas extremidades. Assim se formavam rolos que eram desenrolados numa haste e enrolados na outra, à medida em que eram lidos.

A língua original dos livros do Velho Testamento é o hebraico, com exceção de uma pequena parte, que foi escrita em aramaico. Já os livros do Novo Testamento foram escritos especialmente em pergaminhos ou papiros e distribuídos às igrejas em forma de cartas. Foram escritos em grego.

 

2.2 - O Antigo Testamento

 

O Antigo Testamento era chamado, na Alexandria, de "A Aliança" (no grego "diatheké", no hebraico "berith"). Como o termo grego tinha também o sentido de "testamento", o primeiro sentido, de "aliança", "concerto", ficou esquecido. Ele, no entanto, aparece em todo o Velho Testamento, como nesta passagem: "Eis aí virão dias... e farei uma nova aliança com a casa de Israel". (Jeremias 31:31). 

A mensagem Divina nos foi dada na Bíblia em forma de leis, instruções, histórias e profecias, para que nós, de uma raça humana decaída, pudéssemos novamente conhecer o nosso Criador e ter os meios de nos prepararmos para voltar ao estado feliz de integridade, quando o homem pode, "face a face" com Deus, receber a inteligência, a sabedoria e, por esse meio, os sentimentos verdadeiramente humanos que lhe foram destinados. Em nosso curso, faremos distinção entre o que é "Bíblia" e o que é "Palavra", como veremos depois. Entretanto, tomaremos o termo "Bíblia" sempre para designar a forma, corpo ou continente que encerra a mensagem Divina, a Revelação que o Senhor concedeu visível aos nossos olhos naturais.

 2.3 - Os livros que formam a Bíblia

A quantidade de livros da Bíblia varia, dependendo da cópia ou versão adotada. Há duas versões da Bíblia em uso no mundo cristão: uma é usada pela Igreja Católica Romana e tem 72 livros. A outra, usada pelas demais igrejas, tem 66. Essa diferença de versões vem do fato de que antigamente existiam duas coleções de rolos sagrados, rolos esses que, traduzidos, formam hoje o Velho Testamento. Na Alexandria (Vide nota 1), os judeus usavam em seus rituais e suas leituras uma coleção de 45 livros; já os da Palestina tinham uma coleção com apenas 39. Quando os rolos foram traduzidos surgiu a diferença. A coleção da Alexandria foi traduzida por 70 (ou 72) doutores, sendo daí chamada de "Septuaginta", ou "dos Setenta" (Vide nota 2). Mais tarde a Igreja Católica veio a adotar esta coleção, ficando com 45 livros em seu Antigo Testamento. Diga-se de passagem que essa tradução "dos Setenta", para o grego, era a mais usada no tempo da vinda de Jesus Cristo, sendo citada por Ele mesmo e por Seus discípulos e apóstolos, especialmente por Mateus. 

Divergindo da Igreja Católica, a Igreja Evangélica ou Reformada (apelidada de "Protestante"), adotou, por volta do século XVI, a versão traduzida da coleção usada pelos judeus da Palestina, resultando daí o Velho Testamento com 39 livros.

Esta é a origem da diferença existente hoje entre o que se chama a "Bíblia católica" e a "protestante". Todavia, no que se refere à mensagem essencial, não há entre elas nenhuma diferença. Não há mudança capaz de alterar o sentido ou prejudicar o entendimento das verdades acerca da vontade Divina para com o homem.

 

2.4 - As diversas traduções da Bíblia

 

Desde que os primeiros textos foram traduzidos para o grego (entre 285 e 132 a.C.) pelos "Setenta", a Bíblia tem sido traduzida para mais de 240 idiomas em todo o mundo. Dentre as versões mais antigas ou famosas, podem se destacar: a de Áquila, feita em 128 a.C., para o grego; as latinas (a Ítala e a Vulgata), de entre 120 e 300 AD;  A Siríaca, do séc. II AD;  a Etíope, do séc.IV AD;  a Cóptica, do séc V.  Mais tarde surgiram as versões Persa (1341), Germânica (do séc.XVI) e as inglesas, de Wilcliffe (1384) e "King James" (1611), esta última até hoje usada como foi feita.

 

A Bíblia em Português

 

A primeira tradução da Bíblia em português, foi feita por um evangélico: o pastor João Ferreira de Almeida. Fato interessante é que o trabalho foi realizado fora de Portugal. A Cidade foi Batávia, na Ilha de Java, no Oceano Índico. Hoje, essa cidade chama-se Jacarta, capital da República da Indonésia. Almeida foi ministro do Evangelho da Igreja Reformada Holandesa, a mesma que evangelizou no Brasil, com sede em Recife durante a ocupação holandesa, no século XVII. Nasceu em Portugal, perto de Lisboa, em 1628. Faleceu em Java em 1691. A Igreja Católica através do tribunal da inquisição, não tendo podido queimá-lo vivo queimou-o em estátua em Goa, antiga possessão portuguesa na Índia. Essa Igreja nem mesmo agora, no chamado Ecumenismo se, desculpou de tais coisas.

  1. A Versão de Almeida. O Novo Testamento. Almeida traduziu primeiro do Novo Testamento, o qual foi publicado em 1681 em Amsterdam, Holanda. Na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, há um exemplar da 3a. Edição do Novo Testamento de Almeida, feita em 1712.

O Antigo Testamento. Almeida traduziu o Antigo Testamento até o livro de Ezequiel. A essa altura Deus o chamou para o lar celestial, em 1691. Ministros do Evangelho, amigos seus terminaram a tradução, a qual foi publicada completa em 1753.

A sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira, de Londres, começou a publicar a tradução de Almeida em 1809, apenas o Novo Testamento. A Bíblia completa num só volume, a partir de 1819. O texto em apreço foi revisado em 1894 e 1925. A Bíblia de Almeida foi publicada em sua primeira versão no Brasil em 1944 pela Imprensa Bíblica Brasileira, Organização Batista. A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira tem sido maravilhosamente usada por Deus na disseminação da Bíblia em português, em trabalho pioneiro e continuado. A Versão ARC (= Almeida Revisada e Corrigida). A Imprensa Bíblica Brasileira publicou em 1951 a edição revista e corrigida, abreviadamente conhecida por ARC.

A Versão ARA (= Almeida Revista e Atualizada). Uma comissão de especialistas brasileiros trabalhando de 1945 a 1955 preparou a Edição Revisada e Atualizada de Almeida, conhecida abreviadamente por ARA.

É uma obra magnífica, com melhor linguagem e melhor tradução. O Novo Testamento foi publicado em 1951. O Antigo Testamento, em 1958. A publicação é da Sociedade Bíblica do Brasil.

Comissão Permanente Revisora do ARA.

Revisão é uma atualização do texto em vernáculo, para que se o entenda melhor. Razão: uma língua viva evolui como todas as coisas vivas. Há uma comissão viva permanente de revisão da ARA, mantida pela Sociedade Bíblica Brasileira, acompanhando os progressos da crítica textual.

 Dessas traduções se fazem constantes revisões e atualizações. Para uso neste curso, recomendamos a versão de João Ferreira de Almeida, editada pela Imprensa Bíblica Brasileira, por ser, no Brasil, a que mais fielmente expressa o sentido da letra original. Existe, porém, uma versão diferente, editada pela Sociedade Bíblica do Brasil. Para saber que versão deve ser preferida, verifique o primeiro capítulo de Gênesis. Veja como começa cada um dos versículos de Gênesis 1. A melhor versão é aquela em que todos os versículos (menos o primeiro) começam com a conjunção "E". Se algum versículo começar com "Mas", "Assim" ou qualquer outra palavra, não é a versão indicada.

NOTAS:

1- A Alexandria, cidade do Egito, foi o primeiro centro de propagação do Velho Testamento depois que este foi traduzido para o grego, língua então universal.

2- Sobre a tradução da Septuaginta existe uma lenda de que esse trabalho foi feito em 70 dias por 70 doutores, cada um deles trabalhando separadamente, sem conhecimento do que os outros faziam. Eles teriam sido convocados por um monarca e postos em locais isolados. Decorridos os setenta dias, cada um apresentando sua própria tradução, o resultado foram 70 cópias absolutamente idênticas, sem a menor divergência. Mas, segundo alguns comentadores da Bíblia, como Adam Clarke, a Septuaginta é, na verdade, o resultado de um trabalho iniciado em 285 a.C., quando se fez a primeira tradução do Pentateuco (os 5 primeiros livros) para o grego. A estes foram sendo acrescentados gradativamente as traduções dos demais, até que, em 132 a.C., o trabalho foi concluído, não pelos 70 rabinos, mas por apenas 5, que depois o submeteu à apreciação de outros 67 especialistas.

Perguntas sobre os temas da BIBLIOLOGIA - Parte 2

2.1. Qual é a origem do nome "Bíblia"?

2.2. Como se chama a primeira parte da Bíblia? Por que tem esse nome?

2.3. Qual é a diferença entre a "Bíblia católica" e as outras?

2.4. O que é a "Septuaginta" e como surgiu?

2.5. Qual a vantagem de ter havido, desde o início, tantas traduções diferentes da Bíblia?

 

 

 

BIBLIOLOGIA

Capítulo 3

A História do Antigo Testamento

 

3.1 - As primeiras referências

No segundo livro da Bíblia, chamado Êxodo, lemos no capítulo 40, versículos 17, 20 e 21: "E aconteceu no mês primeiro, no ano segundo, ao primeiro dia do mês, que o tabernáculo foi levantado... E (Moisés) tomou o testemunho e pô-lo na arca... E levou a arca ao tabernáculo... como o Senhor ordenara a Moisés".

Esta é a notícia mais antiga que encontramos na própria Bíblia a respeito dos registros da Lei Divina, a Revelação escrita. O "testemunho" mencionado nesta passagem é, evidentemente, a parte da Palavra que já estava entre os homens. O fato de ter sido depositado no interior de uma arca que era forrada de ouro e ficava no lugar mais íntimo do tabernáculo, demonstra a reverência de que era digna a santidade da Palavra Divina.

Mais tarde, após uma peregrinação de quarenta anos no deserto, guiado por Moisés, o povo chega aos limites da terra de Canaã. Ali Moisés recebe instrução de Deus para que escreva as leis que deverão ser lidas pelo povo de sete em sete anos: "E aconteceu que, acabando Moisés de escrever as palavras desta lei num livro, até de todo as acabar, deu ordem Moisés aos levitas que levavam a arca do concerto do Senhor, dizendo: Tomai este livro da lei, e ponde-o ao lado da arca do concerto do Senhor vosso Deus, para que ali esteja por testemunha contra Ti" (Deuteronômio 31:9, 24-26).

A "lei" citada neste versículo era, provavelmente, todo o conjunto de estatutos que tinham sido dados em complementação aos Dez Mandamentos (veja-os em Êxodo 20). Essa coleção de preceitos, certamente escrita em rolos de peles de animais, foi posta ao lado da arca da aliança. No interior da arca ficavam somente as duas tábuas de pedra com os Mandamentos ou Decálogo, conforme se lê em I Reis 8:9: "Na arca nada havia, senão só as duas tábuas de pedra, que Moisés ali pusera junto a Horebe, quando o Senhor fez aliança com os filhos de Israel, saindo elas da terra do Egito".

 

3.2 - Na peregrinação pelo deserto e na nova terra

 

Podemos seguir a história dos livros sagrados, acompanhando a sua viagem pelo deserto, atravessando o rio Jordão, quando as águas desse rio se dividiram à presença da arca santa. Depois vemos a arca com a lei Divina ser conduzida à frente do povo, na marcha dos israelitas em volta das muralhas da cidade de Jericó, que foi vencida miraculosamente. Em seguida a arca é levada a outras guerras, até que, finalmente, após a conquista da terra de Canaã, a arca, com o Decálogo e os outros livros dos estatutos, é depositada em Siló.

 E ali os livros sagrados, na forma de tábuas de pedra e rolos de peles de animais, ficaram até o tempo do sacerdote Eli, ou seja, até 1.140 a.C., aproximadamente.

Mais ou menos por esta época houve uma guerra entre os israelitas e os habitantes da costa mediterrânea, os filisteus, um povo muito poderoso. Os filisteus venceram essa guerra e levaram para a sua terra a arca da aliança como despojo, e puseram-na no templo do deus Dagon.

Entre os filisteus, porém, a arca causou grandes aflições (veja I Samuel caps.4 a 6), sendo por esse motivo devolvida a Israel, após sete meses: "E tomaram os filisteus a arca de Deus... E enviaram, e congregaram a todos os príncipes dos filisteus, e disseram: Enviai a arca do Deus de Israel, e torne para o seu lugar, para que não mate nem a mim nem ao meu povo. Porque havia mortal vexação em toda a cidade, e a mão de Deus muito se agravara ali" (I Samuel 5:2, 11).

Na volta, a arca foi deixada em Quiriate Jearim, separada do tabernáculo. Ali ficou, até que o rei Davi fez a primeira tentativa para conduzi-la a Jerusalém. Todavia, por causa de um incidente durante o transporte, resolveu Davi deixá-la em casa de um certo Obed-Edom, onde a arca permaneceu por três meses. Finalmente Davi a transportou para o Monte Sião. Isto se deu por volta do ano 1.040 a.C.

 

 

3.3- No templo

O sucessor de Davi, seu filho, chamou-se Salomão. Ele construiu um templo em Jerusalém e para lá levou a arca juntamente com as tábuas e os rolos, agora acrescentados com os rolos dos livros de Josué, Juizes e os dois livros de Samuel. Salomão também determinou que todas as revelações futuras fossem preservadas num mesmo lugar, isto é, o lugar do templo chamado "santo dos santos". 

A remoção da Lei e dos outros livros para o santuário recém construído por Salomão foi celebrada no Salmo 132: "Se os teus filhos guardarem o Meu concerto, e os Meus testemunhos, que Eu lhes hei de ensinar, também os seus filhos se assentarão perpetuamente no teu trono. "Porque o Senhor elegeu a Sião; desejou-a para Sua habitação, dizendo: Este é o Meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei" (132:12-14).

 

 

3.4- No período dos reis de Israel e Judá

Assim preservados, os livros ficaram sob a custódia dos sacerdotes. Estes, como todos os homens, foram algumas vezes muito zelosos, mas outras vezes negligentes e indiferentes. Não somente deixaram de ler as leis para o povo a cada sete anos como havia sido ordenado, mas também não se importaram com o fato de a Lei estar sendo esquecida pelo povo. Em certas ocasiões o zelo para com a Lei era nacionalmente avivado, como aconteceu nos dias do rei Jeosafá. Ele, no terceiro ano de seu reinado (914 a.C.) enviou levitas às várias partes do reino, "E ensinaram em JUDÁ e tinham consigo o livro da lei do Senhor; e rodearam todas as cidades de JUDÁ, e ensinaram entre o povo" (II Crônicas 17:7).

Perguntas sobre os temas da BIBLIOLOGIA - Parte 2

  1. Que referência mais antiga temos na própria Bíblia a respeito de seus livros?

  1. As tábuas do Decálogo ou Dez Mandamentos foram depositadas na arca. Em que livro da Bíblia encontramos os Dez Mandamentos?

  1. A lei deveria ser lida ao povo a cada sete anos. Qual a finalidade dessa leitura periódica?

  1. Que proveito há para nós na leitura periódica e regular das Escrituras?

  1. Faça um resumo desta primeira parte da história dos textos sagrados

 

  

 

BIBLIOLOGIA

Capítulo 4

A História do Antigo Testamento

(Continuação)

 

4.1- No período dos últimos reis e no cativeiro

Durante o último período do reino de JUDÁ, a Palavra esteve tão esquecida que os sacerdotes não sabiam mais onde encontrá-la. Por isso, quando o rei Josias, o último dos grandes reis, empreendia uma obra de restauração no templo, em 630 a.C. aproximadamente, ficou muito espantado com a notícia que lhe trouxe Hilquias, o sacerdote, que disse: "Achei o livro da lei na casa do Senhor. E Hilquias deu o livro a Safan, o escrivão, e ele o leu. Sucedeu, pois, que, ouvindo o rei as palavras do livro da lei, rasgou os seus vestidos. E o rei mandou a Hilquias, o sacerdote... dizendo: Ide, e consultai ao Senhor por mim e pelo povo, e por todo o JUDÁ, acerca das palavras deste livro que se achou." (II Re. 22:8,11- 13).

 

O rei Josias então determinou reformas radicais a fim de restaurar o culto ao Deus verdadeiro, JEHOVAH. O livro encontrado era, possivelmente, toda a coleção dos rolos sagrados, incluindo os Salmos, pois todos esses escritos foram conhecidos pelos últimos profetas. Esses profetas certamente os liam em suas "escolas dos profetas".

Mas as reformas instituídas por Josias e pela profetisa Hulda não foram suficientes para impedir a decadência do Judaísmo e a destruição de Jerusalém pela mão do rei babilônico Nabucodonosor por volta do ano 600 a.C. Esse rei não só levou toda a nação judaica ao cativeiro, como também despojou o templo de seus bens sagrados.

O templo foi incendiado, mas os antigos escritos não foram destruídos, porque Daniel, que viveu no cativeiro na Babilônia, tinha esses escritos ou, pelo menos, tinha acesso a eles, o que prova, obviamente, a sua preservação. Com efeito, Daniel fez referência à lei de Moisés e às profecias de Jeremias, de sorte que se pode deduzir que ele tinha consigo a coleção dos livros: "No primeiro ano do seu reinado (de Dario), eu, Daniel, entendi pelos livros que o número de anos, de que falou o Senhor ao profeta Jeremias, em que haviam de acabar as assolações de Jerusalém, era de setenta anos. ...Sim, todo o Israel transgrediu a Tua lei, desviando-se, para não obedecer a Tua voz; por isso a maldição, o juramento que está escrito na lei de Moisés, servo de Deus, se derramou sobre nós..." (Daniel 9:2,11).

4.2- A restaraução

 

Passado o cativeiro, ao retornar a Jerusalém, o povo "como um só homem" pediu a Esdras, o sacerdote, que lesse o livro da lei de Moisés; e Esdras e outros sacerdotes, "leram no livro, na lei de Deus; e declarando e explicando o sentido, faziam que, lendo, se entendesse" (Neemias 8:8). Dia após dia, da manhã à noite, eles liam. E, enquanto liam, iam possivelmente interpretando para o povo a antiga língua hebraica. Pois o fato é que, no cativeiro, o povo tinha assimilado a língua aramaica. Era, portanto, necessário que se traduzisse ou se explicasse a língua original para o povo. Já as pessoas cultas e os doutores da religião e das leis continuaram usando o hebraico.

Depois desse período, com a influência da língua aramaica, o alfabeto hebraico se modificou quanto à forma das letras, ou seja, de forma arredondada passou à forma "quadrada" ou das "letras quadradas" como hoje o vemos. A partir de 500 a.C., aproximadamente, o aramaico veio a se tornar como que a língua oficial da Palestina. Entretanto, sendo da mesma família semítica, o hebraico e o aramaico eram línguas mais parecidas entre si do que o são o português e o espanhol. Mesmo assim, após o exílio na Babilônia, o hebraico continuou sendo a língua em que foram escritos os livros posteriores, como os dos profetas Ageu, Zacarias e Malaquias. Escrito no cativeiro, o livro de Daniel teve uma pequena parte, alguns capítulos, redigida em aramaico.

De acordo com uma passagem do livro dos Macabeus, o governante que empreendeu a restauração, chamado Neemias, "encontrou uma biblioteca" que, além de outros documentos, incluía "os livros sobre os reis, os profetas e os de Davi" (II Macabeus 2:13). Na época de Esdras e Neemias, o cânon ou coleção do Velho Testamento se findava com a maioria dos livros que hoje temos. Somente foram acrescentados depois alguns livros proféticos escritos entre 540 e 440 a.C., dos quais Malaquias é o último. Esse livro é por isso chamado de "selo dos profetas".

 

4.3 - No período dos Macabeus

 

Quando, mais tarde, as Escrituras do Antigo Testamento foram traduzidas para o grego pelos "Setenta", elas se tornaram universalmente conhecidas no mundo clássico da época. Isto estimulou o orgulho nacional dos judeus e valorizou o estudo de seus fatos históricos. Esse sentimento foi fortalecido quando ocorreu a perseguição movida pelos greco-sírios. Os opressores inimigos procuraram eliminar o espírito nacionalista judaico através da destruição de sua principal fonte de inspiração e força, as Escrituras. Antíoco Epifânio, imperador greco-sírio, em 168 a.C. "buscou os livros da Lei e os queimou". Também decretou que seria considerado crime possuir cópias dos rolos da Aliança (I Macabeus 1:56).

Depois de longas guerras pela independência, os judeus passaram a considerar as Escrituras como a sua mais preciosa posse nacional. Dali em diante passaram a preservar, com ainda maior zelo, uma cópia completa dos livros, que ficava encerrada no templo, além de outras cópias espalhadas nos locais mais seguros. Para leitura e consulta pública utilizavam apenas as cópias em grego da tradução chamada "Septuaginta", que foram distribuídas às sinagogas de várias regiões. É por esse motivo que a maioria das citações de passagens do Velho Testamento que aparecem no Novo é tomada não do texto original hebraico, mas da versão grega dos Setenta.

Vem também do grego a modificação dos nomes próprios hebraicos, especialmente aqueles que terminavam em "jah" ou "iah", que passaram a terminar em "ias", em grego (por exemplo: Elijah => Elias).

4.4 - Na era cristã

 

Depois, já na Era Cristã, por volta do ano 70, sob o domínio dos romanos, Jerusalém volta a sofrer a destruição. O templo é arrasado e, de acordo com o historiador Josephus (37-95 AD), os códices ou coleções de cópias da Lei foram tomados das ruínas do templo por Tito, imperador romano, e levados para Roma junto com outros despojos de guerra. Entretanto, nessa época já havia muitíssimas outras cópias igualmente fiéis dos livros sagrados, e elas se multiplicavam rapidamente, sendo enviadas às diversas colônias judaicas fora da Palestina.

No decorrer do segundo século da Era Cristã, importantes escribas e rabinos se reuniram na Palestina e, após várias conferências, estabeleceram uma escola rabínica que veio, depois, a fixar o primeiro texto e o primeiro cânon oficial das Escrituras em hebraico.

Perguntas sobre os temas da BIBLIOLOGIA - Parte 2

  1. Quando os rolos da Lei foram encontrados no templo, que medidas foram tomadas pelo rei?

  1. Que aconteceu aos livros durante o cativeiro babilônico?

  1. Qual era o sentimento dos que voltaram a Judá, em relação à Lei da Deus?

  1. O que fortaleceu o sentimento nacional judaico, antes da Era Cristã?

  1. Que importante decisão os rabinos da Palestina tomaram no segundo século da Era Cristã? 

 

 

 

 

 

 

BIBLIOLOGIA

Capítulo 5

O Cânon Hebraico


5.1- Lei, Profetas e Escritos

Na época em que Jesus Cristo viveu no mundo, já era geralmente reconhecida uma tríplice divisão das Escrituras, a saber, Lei, Profetas e Escritos, sendo que estes últimos eram também chamados genericamente de Salmos. O Novo Testamento alude claramente a esta divisão.

Segundo o Evangelho de Lucas (24:44), Jesus, tendo aparecido aos discípulos, após a Sua ressurreição, lembrou-lhes que "era necessário que se cumprisse" o que d`Ele estava escrito na "Lei de Moisés, e nos Profetas e nos Salmos".

A formação do cânon ou coleção de livros do Velho Testamento levou muitos séculos, como já vimos, indo desde a época de Moisés até depois da época de Esdras e Neemias, isto é, mais de 1.000 anos.

Um historiador judeu chamado Josephus escreveu que o cânon hebraico ficou determinado no tempo de Esdras, por volta de 440 a.C, quando deve ter sido escrito o último dos livros proféticos, de Malaquias.


5.2- Critérios judaico-cristãos para seleção dos livros

 

Os judeus, assim como os cristãos, não tinham uma norma precisa pela qual pudessem distinguir entre os livros sagrados, de autoria Divina, e os outros, meras produções literárias de origem humana. Consequentemente, não tinham um parâmetro preciso e infalível para determinar quais livros deveriam ou não fazer parte do cânon da Palavra.

Na dúvida, preferiram incluir todas as obras que aparentavam alguma inspiração Divina. E como esta era uma avaliação muito subjetiva, o resultado foi o que se viu mais tarde: duas coleções diferentes, uma formada na Palestina e outra na Alexandria.

No ano 90 da Era Cristã ainda havia muita disputa entre os judeus (como também entre os cristãos) a respeito de quais livros deveriam ser parte do cânon hebraico. Por volta daquele ano, vários rabinos se reuniram num concílio em Jamnéa e, depois de muitos estudos, começaram a definir o cânon da Palavra hebraica, ou seja, do Velho Testamento.

Ali a questão começou a ser decidida para os judeus, mas para os cristãos o debate se prolongou até o século XV, quando a Igreja Católica fixou o seu cânon para o Velho Testamento e a incipiente Igreja Reformada fixou outro, como já foi visto.


5.3- O cânon hebraico

 

No cânon fixado pelos rabinos para o Velho Testamento os livros estão numa ordem diferente daquela em que vemos nas traduções. O cânon judaico divide os livros por assunto, enquanto o cânon cristão procura dividi-los por ordem cronológica.


Assim, o Velho Testamento para os judeus, também divididos em três partes, são assim nomeados: "Torah, Nebiim e Ketubim" (Lei, Profetas e Escritos). Com as iniciais destas três seções, "T", "N" e "K" eles formaram a abreviatura "Tanakh" (pronuncia-se Tanarr), que é como chamam o Velho Testamento.  São dados abaixo os livros que compõem o "Tanakh", isto é, do Torah, os Nebiim e os Ketubim.

O Torah (Lei)

É constituído pelos cinco primeiros livros, escritos por Moisés (chamados "Pentateuco"):

Nome grego latino português:

Nome hebraico:

Significado:

1. Gênesis

Bereshit"

"No princípio"

2. Êxodo

"Vaiyikrá"

"E chamou..."

3. Levítico

"Shemot"

"Nomes"

4. Números

"Vaidaber"

"E falou..."

5. Deuteronômio

"Hadevarim"

"As palavras..."

Os Nebiim (Profetas)

São os seguintes livros:

Profetas anteriores:

Profetas posteriores:

6.  Josué;

7.  Juízes;
8.  I Samuel;
9.  II Samuel;
10. I Reis;
11. II Reis;

12. Isaías;
13. Jeremias;
14. Ezequiel;
15. Oséias;
16. Joel;
17. Amós;
18. Obadias;
19. Jonas;
20. Miquéias;
21. Naum ;
22. Habacuque;
23. Sofonias;
24. Ageu;
25. Zacarias;
26. Malaquias;

A ordem acima é a ordem do CÂNON PALESTINO que está no "Tanakh" judaico hoje, como foi dito.

 A ordem do Cânon Alexandrino incluía, ainda, os seguintes livros:


  1. Tobias
    41. Judite
    42. Macabeus I e II
    43. Sabedoria
    44. Eclesiástico
    45. Baruque

Estes últimos são chamados "apócrifos", como se verá depois; são encontrados nas versões da Bíblia editadas pela Igreja Católica.

Reflexões sobre os temas do Capítulo 5

  1. Quando ficou completo o cânon ou coleção do Velho Testamento?

  1. Como as Escrituras eram conhecidas na época em que o Senhor esteve no mundo?

  1. Que critérios os judeus e os cristãos tinham para fixar o cânon da Palavra?

  1. Como se chama o Velho Testamento entre os judeus e quais são as suas três divisões?

  1. Que profeta foi incluído pelos judeus na lista dos Escritos (Ketubim), em vez de na lista dos Profetas (Nebiim)?

  1. Que livros existem a mais no Cânon Alexandrino (o cânon adotado pela Igreja Católica Romana)?

 

 

 

 

 

BIBLIOLOGIA

Capítulo 6

A História do Novo Testamento

 

 

6.1- A época em que foi escrito o Novo Testamento

Não existem dados definitivos quanto às datas exatas em que foram escritos os livros do Novo Testamento. Todavia, nos próprios livros há indicações ou referências gerais que nos possibilitam designar, aproximadamente, as datas dos acontecimentos ali narrados. Baseados nessas indicações, estudiosos divergem quanto à ordem em que os Evangelhos foram escritos. Há os que deduziram que Mateus foi o primeiro e há os que crêem que teria sido Marcos. De qualquer maneira, um não foi escrito muito tempo depois do outro, isto é, entre 45 e 65 da Era Cristã. Depois vem o de Lucas e, por último, o de João, que teria sido escrito entre 90 e 100 AD. Entre essas datas (45 e 100) foram escritas as diversas cartas apostólicas. E, finalmente, entre 100 e 105, o último livro, profético, do Apocalipse. Por conseguinte, o cânon grego, isto é, do Novo Testamento, foi encerrado no fim do primeiro século.

 

6.2 - Os Evangelhos sinóticos

 

Os três primeiros Evangelhos são também chamados "sinóticos", por causa das semelhanças que trazem entre si. O de Mateus teria sido escrito em aramaico e depois traduzido para o grego. Todos os demais livros do Novo Testamento foram escritos em grego, a língua universal da época.

6.3- A necessidade de um registro escrito

 

Enquanto os cristãos viviam juntos, em comunidades, logo depois dos fatos referentes ao nascimento e à vida do nosso Senhor, a vívida memória dos apóstolos e seus ensinamentos orais eram suficientes para a divulgação das doutrinas da Igreja nova. Mas quando os fiéis começaram a se espalhar, especialmente após a primeira grande perseguição em Jerusalém (ano 44), os primeiros cristãos tiveram a necessidade de registrar as narrações sagradas para transmitirem a outras grupos da Igreja e das futuras gerações. Tornou-se portanto essencial que a história da vida do Senhor, Suas ações e Suas palavras ficassem preservadas de uma forma definitiva e imutável.

Essa necessidade fora prevista pelo Senhor, que de antemão escolheu e preparou os evangelistas e apóstolos para o cumprimento desse uso. O Senhor Mesmo lhes orientou e inspirou as coisas que deviam escrever, como vemos pelo que está escrito em João 14:26: "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em Meu Nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito"

 

 

6.4 - A difusão dos Evangelhos

 

Quando se espalharam pelas diversas regiões da Ásia Menor, África e Europa, os primeiros cristãos começaram a levar consigo ou receber depois as cópias dos registros feitos pelos discípulos e apóstolos, aceitando-os de boa fé e sem contestação quanto à sua inspiração Divina. Porque, de fato, aqueles fatos narrados já lhes eram familiares, e tinham confirmação da veracidade deles a partir de outras fontes, muitas delas testemunhas oculares daqueles acontecimentos. Assim as cartas começaram a se multiplicar e circular pelas diversas comunidades cristãs, onde eram lidas juntamente com os antigos textos da Lei, dos Profetas e dos Salmos.

Os primeiros patriarcas e líderes da Igreja cristã, tais como Barnabé (nascido em 1 e morto em 60 AD), Papias (morto em 150?), Clemente de Roma (bispo entre 90 e 99) e Policarpo (morto em 166) faziam citações livres dos Evangelhos, considerando-os como de Divina autoridade. Teófilo, bispo na Antioquia, em 168 combinou os quatro Evangelhos num único livro. E Tatiano, que morreu em 170, compilou uma "Harmonia dos Evangelhos". Estes e outros registros históricos nos mostram como o Novo Testamento logo se tornou de conhecimento universal. Irineu, que foi martirizado no ano de 202 (era discípulo de Papias e Policarpo), testificou que a autoria Divina dos Evangelhos era tão bem aceita em seu tempo, que nem mesmo os heréticos a questionavam, mas até buscavam sustentar suas posições a partir dos próprios Evangelhos.

Reflexões sobre os temas do Capítulo 6

  1. Quando os Evangelhos foram escritos?

  1. Que necessidade houve para que os Evangelhos fossem escritos?

  1. Como os registros do Novo Testamento foram recebidos pelos primeiros cristãos?

  1. Quanto à sua autoria Divina, como os Evangelhos eram considerados nos dois primeiros séculos?

 

 

 

 

 

 

BIBLIOLOGIA

Capítulo 7

O Cânon Grego

 7.1- Referências nos primeiros séculos

 

É geralmente admitido que todos os livros que compõem o Novo Testamento foram escritos até o final do primeiro século, por causa das citações que deles fizeram vários autores daquela época. Papias, bispo do Século II, escreveu, no ano de 150, cinco livros intitulados "Explicações das Sentenças do Senhor", citando os Evangelhos.

Justino (100 -165) escreveu sobre a "Ressurreição", além de outros como Clemente de Alexandria (morto em 211) e Irineu, sendo que estes também aceitavam como inspirados vários outros livros de patriarcas e apóstolos que hoje não constam no Novo Testamento, a saber, as "Memórias dos Apóstolos" e os "Pastores de Hermas".

De um modo geral, os cristãos da região ocidental da Ásia e os da Europa não aceitaram logo as obras e cartas escritas em hebraico, que foram aceitas pelos cristãos orientais. O próprio livro do "Apocalipse", de João, causou muita controvérsia entre os primeiros cristãos: os da Síria se dividiram por causa desse livro, recusando-se a aceitá-lo como inspirado, ao passo que os cristãos ocidentais o aceitaram sem discussão.

Pouco antes de 170, Tatiano, que foi discípulo de Justino, compilou a sua "Harmonia dos Evangelhos" ou "Diatessaron", mas fez algumas omissões. O "Cânon de Muratori" (de 170), bem como o de Tertuliano, incluía os Evangelhos e as cartas apostólicas, mas omitia a de Tiago.

Orígenes, em meados do século terceiro, aceitava o Novo Testamento integralmente, apenas acrescentando os livros de "Barnabé" e dos "Pastores de Hermas", além de outros apócrifos que não considerava de igual autenticidade.

Eusébio, historiador e teólogo grego (nascido em 260 ou 264 e morto em 340, bispo na Palestina, em sua importante "História Eclesiástica", escrita por volta de 325, falou de três tipos de livros do Novo Testamento: aqueles que eram geralmente aceitos, que eram o Novo Testamento exclusive Tiago, II e III João e II Pedro, que foram tidos como controversos. Ao Apocalipse ele deu uma categoria incerta, dizendo: "alguns o rejeitam enquanto outros o classificam entre os livros aceitos" ("História Eclesiástica, iii 25).

Os livros controvertidos e heréticos incluíam vários apócrifos cristãos.

Em 363 realizou-se o Concílio de Laodicéia, quando o atual Novo Testamento foi oficialmente aceito como canônico, mas com exceção do Apocalipse. Todavia, em 397, o Concílio de Cartago, sob a influência dos teólogos Agostinho e Jerônimo, resolve oficializar todo o atual Novo Testamento como canônico, voltando a incluir o Apocalipse.

  

7.2 - A fixação do cânon do Novo Testamento

 

Embora as discussões persistissem, o cânon atual foi o que se tornou, desde aquela época, o mais aceito entre os cristãos ocidentais e orientais. Mas foi só em 1546, no Concílio de Trento, que a Igreja Católica Romana decidiu confirmar oficialmente este cânon, com um anátema contra as objeções.

Já naquela época, os Reformados ou Protestantes se dividiram, no início, quanto à natureza de vários livros. De um modo geral, as Igrejas evangélicas seguiram a decisão da Católica em suas confissões e suas edições da Bíblia, mas o debate persistiu em alguns meios. 

Zwínglio (1484 - 1531), um dos reformadores suíços, mais radical do que Lutero, não aceitava o Apocalipse como bíblico. Calvino (1509 -1564) teólogo e reformador francês, Lutero (1483 - 1546), teólogo e reformador alemão, e Erasmo (1469 - 1536), humanista e teólogo reformador holandês, duvidaram da autenticidade dos livros dos "Hebreus", "Pedro" e "Tiago".

Martinho Lutero adotava uma posição pragmática: traduziu todos os livros da Bíblia, incluindo os apócrifos do Antigo Testamento, mas questionava o valor dos livros de "Ester" e “Tiago", não fez comentário sobre o Livro de Cantares, além de deixar o "Apocalipse" numa classe que não era nem apostólica nem profética.

A "Confissão de Westminster", proferida por um concílio de Igrejas protestantes, especialmente as de linha calvinista, no ano de 1643, deu as diretrizes para a Igreja Anglicana durante muito tempo, também adotadas pelas Igrejas da Escócia e pela maioria das Igrejas Presbiterianas. Foi essa Confissão que atribuiu aos livros apócrifos o valor de produções humanas.

Entre as Igrejas chamadas Protestantes prevaleceu um consenso informal de excluir os apócrifos (tanto do Antigo quanto do Novo Testamento) de suas edições da Bíblia. Assim, as versões atuais do Novo Testamento, tanto as publicadas pela Igreja Católica quanto as demais, têm os seguintes livros:

Os 4 Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. 

01 Livro histórico (chamado "Atos dos Apóstolos");

As 21 Cartas: 13 de Paulo:

Aos Romanos; aos Coríntios (2); aos Gálatas; aos Efésios; aos Filipenses; aos Colossenses; aos Tessalonicenses (2); a Timóteo (2); a Tito; a Filemon;

1 de autoria incerta, dirigida aos Hebreus, mas que muitos estudiosos tem creditado sua autoria a Paulo;

07 cartas gerais, 1 de Tiago; 2 de Pedro; 3 de João e 1 de Judas.

E, finalmente, 1 livro profético, de João, chamado "Apocalipse".

Perguntas sobre os temas do Capítulo 7


  1. Cite dois livros que eram aceitos como inspirados até o ano 300 e que não fazem parte hoje dos livros do Novo Testamento.

  1. Como foi a aceitação do Apocalipse pelos primeiros cristãos?

  1. O que foi decidido no Concílio de Laodicéia?

  1. Que influência tiveram Jerônimo e Agostinho no Concílio de Cartago?

  1. Quais eram as posições de Zwínglio, Calvino, Lutero e Erasmo quanto a alguns livros do Novo Testamento?

  1. Quantos livros compõem o Novo Testamento?

  

 

 

 

 

 

BIBLIOLOGIA

Capítulo 8

A Preservação dos Textos Sagrados

 

"Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido" - Mateus 5:18

 

 

8.1- A preservação da Palavra

 

Uma vez que aceitamos que a Palavra tem autoria Divina, isto é, que ela foi escrita por inspiração Divina, devemos aceitar também que ela é verdadeira e perfeita nas mínimas coisas, pois tudo o que é proferido por Deus é a Divina Verdade e não pode ser outra coisa. E sendo a Divina Verdade, a Palavra deve ser conservada de um modo especialíssimo, para não sofrer alteração dessa Verdade, caso contrário ela perderia a característica de Obra Divina.

Ao estudar a maneira pela qual os textos sagrados da Palavra têm sido preservados através dos séculos, fica-nos uma clara indicação de que sempre tem existido uma ação Superior provendo para que as formas originais do ditado Divino fiquem sempre intactos, de uma maneira ou de outra, e livres da influência de tantas culturas e filosofias do homem.

De fato, a determinação Divina de que Sua Lei não será aniqüilada nem quanto a um jota tem sido fielmente cumprida. Ditas assim, essas afirmações podem parecer dogmas de uma crença cega. No entanto, o exame - mesmo abreviado - da história da preservação dos textos da Palavra nos mostrará as razões em que essas afirmações estão assentadas.

8.2 - Como podemos saber se a Palavra que temos hoje nas mãos foi preservada integralmente após tantos séculos?

 

A Providência Divina se valeu de vários recursos para conservar a forma primitiva da Revelação do Novo e Velho Testamento. A escolha do povo judeu como depositário dos livros do Velho Testamento foi um desses meios providenciais. Porque o povo judeu era muitíssimo apegado às suas tradições e tinha um zelo singular para com os seus escritos religiosos. Ainda que passassem gerações de relativo esquecimento da importância das Escrituras, eles sempre retornavam com um ardente zelo às tradições e restauravam os costumes e valores, reavivando as práticas dos pais e de todos os antepassados, incluindo as práticas de guarda e preservação fiel dos textos sagrados.

Para servir de exemplo de como era o zelo que tinham com aqueles escritos, basta mencionar o cuidado que recomendavam aos escribas para fazerem as cópias dos textos.

 Pois as cópias fiéis eram uma exigência fundamental, e foram um meio muito eficaz de preservação da original integridade dos ditados Divinos. No Talmude, o livro das tradições e doutrinas judaicas, estão registradas as estritas normas que deviam ser observadas pelos escribas quando fossem reproduzir os textos da Lei, dos Profetas e dos Escritos:

 

"O rolo da sinagoga deve ser escrito em peles de animais limpos, preparados por um judeu para o uso particular da sinagoga. Essas (peles) devem ser costuradas com cordões tirados de animais limpos. Toda pele deve conter um certo número de colunas, inteiramente igual ao códice. O comprimento de cada coluna não deve ser menor que 48 nem maior que 60 linhas. E a largura deve ser de 30 letras. A cópia deve ser, antes de tudo, alinhada, e se três palavras forem escritas fora da linha, deve ser inutilizada. A tinta será preta. Nem vermelha, nem verde, nem qualquer outra cor, e preparada conforme uma receita específica. Uma cópia autêntica será o exemplar do qual o copista não deve se desviar na mínima coisa. Nem uma palavra, ou letra, nem mesmo um yod poderá ser escrito de cor, sem que o escriba os tenha olhado no códice diante de si.

(...) Entre todas as consoantes deve vir um espaço de um fio de cabelo; entre as palavras, o espaço de uma consoante; antes de cada nova secção, o espaço de nove consoantes; antes de cada livro, três linhas. O quinto livro de Moisés deve terminar exatamente com uma linha, porém os demais não precisam terminar assim. Além disso, o copista deve se vestir de completa vestimenta judaica, lavar todo o seu corpo, não começar a escrever o nome de Deus com uma pena recentemente mergulhada na tinta, e, mesmo se um rei se dirigir a ele enquanto estiver escrevendo, não deverá dar-lhe atenção (...). Os rolos em que estas regras não forem observadas ficam condenados a serem enterrados ou queimados, ou serão enviados para escolas, para serem usados como livros de leitura" (Davidson, Introduction to The Old Testament, 1856, p.89).

Um outro exemplo do zelo notável que contribuiu para a preservação da Palavra em sua integridade é o trabalho que foi feito pelos massoretas. "Massoreta" vem de "massorah", tradição. Eles foram um grupo de judeus eruditos, rabinos e gramáticos, que fizeram um minucioso trabalho sobre os textos sagrados do Antigo Testamento, com o objetivo de determinar a sua exata leitura e compreensão genuína.

O trabalho desse grupo de estudiosos durou várias gerações, tendo começado por volta do século IV da Era Cristã. Consistia em acentuar as palavras com as vogais, pois, até então, elas eram subentendidas. Marcar as divisões das secções, capítulos e versículos, e até mesmo contar todas as letras, além de fixar os acentos tônicos para recitação e canto. Eles criaram um total de 52 marcas e acentos para preservar o texto invulnerável a futuras modificações. Além de numerar todos os capítulos, versículos, palavras e letras, marcavam sempre o meio exato de cada segmento.

No Pentateuco (os 5 livros de Moisés), por exemplo, marcaram 18 partes maiores, 43 partes menores, 1.534 versículos e 63.467 palavras, além da contagem das letras. Isto se constituía numa obra tão meticulosa que tornou impossível introduzir qualquer coisa que o exame logo não detectasse.

Entretanto, para que não restasse nenhuma dúvida quanto à exatidão dos textos, os massoretas ainda fizeram, por fim, uma lista das passagens onde o texto poderia ter sido copiado errado, anotando à margem, nessa hipótese, a leitura que achavam ser mais indicada. Esses aparentes defeitos de cópia se deviam às letras semelhantes ou outras possibilidades, classificadas por eles em vários grupos.

O texto final do trabalho massorético foi impresso em 1525, em Veneza, e é o que serve até hoje como base para a maioria das versões do Velho Testamento.A importância da obra dos massoretas é evidente por si, fazendo com que o texto hebraico por eles editado seja hoje aceito com a maior confiança.

Além das cópias fidelíssimas dos antigos escribas e, como se não bastasse, do trabalho extremamente cuidadoso dos massoretas, existiram ainda outros meios de conservação da integridade dos textos da Palavra hebraica, que são as obras da literatura e da liturgia judaica. Os comentários, paráfrases e citações textuais que essas obras fizeram dos textos sagrados constituíram-se, também, numa fonte importante de verificação da autenticidade e da preservação dos textos.

 Dentre as obras dessa natureza, podem ser citadas as seguintes:

O "Midrash" ("pesquisa; explicação"), que é a mais antiga exposição judaica das Escrituras;

O "Mishnah" ("repetição"), parte do "Talmude". Dizem que o "Mishnah" contém a tradição dos anciãos desde o tempo de Moisés, com relação à interpretação e aplicação da Lei;

O "Targum" ("tradução; interpretação"), que são as várias versões ou paráfrases caldéias de vários livros;

Além do próprio "Talmude" ("doutrina") como um todo. Incorpora uma variedade de interpretações das leis civis e religiosas, e uma profusão de outras coisas de menor importância.

Todos esses trabalhos se prestam como fontes de referência e consulta valiosas para que se tenha um texto confiável. O cuidado dos copistas, a meticulosidade dos massoretas, as obras paralelas de citação, além das antigas traduções para o grego, o siríaco, o cóptico e o etíope e a versão hebraica dos samaritanos, todas esses elementos contribuíram para que os textos das Escrituras fossem conservados na maior fidelidade possível.

Mas ainda existem outras fontes pelas quais podemos verificar isto: são os antigos manuscritos gregos e latinos, cópias muito antigas, que têm sido também preservados, às centenas, em todo o mundo, até os nossos dias. Por esses e aqueles meios, podemos estar seguros em dizer que a Providência Divina realmente tem atuado, em Sua sabedoria, para que a Palavra não mude nem passe "até que tudo seja cumprido".

Perguntas sobre os temas do Capítulo 8


1- Por que é tão que importante que a forma original da Palavra seja mantida intacta?


2- Que relação se pode fazer entre o caráter do povo judeu e a necessidade de se preservar a Palavra para a humanidade?


3- Em que consistiu o trabalho dos massoretas?


4- Além da obra fiel dos copistas e dos massoretas, que outras fontes temos para constatar a integridade dos textos das Escrituras?


5- Em que se pode basear a crença de que as Escrituras Santas foram conservadas por meio de um miraculoso cuidado da Providência Divina?

 

 

 

 

 

 

BIBIOLOGIA

Capítulo 9

As Fontes das Traduções Atuais

9.1- Os manuscritos em hebraico

 

Além do texto organizado pelos massoretas, ainda podemos contar com os manuscritos de antigas cópias e versões, muitas delas anteriores à época massorética. Esses manuscritos são produções dos mais diversos períodos, mas especialmente do século V em diante.

Os manuscritos mais famosos hoje são, talvez, os chamados "rolos do Mar Morto", porque são os mais antigos de que se tem notícia. Foram encontrados na região de Qumran, numa caverna dos penhascos da margem ocidental do Mar Morto, no ano de 1947. Acredita-se que naquelas cavernas viviam os essênios, seguidores de uma seita judaica muito antiga. Os rolos estavam guardados em potes de cerâmica, numa espécie de sala secreta de uma das cavernas. Eram vários rolos de peles de animais e um rolo de cobre, em que se gravaram vários livros do Velho Testamento, comentários e parágrafos desses livros e textos litúrgicos, que faziam parte da biblioteca essênica. O material foi examinado por várias instituições científicas israelenses e européias, tanto cristãs quanto judaicas, as quais fixaram a data desses escritos em, pelo menos, 200 anos antes de Cristo, constituindo-se nos manuscritos mais antigos já encontrados até hoje. Nos anos seguintes, até o ano de 1956, pesquisas arqueológicas encontraram no mesmo local centenas de outros rolos sobre diversos assuntos.

Do Velho Testamento, os rolos principais encontrados foram: duas cópias do livro de Isaías, os Salmos, o livro de Jó, o de Ezequiel, uma paráfrase de Gênesis e outra de Habacuque, e outros, todos da mesma época.

Mas o que mais nos chama a atenção nessa descoberta é que os textos ali copiados revelam uma notável semelhança com os textos hebraicos atuais, provando-nos, assim, que os textos sagrados da Palavra são hoje os mesmos que existiram no século II antes de Cristo, ou seja, após mais de 2.100 anos.

Daí temos mais uma prova da Providência Divina na preservação de Sua Palavra. Um dos cientistas que trabalharam no exame dos manuscritos do Mar Morto foi John Allegro. Ele depois escreveu um livro ("The Dead Sea Scrolls") em que põe lado a lado os textos daqueles rolos, dos livros de Samuel e Deuteronômio, e os textos dos mesmos livros da Septuaginta, onde o leitor pode constatar a preservação dos textos em sua forma antiga, quanto a cada palavra. Existem, evidentemente, leves diferenças entre as cópias, mas que não chegam a causar nenhuma alteração no sentido.

Outros manuscritos, às centenas, têm sido conhecidos e consultados há séculos, servindo de base e referência para as atuais traduções. Classificando-os conforme a língua em que foram escritos, citaremos somente os que se seguem abaixo.

 

9.2 - Escritos em hebraico ou aramaico - Os mais conhecidos são: o "Códice Palestino" ("códice" quer dizer manuscrito de importância histórica).

Contém os cinco livros de Moisés. Datado do século 9 ou 11 da Era Cristã. Encontra-se no Museu Britânico. O "Códice Mugar", o "Códice Hillel" e o "Códice Ben Asher". Hoje estão perdidos, mas que foram consultados e mencionados por historiadores e comentadores. O "Códice Babilônico". Datado de 916.  O "Códice Samaritano", considerado antiqüíssimo, mas de data não determinada.

É geralmente aceito que, nessa variedade dos manuscritos preservados, uns mais, outros menos fiéis, está conservado, sem qualquer mudança significativa, o mesmo texto que os judeus tinham por volta do ano 90, quando, em Jamnea, fixaram o seu cânon das Escrituras. Essa crença pôde ser confirmada pelos achados do Mar Morto, como se falou acima

Escritos em grego: o Códice Vaticano (de 1209), considerado incomparável quanto à pureza do texto; o "Códice Sinaitico" ou "Álefe", que contém a metade do Velho Testamento; foi descoberto em 1859; o "Códice Alexandrino", do século IV. Contém a versão Septuaginta do Velho Testamento e uma versão do Novo. Acha-se também no Museu Britânico; o "Códice de Efraím". Datado do século VI. É parte dos dois Testamentos. Encontra-se na Biblioteca de Paris.

Escritos em latim: As versões "Samaritana" e "Septuaginta" são anteriores à Era Cristã, como se sabe. Mas quando o cristianismo se espalhou pelo Império Romano e pelo Oriente, apareceram muitas versões também em latim. Dessas, as principais são:  a "Velha Latina". Foi uma tradução da Septuaginta, feita no século II. Mas as cópias hoje existentes são de depois do século IV; a "Vulgata", do fim do séc.IV e início do séc.V. Foi revisada ou compilada por Jerônimo (S.Jerônimo). Os manuscritos existentes dessa versão datam de 600 a 900.

Assim, graças à conservação destes e de centenas de outros manuscritos; graças ao cuidadoso trabalho de pessoas capazes e responsáveis do mundo judaico e cristão; e graças às recentes descobertas arqueológicas e às pesquisas científicas, podemos afirmar, não por fanatismo nem crença cega, que a Palavra de Deus está sob uma proteção especialíssima. Através dos séculos, a Revelação escrita tem resistido incólume às mais diversas vicissitudes e às influências de diferentes culturas e civilizações. É por isso que eruditos de renome já afirmaram que o cristão de hoje pode dizer, sem receio ou hesitação, que tem em suas mãos a verdadeira Palavra de Deus, preservada em sua plena integridade.

  1. 3 - A estrutura da Bíblia

Composição quanto a livros. São 66, sendo 39 no Antigo Testamento e 27 no Novo Testamento.

Divisão em capítulos. São 1.189, sendo 929 no Antigo Testamento e 260 no Novo Testamento.

Divisão em versículos. São 31.173, sendo 23.214 no Antigo Testamento e 7.959 no Novo Testamento.

O livro maior é o dos Salmos, com 150 capítulos.

O livro menor é II João.

O maior capítulo é o Salmo 119.

O menor capítulo é Salmo 117.

O capítulo 37 de Isaías e o 19 de II Reis são iguais.

O maior versículo está em Ester 8:9.

O menor versículo está em Êxodo 20:13 na ARC, em Lucas 20.30 na TRBR; em Jó 3.2 na ARA. Como se vê, depende da Versão.

O verso central da Bíblia é Salmos 118:8.

  

O CENTRO DA BÍBLIA

Assim como as tão grandes Maravilhas de Deus, algo surpreendente também é o que você poderá constatar neste relato!

O centro da Bíblia é algo estranho aos nossos olhos e muitas vezes curioso, isso porque não temos a sabedoria de Deus. Deus tem seus modos e maneiras estranhas de agir que não nos compete, muitas vezes, entendê-las.

"Porque o Senhor se levantará como no monte Perazim, e se irará, como no vale de Gibeão, para fazer a sua obra, a sua estranha obra, e para executar o seu ato, o seu estranho ato". (Isaías 28:21). Mas aquilo que não temos entendimento dado por Deus, coisas que, para nós parecem não terem sentido, ou estão encobertas, para Deus, certamente existe uma explicação.

"As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei". (Deuteronômio 29:29). Com certeza, o que é demonstrado abaixo conseguimos perceber, só não sabemos o motivo pelo qual Deus assim as colocou. Convém que você leia isso. Pode ter certeza, é importante também para você!

Qual é o capítulo mais curto da Bíblia?

É o Salmo 117.

* Qual o capítulo mais comprido da Bíblia?

É o Salmo 119.

* Qual o capítulo que está no centro da Bíblia?

É o Salmo 118.

* Há 594 capítulos antes do Salmo 118.

* Há 594 capítulos depois do Salmo 118.

* O Capítulo 118 do livro dos Salmos tem 29 Versículos.

* O versículo central do Salmo 118 é o verso 15.

    Esse versículo diz algo muito importante de Deus para nossas vidas. Leiam e falem a respeito aos seus amigos (as), e, não só isso, mas passem a meditá-la no seu dia a dia. Certamente você se alegrará muito mais com o Senhor.  

"Nas tendas dos justos há voz de júbilo e de salvação; a destra do Senhor faz proezas". (Salmos 118:15).

     

A divisão da Bíblia

Como já dissemos a divisão em partes principais são duas: Antigo e Novo Testamento. O Antigo Testamento.

Seus 39 livros estão divididos em 4 classes: PENTATEUCO(LEI), HISTÓRIA, POESIA, PROFECIA. Os livros de cada classe são os seguintes:

PENTATEUCO(LEI) - Torá: Os 5 primeiros livros do Antigo Testamento ou cinco livros de Moisés - Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números, Deuteronômio, esses cinco livros são chamados Pentateuco. Tratam da criação e da LEI.

HISTÓRIA: 12 livros - Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Contém a história do povo escolhido: Israel.

POESIA: 5 livros - Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos (Cantares). São chamados poéticos devido ao gênero do seu conteúdo e não por outra razão.

PROFECIA - 17 livros - de Isaías a Malaquias. Esses 17 livros estão subdivididos em dois grupos:

Profetas Maiores: 5 livros; Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel.

Profetas Menores: 12 livros; Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias.

Os nomes "maiores e menores" referem-se ao volume de matéria dos livros e extensão do ministério profético. Na Bíblia hebraica (o nosso Antigo testamento), a divisão dos livros é bem diferentes como já falamos.

O Novo Testamento. Seus 27 livros também estão divididos em quatro classes: BIOGRAFIA, HISTÓRIA, DOUTRINA, PROFECIA. Os livros de cada classe são os seguintes:

BIOGRAFIA: São os quatro Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João. Descrevem a vida terrena do Senhor Jesus e o Seu glorioso ministério entre os homens. Os três primeiros são chamados Sinópticos dos Evangelhos fala também da sua universalidade, por serem quatro os pontos caldeais.

HISTÓRIA: É o livro de Atos dos Apóstolos. Registra a história da Igreja Primitiva, seu viver e agir. O livro mostra que o segredo do progresso da Igreja é a plenitude do Espírito Santo.

DOUTRINA: São 21 livros chamados Epístolas ou Cartas. Umas são dirigidas a igrejas e outras a indivíduos, etc. Cartas de Paulo - Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon. Cartas Universais ou Gerais - Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas.

PROFECIAS: É o livro de Apocalipse. Esta palavra significa revelação. Trata da volta pessoal da volta do Senhor Jesus à terra, é o inverso do livro de Gênesis. Lá narra como tudo começou; aqui, como tudo findará.

A coleção completa dos livros divinamente inspirados constituindo a Bíblia é chamada de cânon. Os nomes canônicos mais comuns do Livro Sagrado são:

- Escrituras: Mateus 21:42; I Coríntios 3:4.

- Santas Escrituras: Romanos 1:2.

- Livro do Senhor: Isaías 34:16.

- A Palavra de Deus, Marcos 7:13; Lucas 11:28;

  Hebreus 4:12.

- Oráculos de Deus, Romanos 3:2; Hebreus 5:12.

 O tema central da Bíblia

O nome de Jesus consta do primeiro e último versículo do Novo Testamento . E no Velho testamento Ele está em figuras, em tipo, quer dizer em mistério. E isto de Gênesis a Malaquias.

A Bíblia, tendo Cristo como o tema central, podemos resumir todo o Antigo Testamento numa frase: JESUS VIRÁ, e o Novo Testamento noutra frase: JESUS JÁ VEIO (é claro, como Redentor). Assim sendo, as Escrituras sem a pessoa de Jesus seriam como a física sem a matéria e a matemático sem os números. Já imaginou um cristão sem a Bíblia?

Perguntas sobre os temas do Capítulo 9

1- Quais são os textos ou "originais" mais antigos da Bíblia?


2- Qual foi a data fixada para os manuscritos do Mar Morto?


3- Qual é a vantagem de podermos contar, hoje, com essa grande variedade de antigos manuscritos?


4- Que argumentos você usaria para mostrar que a Bíblia que temos hoje é confiável e que não foi mudada com o passar dos séculos?

5- Qual o capítulo central da Bíblia?

6- qual o tema central da Bíblia?

 

BIBLIOLOGIA

 

Traduções e preservação do Texto Bíblico

Nada é mais importante na vida do crente e da igreja do que a Bíblia.

Ademais, uma vez que não temos os escritos originais dos profetas e dos apóstolos, e já que muito poucos de nós somos fluentes em hebraico e grego, então dependemos de traduções.

As informações que se seguirão, a respeito das versões da Bíblia, devem ser bem entendidas por cada crente. Se um homem não confiar absolutamente em [todas] as palavras da sua Bíblia, ele não tem nenhuma autoridade infalível para sua vida.

Seja cuidadoso, e seja sábio. “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Ts 5:21). Temos que seguir o padrão dos bereanos:

“Ora, estes foram mais nobres do que os que estavam em Tessalônica, porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim. A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.”  (At 17:11 ACF)

A Bibliologia (isto é, a doutrina da Escritura) exige termos precisos. Em vista do fato destes termos poderem significar coisas diferentes para pessoas diferentes, vejamos as seguintes definições para alguns dos mais significantes termos da Bibliologia:

- Inspiração se refere a "o processo pelo qual o Espírito Santo influenciou os escritores das Escrituras para registrarem acuradamente Suas Palavras, o produto sendo a inspirada Palavra do [próprio] Deus" (Thomas M. Strouse, The Lord God Hath Spoken: A Guide to Bibliology, Virginia Beach, V.A: Tabernacle Baptist Theological Press, 1992, p. 38).

- Autógrafos se referem aos escritos originais, tanto do Velho Testamento (VT) como do Novo Testamento (NT).

- Infalibilidade se refere à inabilidade dos autógrafos conterem erros ou errarem.

- Inerrância se refere ao fato de que os autógrafos não têm nenhum erro (R.C. Sproul, Explaining Inerrancy: A Commentary, Oakland, CA: International Council on Biblical Inerrancy, 1980, p. 25).

- Preservação se refere à Preservação Providencial, [perfeita] até mesmo ao nível de [cada uma e de todas] as palavras [na realidade, cada letra] dos autógrafos, nos manuscritos (MSS) hebraicos e gregos que sobreviveram e ainda hoje existem.

- Textus Receptus (Texto Recebido, TR) se refere ao NT em grego na edição fundada sobre a tradição coletada por Erasmus [a partir da 1ª edição, em 1516], depois por Stephens, depois por Beza, e assim chamada após a edição dos Elzevir, de 1633. A edição de Beza de 1598 é o texto básico de onde a Almeida da Reforma foi traduzida. [The New Testament: The Greek Text Underlying the English Authorized Version of 1611, London: The Trinitarian Bible Society, 1977, 480 pp. Esta Sociedade Bíblica Trinitariana, estabelecida [em Londres] em 1831, tem produzido esta edição em grego, que corresponde ao "The New Testament in the Original Greek According to the Text followed in the Authorised Version." de F.H.A. Scrivener].

- Textus Criticus (Texto Crítico, T.C.) se refere à edição do   NT em grego baseada na teoria textual de B.F. Westcott (1825-1901) e F.J.A. Hort (1828-1892), e é essencialmente manifestado na 26ª edição de "The Nestle-Aland Greek New Testament" e na 3ª edição de "The United Bible Society Greek New Testament" (UBS-GNT).

- Textus Maioritas (Texto Majoritário, TM) se refere à edição do NT Grego baseada nas leituras que são majoritárias entre os manuscritos (MSS) sobreviventes e ainda hoje existentes (Zane Hodges e Arthur Farstad foram os editores de "The Greek New Testament According to the Majority Text", Nashville, Thomas Nelson Publishers, 1982, 810pp). {Por causa da tão próxima concordância entre o TR e o TM, o Textus Receptus era também chamado de "Texto Majoritário" até 1982, quando "The Greek New Testament According to the Majority Text", de Hodges e Farstad, foi publicado.}

- Crítica Textual se refere à ciência de restaurar o texto original de um antigo escrito, a partir dos manuscritos (MSS) sobreviventes, ainda hoje existentes.

O adequado entendimento destes termos bíblicos é essencial para se discernir os parâmetros das questões Bibliológicas.

“A tua palavra é a verdade desde o princípio, e cada um dos teus juízos dura para sempre.” (Sl 119:160 ACF)

Ataques do inimigo à Palavra de Deus

O ataque satânico contra a palavra de Deus remonta o Jardim do Éden. A primeira intervenção de Satanás na História foi adulterando e pondo dúvida na Palavra de Deus: nascia a primeira Bíblia na Linguagem de Hoje! O primeiro pecado de Eva foi o de aceitar a suposta palavra de Deus "modernizada" da boca do Diabo.

"ORA, a serpente era mais astuta que todas as alimárias do campo que o SENHOR Deus tinha feito. E esta disse à mulher: É assim que Deus disse? Não comereis de toda a árvore do jardim?" (Gn 3:1 ACF)

Repare que quem fica a ganhar com esta controvérsia Bibliológica, é o pai da mentira; e não o povo de Deus.

Séculos mais tarde, Satanás recorreu novamente às Escrituras para tentar o Mestre Jesus em Mateus 4:1-11.

Muitos meios foram usados para que a Bíblia ficasse restrita ao pequeno círculo dos sacerdotes, padres, bispos e papas. Dentre as medidas para conter o avanço da Palavra de Deus, estão as seguintes:

  • Em 1229, o Concílio de Tolouse (França), o mesmo que criou a diabólica Inquisição, determinou: “Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento... Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido.” (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2). Foi este mesmo Concílio que decretou a Cruzada contra os albigenses. Em “Acts of Inquisition, Philip Van Limborch, History of the Inquisition, cap. 08, temos a seguinte declaração conciliar: “Essa peste (a Bíblia) assumiu tal extensão, que algumas pessoas indicaram sacerdotes por si próprias, e mesmo alguns evangélicos que distorcem e destruíram a verdade do evangelho e fizeram um evangelho para seus próprios propósitos... (elas sabem que) a pregação e explanação da Bíblia são absolutamente proibidas aos membros leigos”.
  • No Concílio de Constança, em 1415, Wycliffe, protestante, foi postumamente condenado como “o pestilento canalha de abominável heresia, que inventou uma nova tradução das Escrituras em sua língua materna”.
  • O Papa Pio IX, em sua encíclica “Quanta cura”, em 8 de dezembro de 1866, emitiu uma lista de oito erros sob dez diferentes títulos. Sob o título IV ele diz: “Socialismo, comunismo, sociedades clandestinas, sociedades bíblicas... pestes estas devem ser destruídas através de todos os meios possíveis”.
  • Em 1546 Roma decretou: “a Tradição tem autoridade igual à da Bíblia”. Esse dogma está em voga até hoje, até porque existe o dogma da “infalibilidade papal”. Ora, se os dogmas, bulas, decretos papais e resoluções outras possuem autoridade igual à das Sagradas Escrituras, os católicos não precisam buscar verdades na Palavra de Deus.
  • O Papa Júlio III, preocupado com os rumos que sua Igreja estava tomando, ou seja, perdendo prestígio e poder diante do número cada vez maior de “irmãos separados” ou “’ cristãos novos” ou “protestantes” (apesar dos massacres), convocou três bispos, dos mais sábios, e lhes confiou a missão de estudarem com cuidado o problema e apresentarem as sugestões cabíveis. Ao final dos estudos, aqueles bispos apresentaram ao papa um documento intitulado “DIREÇÕES CONCERNENTES AOS MÉTODOS ADEQUADOS A FORTIFICAR A IGREJA DE ROMA”. Tal documento está arquivado na Biblioteca Imperial de Paris, fólio B, número 1088, vol. 2, págs 641 a 650. O trecho final desse ofício é o seguinte:

“Finalmente (de todos os conselhos que bem nos pareceu dar a Vossa Santidade, deixamos para o fim o mais necessário), nisto Vossa Santidade deve pôr toda a atenção e cuidado de permitir o menos que seja possível a leitura do Evangelho, especialmente na língua vulgar, em todos os países sob vossa jurisdição. O pouco dele que se costuma ler na Missa, deve ser o suficiente; mais do que isso não devia ser permitido a ninguém.

Enquanto os homens estiverem satisfeitos com esse pouco, os interesses de Vossa Santidade prosperarão, mas quando eles desejarem mais, tais interesses declinarão. Em suma, aquele livro (a Bíblia) mais do que qualquer outro tem levantado contra nós esses torvelinhos e tempestades, dos quais meramente escapamos de ser totalmente destruídos. De fato, se alguém o examinar cuidadosamente, logo descobrirá o desacordo, e verá que a nossa doutrina é muitas vezes diferente da doutrina dele, e em outras até contrária a ele; o que se o povo souber, não deixará de clamar contra nós, e seremos objetos de escárnio e ódio geral. Portanto, é necessário tirar esse livro das vistas do povo, mas com grande cuidado, para não provocar tumultos” - Assinam Bolonie, 20 Octobis 1553 - Vicentius De Durtantibus, Egidus Falceta, Gerardus Busdragus.

Todos esses maléficos expedientes usados para eliminar, alterar ou suprimir as Sagradas Escrituras não conseguiram êxito. A Bíblia é o livro mais vendido e mais lido em todo o mundo e está traduzido para quase 2.000 línguas e dialetos. Só no Brasil são vendidos por ano mais de quatro milhões de bíblias, afora uns 150 milhões de livros com pequenos trechos (bíblias incompletas).

Os reflexos desses expedientes, ou seja, as tentativas de algemar a Palavra de Deus, ainda hoje são sentidos. No Brasil são poucos os católicos que se dedicam à leitura da Bíblia. Regra geral, se contentam “com o pouco que lhes são oferecido na missa”, e enquanto se contentam com esse pouco (como sugeriram aqueles bispos ao papa, item 5 retro) continuam errando. “ERRAIS, NÃO

CONHECENDO AS ESCRITURAS, NEM O PODER DE DEUS”. (Mateus 22.29)

Com o passar dos séculos, o ataque satânico ficou mais bem elaborado, usando supostos crentes e sociedades Bíblicas. Nasciam as "versões", com textos manipulados e com técnicas de tradução traidoras do texto original como é o caso da equivalência dinâmica. Veremos porque a versão King James, conhecida como a “Versão do Rei Tiago” (e sua equivalente no português – A Almeida Corrigida FIEL) é muitíssimo superior às versões modernas as quais devem ser rejeitadas pelos crentes sérios.

“Eu sei que tudo quanto Deus faz durará eternamente; nada se lhe deve acrescentar, e nada se lhe deve tirar; e isto faz Deus para que haja temor diante dele.” (Ec 3:14 ACF)

Bibliologia do Senhor

Cedo em Seu ministério, o Senhor Jesus Cristo foi tentado por Satanás. O Senhor respondeu ao tentador com três referências de Deuteronômio (Mt 4:1-11). A primeira resposta é significativa.

"Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus." (v. 4, citado de Dt 8:3 ACF).

 Esta resposta sumariza a Bibliologia do Senhor: 

  1. Cristo afirmou a doutrina da [perfeita] inspiração plenária e verbal dos autógrafos, ao declarar a fonte da Escritura: "a boca de Deus."
  2. Cristo afirmou a doutrina da [perfeita] autoridade da Escritura, e consequentemente sua infalibilidade e inerrância, ao enaltecê-la como o padrão através do qual “o homem viverá." 3. Cristo afirmou a doutrina da [perfeita] preservação plenária e verbal da Escritura pela expressão: "Está escrito (gegraptai." O tempo verbal "perfeito" que Ele utilizou expressa uma ação que foi completada e tem um estado conseqüente de ser (A. T. Robertson, A Grammar of the Greek New

Testament, 1934, p.858ff). Com efeito, o Senhor disse: "Foi escrito e ainda está escrito."

"Porque lhes dei as palavras que tu me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste."  (Jo 17:8 ACF)

Definição da inspiração e preservação das Escrituras

            

A Bíblia É a Palavra de Deus; sua plena e definitiva revelação aos homens. Escrita por homens inspirados por Deus, é inerrante e infalível nos originais em quaisquer de seus 66 livros componentes, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. (Lucas 16:29, Hebreus 1:1-2, II Timóteo 3:16, II Pedro 1:21, Salmo 119:160).

A Palavra de Deus foi escrita originalmente em três línguas, a saber: O Velho Testamento principalmente em hebraico, e a partir do exílio babilônico, em Aramaico, e o Novo Testamento em Grego (Koiné).

             A Bíblia foi, conforme promessa de Deus, por Ele próprio preservada, desde os originais (os chamados “autógrafos”, os escritos de próprio punho pelos escritores bíblicos), nada se perdendo ou se acrescendo. Sua preservação foi constante no decorrer do tempo, estando sempre em uso por Seus filhos, crentes fiéis perseguidos através dos tempos. Como tal, o Antigo Testamento está plenamente preservado no Texto Massorético (padronizado pelos massoretas, os escribas judaicos) e o Novo Testamento no Texto Recebido (Textus Receptus), os quais formam a base de todas as traduções da Palavra de Deus feitas durante a Reforma (King James, João Ferreira de Almeida [ACF], Reina Valera, Diodati, Lutero, etc....), traduções estas que por quase 300 anos foram adotadas por 100% das igrejas fiéis e por 100% dos crentes fiéis. A Palavra de Deus tem permanecido disponível durante todo o tempo a todos os crentes, seja nos originais, seja através de fiéis cópias suas ou através de uma de suas traduções fiéis (Isaías 40:8, Salmo 19:7-9, Deuteronômio 12:32, Salmo 102:11-12, Salmo 111:7-8, Salmo 33:11-12, Isaías 59:21, Marcos 13:31, Apocalipse 14:6).

“Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.” (Mt 5:18 ACF)

O processo de preservação da Bíblia

Dr. Charles Turner, diretor do Instituto dos Tradutores dos Batistas Bíblicos, em Bowie, no Texas descreve o simples processo que Deus tem usado na preservação das Escrituras:

“2 Pe 3:15-16, ` ... como também o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada; Falando disto, como em todas as suas epístolas, entre as quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos e inconstantes TORCEM, e igualmente AS OUTRAS ESCRITURAS, para sua própria perdição.' Nestes versos, Pedro claramente diz que as palavras de Paulo eram igualadas às das 'outras Escrituras'. Ele cria que as palavras de Paulo eram a inspirada Palavra de Deus, e escreveu isto em um tempo quando havia aqueles que 'torcem' as Escrituras. ... [note o tempo presente em 'os indoutos e inconstantes TORCEM, e igualmente as outras Escrituras, para sua própria perdição']. Isto claramente mostra que as igrejas primitivas [já] estavam vigilantes contra aqueles que perverteriam suas Escrituras. Estas igrejas estavam atentas a este problema e tomavam grandes cuidados para evitar que suas Escrituras fossem torcidas por falsos mestres. ...

"Que estas Escrituras foram passadas de uma igreja para outra é claramente indicado em Cl 4:16, que diz, 'E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lede-a vós também.' Este verso mostra que havia um compartilhamento de cópias da Palavra de Deus de igreja para igreja. Uma vez que um líder tão proeminente quanto Pedro considerava as palavras de Paulo como Escrituras e disse que estava ciente de que havia aqueles que haviam de torcê-las, não é provável que as igrejas tomariam grandes cuidados para vigilantemente protegerem estas Escrituras? Obviamente, este é o caso, porque as igrejas primitivas, guiadas pelo Espírito Santo, acertadamente concluíram que as palavras de Paulo eram as inspiradas palavras de Deus. Eles tomaram todas as precauções para salvaguardarem estas Escrituras através [do método] de compará-las com cópias feitas por outras igrejas. Muito embora falsos mestres tenham deliberadamente mudado o texto em um esforço para apoiarem seus falsos ensinos, corrigir um texto e trazê-lo de volta à leitura original foi sempre uma questão simples. As igrejas só tinham que checar com várias outras igrejas e determinar o que diziam as cópias destas. Fazendo isto, as igrejas descobriam qual escrita concordava com a maioria das cópias das outras igrejas. A escrita que concordasse com as cópias possuídas pelas outras igrejas era aceita como válida. Desta maneira, o texto foi preservado na sua forma original.

“Naturalmente, quando o primeiro Novo Testamento em grego foi impresso, as leituras que divergiam da maioria dos outros textos foram recusadas e as que estavam na maioria dos textos foi aceita. Por este método simples mas completamente acurado [preciso e livre de erros], o Espírito Santo vigilantemente protegeu a Palavra de Deus. O Espírito Santo usou as igrejas, aquelas que eram fiéis guardiãs das Santas Escrituras que reverenciavam, para impedir que a Palavra de Deus fosse poluída por homens maus." (Turner, pp. 6,7).

Como na maioria dos assuntos, há exceções à regra da leitura majoritária determinar qual é o texto original, mas em geral este é claramente o método que Deus usou na preservação [da Sua Palavra]. A importância do esboço acima irá se tornar clara ao leitor à medida que prosseguimos com nosso tema.

“Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.” (II Pe 1:20-21 ACF) Declarações de fé sobre a Doutrina da Preservação Providencial das Escrituras

Confissão de Fé de Westminster (1643-48)

"O Velho Testamento em hebraico... e o Novo Testamento em grego... sendo diretamente inspirados por Deus e, pelo Seu singular cuidado e providência, conservados puros através dos séculos, são por esta razão autênticos; assim, como em todas as controvérsias de religião, a igreja tem que recorrer a eles como a autoridade e instâncias finais. Mas, uma vez que estas línguas originais não são conhecidas por todo o povo de Deus, povo este que tem direito e interesse nas Escrituras e é ordenado a, no temor do Senhor, lê-las e pesquisá-las, segue-se que elas devem ser traduzidas para a língua comum de cada nação aonde chegarem, para que, a Palavra de Deus habitando abundantemente em todos, eles possam adorá-lo de modo aceitável; e, através da paciência e conforto das Escrituras, possam ter esperança" (The Westminster Confession of Faith, Philadelphia, PA: Great Commission Publications, n.d., p.4).

Confissão Batista de Londres, de (1677 e 1689)

“8. O Velho Testamento em hebraico (que foi a língua nativa do povo de Deus de antigamente) e o Novo Testamento em grego, (que, no tempo da sua escrita, era a língua mais geralmente conhecida por todas as nações), sendo imediatamente [isto é, diretamente] inspirados por Deus, e, pelo Seu singular cuidado e providência, conservados puros em todas as épocas, são, por esta razão, autênticos; portanto, em todas as controvérsias religiosas, a igreja tem que recorrer a eles [como a autoridade final e absoluta]. ...13 Mas, uma vez que estas línguas originais não são conhecidas por todo o povo de Deus, que tem o direito e interesse nas Escrituras e são ordenados a, no temor de Deus, lê-las ...16 ... e procurá-las, 17  elas devem ser traduzidas para a língua usual de todas as nações às quais chegarem, 18 para que, a Palavra de Deus habitando abundantemente em todos, eles possam adorá-Lo de uma maneira aceitável e, através da paciência e do conforto das Escrituras, possam ter esperança” (Capítulo 1, "Das Sagradas Escrituras" "g," pp. 910 de "As Coisas Mais Seguramente Cridas Entre Nós -- A Confissão de Fé dos Batistas",

Evangelical Press, Rosendale Road, London, S.E.21.)]

Confissão de New Hampshire (1833)

"Cremos que a Bíblia Sagrada foi escrita por homens divinamente inspirados, e É um tesouro perfeito de instrução celestial; que tem Deus como seu autor, salvação como sua finalidade, e verdade sem qualquer mistura de erro como seu assunto e conteúdo... portanto é, e permanecerá sendo até o fim do mundo, o verdadeiro centro de união cristã e o supremo padrão pelo qual toda a conduta, crença e opiniões humanas devem ser tratadas." (William Lumpkin, Baptist Confessions of Faith, Valley Forge, PA: Judson Press, 1983, pp. 361-362).

Outras confissões tais como:   Confissão de Savoy (1652),  Confissão Suíça (1675),

Confissão Batista da Filadélfia (cerca de 1743),   Artigos de Fé da União Batista Bíblica da América (1923),   A Fé e Mensagem Batista (1925) da Convenção Batista do Sul dos Estados Unidos.

“As palavras do SENHOR são palavras puras, como prata refinada em fornalha de barro, purificada sete vezes. Tu as guardarás, SENHOR; desta geração as livrarás para sempre.”  (Sl 12:6-7 ACF) Formas de tradução da Bíblia

Tradução por equivalência formal e tradução por equivalência dinâmica:

  1. - Tradução por equivalência formal

Define-se o processo de tradução por equivalência formal, como sendo o processo pelo qual se traduz palavra a palavra, o mais fiel possível o texto em questão; mas temos que atender que este processo não é um processo mecânico; pois vários fatores influenciam também neste processo, tais como:

Uma palavra sempre tem, em quase todas as línguas, vários significados, muitos deles semelhantes, mas a definição precisa de cada uma difere ligeiramente entre si; então o seu real significado se entende pelo contexto imediato, optando pela melhor palavra para cada caso [também podemos ter palavras que se escrevem exatamente da mesma maneira, mas o seu significado é COMPLETAMENTE DIFERENTE (em português designamos tais palavras como homógrafas) por exemplo, que significa conservo? Depende do contexto, tanto pode significar servo juntamente com outrem, mas também conservação, e muitas mais palavras são homógrafas], por aqui se vê que existe um trabalho muito meticuloso a ser empreendido pelos tradutores, em relação às palavras.

Pode existir uma palavra que na língua para a qual se vai traduzir, não existe uma correspondência direta, então, terá que se arranjar maneira para se introduzir a informação total.

A gramática de língua para língua difere bastante, e por vezes encontramos problemas graves de serem resolvidos [não quer isto dizer que não se resolva], e por isso terá que se arranjar maneira de se introduzir a informação que está contida. Um exemplo clássico disso é constituído pelas palavras em itálico, onde as versões corretas da Palavra de Deus usam sempre palavras em itálico, palavras essas que não constam dos textos em grego e hebraico, mas para o correto entendimento da passagem, tiveram que ser introduzidas. Podemos confiantemente dizer que fazem parte da Palavra de Deus, pois são necessárias para uma correta leitura, e entendimento da passagem. [Não quer dizer que avaliemos uma versão só porque tem palavras em itálico, mas se a sua versão não tem palavras em itálico, o melhor é pensar em comprar uma Bíblia, traduzida competentemente por equivalência formal, tal como a Almeida Corrigida Fiel, da SBTB – Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil].

Isto é uma pequena amostra do quão trabalhoso é uma tradução das Sagradas Escrituras por equivalência formal. Todas as versões da Reforma foram feitas usando o processo de tradução por equivalência formal [as versões antigas, como a Peshitta, a Antiga Latina foram feitas por equivalência formal, pois a idéia de equivalência dinâmica, e a teoria só do pensamento principal, é uma novidade do século passado (séc XX)].

Mas o tempo da Igreja de Laodicéia tinha que inventar alguma coisa nova, então, nestes últimos tempos, tem-se fabricado PERversões, usando um método denominado tradução por equivalência dinâmica. Mas, então, o que é este método, e em que consiste?

  1. - Tradução por equivalência dinâmica

Esse método é a maior desonestidade que um tradutor pode cometer. Isso foi inventado por um apóstata chamado Eugene Nida. A Equivalência Dinâmica é uma mentira que se comete com o leitor, pois as palavras de uma língua não são vertidas para outra, ficando o tradutor numa posição de manipular o texto ao seu bel-prazer.

Está intimamente ligado com outra novidade dos teólogos contemporâneos, a designada inspiração só do pensamento principal, a qual assegura que Deus só inspirou o pensamento principal, e que jamais inspirou VERBALMENTE (toda e cada palavra).

Assim, baseando-se nesta teoria, argumentam muito convincentemente (para eles), que se Deus só inspirou o pensamento principal, só interessa traduzir o pensamento principal, então, de uma forma breve, podemos definir o método de tradução por equivalência dinâmica, como sendo o  processo pelo qual se traduz o  tal  pensamento principal de uma passagem, numa linguagem  corriqueira [a linguagem corriqueira, é uma coisa indefinida, com conceitos pouco definidos, e por isso com uma elasticidade conceitual desejada, para não ser possível elaborar doutrinas com fundamento a partir dela; é uma linguagem em constante mutação, que se for adotada para uma tradução, necessita quase que, diria, de cinco em cinco anos, uma revisão]. Aqui surgem logo algumas perguntas [só com base na premissa da teoria do pensamento principal, pois existem muitas perguntas a serem feitas, pelas próprias Escrituras]:

Com que base se faz a seleção do pensamento principal? Quem pode perscrutar os pensamentos de Deus?

"Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o SENHOR. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos."

(Is 55:8-9 ACF)

E se um trecho da Bíblia não tiver aparentemente o tal conceito de pensamento principal, que fazer? (Que tal se tirássemos as genealogias intermináveis? Qual o pensamento principal? Se usam a premissa do pensamento principal, devem poder mostrar que todas as passagens têm o tal pensamento principal.)

A maioria da Bíblia são relatos históricos. Como tirar o pensamento principal, de um relato histórico?

Jesus claramente nos diz que o homem vive de toda a palavra que sai da boca de Deus, Jesus não diz que é de toda a palavra de Deus, pois isso poderia dar azo, a que se chamassem a uma paráfrase, a Palavra de Deus, então seríamos alimentados por ela; mas além de Jesus dizer que é de toda a Palavra, também acrescenta que são as palavras que saem da boca de Deus. Por exemplo, os profetas quando falavam da parte de Deus, sempre diziam “Assim diz o Senhor”, e Deus falava através deles; nunca disseram “Assim é o pensamento principal do Senhor”, agora se uma tradução, não traduz todas as palavras que Deus inspirou, mas sim só o tal pensamento principal, acha que é a Palavra de Deus? Acha que pode pegar nela e confiadamente exclamar “Aqui tenho a Palavra de Deus”?

Deus nos diz pela pena do apóstolo Paulo que:

“Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça” (1 Tm 3:16 ACF)

A história do texto do Novo Testamento em grego

As diferenças mais significantes entre as versões modernas e a Versão do Rei Tiago [e, no

Brasil, as diferenças entre as versões baseadas no Texto Crítico, de um lado, e as Almeida 1753, RCorr e CFiel, do outro lado] derivam do fato de que as novas versões são baseadas em um diferente texto em grego. O histórico que se segue, das mudanças que têm sido feitas no texto em grego, encontra-se na publicação "The Divine Original", da Trinitarian Bible Society:

"Por muitos séculos antes da Reforma, estudiosos do grego eram virtualmente inexistentes na Europa Ocidental. Em 1453 Constantinopla, que era a antiga capital da parte oriental do Império e o centro da Igreja Ortodoxa Oriental, caiu ante os invasores muçulmanos. Um resultado de longo alcance desta calamidade foi que eruditos 'cristãos' que conheciam o grego e tinham em sua possessão cópias das Escrituras [na língua dos originais], fugiram para a Europa Ocidental, onde suas influências deram um novo ímpeto ao estudo da língua grega. Tem sido dito que 'A Grécia se ergueu da sepultura com o Novo Testamento em suas mãos.'

"Entre a geração de eruditos em grego, que se sucedeu, estava Erasmus, de Rotterdam, que preparou uma edição do Novo Testamento em grego a partir de cinco manuscritos que eram altamente reputados". [Editor: Mesmo que Erasmus tenha usado apenas uns poucos manuscritos [como base] para sua obra, ele conhecia um considerável número de textos em grego e de versões antigas, inclusive o códice Vaticanus. Ver [livros sobre] Erasmus]. "A edição foi impressa em 1516 e foi seguida por quatro edições posteriores. Em 1502, na Universidade de Alcala (Complutum) [na Espanha], o Cardeal Ximenes tinha reunido manuscritos e homens sob a direção de Stunica, que publicou o Poliglota Complutensiano em 1522 ... Robert Stephens, apoiando-se largamente sobre Erasmus e Stunica, e com pelo menos quinze manuscritos ao seu dispor, produziu edições do texto (em grego) em 1546, 1549, 1550, e 1551. Em 1552 ele retirou-se para Genebra e juntou-se à causa protestante. Theodore Beza produziu nove edições do [texto em] grego entre 1565 e 1604. Estas seguiram as de Stephens de forma admiravelmente aproximada, embora Beza tivesse alguns antigos manuscritos não disponíveis a Stephens. As edições que os Elzevir imprimiram em Leyden tinham muito em comum com as de Stephens e Beza. A edição dos Elzevir se anunciou a si mesma como o "Textus Receptus" (TR), e desde então a edição de Stephens no ano 1550 [(a 3a.)] tem sido conhecida como o "Texto Recebido" na Inglaterra, enquanto a edição dos Elzevir no ano 1633 tem tido este título no Continente."

Outros nomes para o Texto Recebido

O TR é chamado "Texto Tradicional", referindo-se ao fato de que foi o texto comumente usado pelos crentes do Novo Testamento através dos séculos, e também para contrastá-lo com o Texto Crítico da era moderna. O TR é chamado "Texto Bizantino" porque é o texto representado nos manuscritos de todo o antigo mundo que falava o grego. 'Bizantino' aponta para a cidade de Bizâncio, que tinha sido tomada em possessão por Constantino, o Grande, em 330 DC. O nome desta capital foi mudado para Constantinopla.

As versões protestantes na Inglaterra e no Continente, nos séculos XVI e XVII, basearam-se nestas edições do texto em grego. Enquanto estas versões em grego que foram primeiramente impressas eram elas próprias baseadas em comparativamente poucos manuscritos, têm no entanto provado serem representativas do texto que prevalecia, muitos séculos antes, em todo o mundo grego.

As versões inglesas de Tyndale, Coverdale, Matthews (ou Rogers), a Grande Bíblia, a Bíblia de Genebra, a Bíblia dos Bispos, e a Versão Autorizada [= VRTiago], todas elas basearam-se neste grupo de documentos em grego, nos quais foi preservado o texto que foi em regra recebido [e aceito] por todas as igrejas gregas desde os dias apostólicos. [As Almeidas 1753, RCorr e CFiel tiveram por base o mesmo texto].

O Texto Recebido vai até aos confins da Terra

Em todo o mundo, praticamente todos os trabalhos de tradução e impressão da Bíblia feitos por não católicos, desde os anos 1500s até os últimos anos 1800s, basearam-se no Texto Recebido.

Durante estes séculos, centenas de traduções foram produzidas a partir deste texto, incluindo as Bíblias: sueca de Uppsala (1514), alemã de Lutero (1534), sueca (1541), dinamarquesa de Cristiano III (1550), espanhola de Reyna (1569), islandesa (1584), eslovena (1584), irlandesa (1685), francesa em Genebra (1588), galesa (1588), húngara (1590), holandesa de Statenvertaling (1637), italiana de Diodati (1641), finlandesa (1642), síria (1645), armeniana (1666), romena (1688), lataviana (1689), lituana (1735), estoniana (1739), georgiana (1743), PORTUGUESA [DE JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA] (1751) [realmente publicada em 1753], gaélica (1801), servocroata (1804), albanesa (1827), eslovaca (1832), norueguesa (1834), russa (1865), yiddish (1821), turca (1827) e búlgara (1864). Piedosos missionários da Europa [Continental], Inglaterra e América [Canadá e, principalmente, Estados Unidos] levaram o Texto Recebido até aos confins da terra, ao traduzi-los para os idiomas dos povos. Começando com John Eliot, que produziu a Bíblia na linguagem [dos índios] Pequot em 1663, missionários se ocuparam em traduzir as Escrituras para as línguas dos índios norte-americanos, incluindo as versões Mohawk (1787), Esquimó (1810), Delaware (1818), Seneca (1829), Cherokee (1829), Ojibway (1833), Dakota (1839), Ottawa (1841), Shawnee (1842), Pottawotomi (1844), Abenaqui (1844), Nez Perce (1845), Choctaw (1848), Yupik (1848), Micmac (1853), Plains Cree (1861) e Muskogee (1886).

Missionários da Igreja Protestante Holandesa traduziram o Texto Recebido para a linguagem malaia em 1734. Nos anos 1800s, as traduções foram surgindo num ritmo muito acelerado. Martin Henry traduziu o Texto Recebido para os idiomas persa e árabe; Adoniram Judson para o burmês (1835); William Carey e seus cooperadores para os idiomas bengali (1809), oriya (1815), marathi (1821), kashmiri (1821), nepalês (1821), sânscrito (1822), gujarati (1823), panjabi (1826), bihari (1826), kannada (1831), assamese (1833), hindi (1835), urdu (1843), telugu (1854) e 35 outras línguas da Índia.

Durante este período [1800s], outros missionários, baseados no Texto Recebido, produziram Bíblias e porções da Bíblia nos idiomas bullom de Serra Leoa (1816), saraiki do Paquistão (1819), faroe das Ilhas Faroe (1823), sranan do Suriname (1829), javanês da Indonésia (1829), aymara da Bolívia (1829), malaio da Indonésia (1835), manchu da China (1835), malaguês de Madagascar (1835), mandinca de Gâmbia (1837), havaiano do Havaí (1838), mongol (1840), karaite das Montanhas da Criméia (1842), azerbaijani da antiga União Soviética (1842), subu do Camarão (1843), mon de Burma (1843), maltês (1847), udmurt da União Soviética (1847), garifuna da Belízia-Nicarágua (1847), ossete da União Soviética. (1848), bube da Guiné Equatorial (1849), arawak da Guiana (1850), maori das ilhas Cook (1851), tontemboan da Indonésia (1852), somoan (1855), sesotho da África (1855), setswana da África do Sul (1857), basco da Espanha (1857), hausa da Nigéria (1857), nama da África (1866), maori da Nova Zelândia (1858), dayak da Indonésia (1858), isixhosa da África do Sul (1859), karan de Burma (1860), núbio do Egito (1860), igbo da Nigéria (1860), efik e yoruba da Nigéria (1862), tibetano (1862), ga de Gana (1866), tongan da África (1862), twi de Gana (1863), isizulu da África (1865), niueano de Tonga (1866), dehu da Nova Caledônia (1868), benga da África (1871), ewe da África (1877), batak da Indonésia (1878) e thai (1883). (As informações prévias sobre as versões da Bíblia foram grandemente derivadas de “Scriptures of the World”, United Bible Societies, 1988, e de “The Bible in America”, 1936).

É bom se enfatizar o fato de que esta lista de versões acima é somente uma lista parcial. Embora não possamos dar os particulares exatos da base textual de todas estas traduções, sabe-se que a vasta maioria delas foi composta de Escrituras baseadas no Texto Recebido. Algumas foram traduzidas [diretamente] do grego do Texto Recebido; outras, da Versão Autorizada Inglesa [= VRTiago]; algumas outras, de traduções do Texto Recebido feitas na Europa, tais como a versão espanhola e a versão alemã.

Quando dizemos que essas são Bíblias-TR, queremos com isto dizer que elas incluem as palavras e os versos contestados pelos modernos textos: elas contêm “Deus” em 1 Tm 3:16, contêm Mt 17:21 e Mc 9:44,46 e Mc 16:9-20 e João 7:53-8:11 e Atos 8:37 -- e as dúzias de outros versos que são omitidos ou questionados nas novas Bíblias.

Por favor, note também que, neste século XX, em muitos casos as antigas versões originais nas linguagens acima mencionadas têm caído em desuso e têm sido substituídas por versões Westcott-Hort.

De 1804 até 1907, contando somente a British and Foreign Bible Society, foram impressas 203.931.768 Bíblias, Testamentos e porções das Escrituras. Com poucas exceções, elas foram derivadas da VRTiago, do Texto Recebido, ou de uma das versões européias baseadas no Texto Recebido ("Lion's History of Christianity”, p. 558). De 1816 a 1903 a American Bible Society distribuiu 72.670.783 volumes e porções das Escrituras, enquanto o Canstein Bible Institute editou mais de 7.000.000 de cópias (Edwin Rice, “Our Sixty-six Sacred Books”, p. 192). Ao final do século XIX, a Bíblia (ou porções dela) tinha sido propagada em quase 900 idiomas (P. Marion Simms, “The Bible in America”, p. 177).

A estes números devem ser adicionadas as Escrituras impressas por outras Sociedades Bíblicas (da Escócia, Alemanha, Canadá, etc.); por organizações e sociedades missionárias (tais como Religious Tract Society, Society for Promoting Christian Knowledge, American SundaySchool Union e American Tract Society); por grandes firmas publicadoras tanto denominacionais como outras, na Grã Bretanha, América e Europa; pelas imprensas de missões em outros países; por indivíduos e grupos independentes. A Trinitarian Bible Society, por exemplo, desde 1831 tem publicado [em vários idiomas] traduções baseadas no Texto Recebido.

A American Sunday-School Union relatou que “a circulação total de Escrituras durante o século XIX chegou a centenas de milhões de cópias ... o total excedeu 520 milhões de cópias da Palavra de Deus largamente espalhadas para sarar as nações” (Rice, p. 191).

Todas estas Escrituras foram basicamente o mesmo texto e o mesmo tipo de versão. A maioria das diferenças tiveram a ver com as dificuldades de tradução, não com o texto adotado para lhes servir de base. Até o início do século XX, as duas maiores Sociedades Bíblicas (a Britânica e a Americana), quando publicavam em inglês, usavam exclusivamente escrituras na VRTiago; quando publicavam em grego, usavam exclusivamente o Texto Recebido.

Algumas pessoas contra argumentariam dizendo que a Bíblia em versões baseadas no Texto Crítico também tem ido até aos confins da terra, neste século [note: que aqui, NESTE século significa o séc. XX]. Este, no entanto, não é o ponto [isto é: não é a questão que estamos abordando]. A questão é que um certo tipo de Bíblia, isto é, a Bíblia baseada no Texto Recebido, foi até as extremidades da terra durante o maior período de reavivamento mundial e atividade missionária que a História tem testemunhado. Só a seguir é que chegaram os editores do Texto Crítico do final do século XIX, clamando que o Texto Recebido é corrompido e insuficiente, e que o texto verdadeiramente puro só recentemente foi recuperado do seu esconderijo. Nós dizemos que isto é impossível à luz das promessas de Deus de preservar o puro texto das Escrituras.

Para colocar as coisas sucintamente: rejeitar o Texto Recebido, como os editores criticantes do texto e os tradutores modernos têm feito, é rejeitar o Texto que tem sido reconhecido através dos séculos como a Palavra de Deus pelos santos do Novo Testamento, e que foi exaltada por Deus como sendo A Bíblia, durante a maior era de reavivamento e atividade missionária desde o primeiro século.

A versão do Rei Tiago

Na Conferência da Corte de Hampton, em 1604, o líder puritano Reynolds fez a sugestão (que foi primeiramente oposta mas depois adotada pela Conferência, com entusiástica aprovação do Rei Tiago I) de que deveria haver uma nova tradução das Santas Escrituras para o idioma inglês, para substituir as diferentes versões então comumente em uso. Cinqüenta e quatro homens (incluindo puritanos, membros do alto clero da igreja [anglicana], e os maiores eruditos da época, em grego e em hebraico) formaram seis grupos para se devotarem à tarefa.

Citemos dois desses homens:

Sir Lancelot Andrews: Líder dos tradutores do Velho Testamento. Falava fluentemente apenas 15 idiomas orientais...

John Bois: Relator dos trabalhos da comissão de forma mais completa. Lia o Velho Testamento no Hebraico com apenas 5 anos de idade escrevendo nesta língua já aos 6 com elegância e estilo. Era especialista em todas as formas de grego.

Usando suas fontes [isto é, manuscritos da Bíblia] em grego e os melhores comentários dos eruditos europeus, e referindo-se [em consultas] a Bíblias em espanhol, italiano, francês, e em alemão [todas elas baseadas no Texto Recebido], expressaram o sentido do grego [com toda a precisão] em um [inigualável] inglês idiomático, vigoroso, e claro. Esta Bíblia ganhou a batalha contra os preconceitos e críticas que saudaram sua primeira aparição, e tornou-se a Bíblia do mundo de fala inglesa.

A VRTiago foi publicada em 1611, após quase quatro anos de intensa revisão. Temos também que entender que a Bíblia do Rei Tiago não é o produto meramente daquele letrado grupo de homens do início dos anos 1600s, mas é o fruto de aproximadamente 100 anos de tradução e revisão trabalhadas por piedosos homens na forja das perseguições, começando com os labores de William Tyndale. Este processo é único na história da tradução da Bíblia.

Alexander McClure, por volta de 1860, ao dar uma biografia dos tradutores do Rei Tiago, faz esta observação:

"... todas as faculdades da Grã Bretanha e América, mesmo neste arrogante dia de bravatas, não puderam reunir o mesmo número de teólogos igualmente qualificados (pelo aprendizado e pela piedade) para o grande empreendimento [de tradução da Bíblia] ... este abençoado livro [a VRTiago] é tão completo e exato que o leitor inculto, sendo de inteligência normal, pode gozar a deliciosa segurança de que, se ele estudá-lo com fé e em oração, e se entregar a si mesmo aos seus ensinos, não será confundido ou mal guiado com respeito a nenhum assunto essencial à sua salvação e seu bem espiritual. Este livro irá tão seguramente guiá-lo a todas as coisas necessárias à fé e à prática, quanto o fariam as Escrituras originais, se ele as pudesse ler, ou elas pudessem lhes falar como outrora falaram aos hebreus em Jerusalém ou aos gregos em Corinto." (McClure, Translators Revived, pp. 64-65).

 

O inglês da Bíblia do Rei Tiago

É também crucial que se entenda que o inglês da Bíblia do Rei Tiago não é meramente aquele do século XVII. Não é a linguagem de Shakespeare, mas a linguagem do hebraico e do grego.

"O bispo Lightfoot afirmou que esta versão foi o repositório da mais elevada verdade e mais pura fonte do nosso inglês nativo. 'Na verdade', ele escreveu, 'podemos tomar coragem no fato de que a linguagem da nossa Bíblia inglesa não é a dos dias em que seus tradutores viveram, mas, em sua grande simplicidade, destaca-se em contraste com o estilo ornado e freqüentemente afetado da literatura da época' " ("The Divine Original").

Da linguagem usada na VRTiago, George Marsh, em uma palestra de 1870, observa:

"Ela foi um agregamento das melhores formas de expressão aplicáveis à comunicação de verdade religiosa que então existiu ou tinha existido, em qualquer e em todos os sucessivos estágios através dos quais a Inglaterra tinha passado em toda a sua história. ... Quanto à formação de frases, mesmo agora [em 1870, a Bíblia do Rei Tiago só] está pouquíssimo mais afastada da vida real e dos livros do que há duzentos anos atrás. A direção tomada pela fala inglesa depois [da Versão Autorizada], não tem sido em uma linha reta se afastando do dialeto das Escrituras. Ao contrário, tem sido uma curva de circunvolução ao redor dele" (Edwin Bissell, “The Historic Origin of the Bible”, 1873, p. 353).

Quando a Imprensa da Universidade de Harvard publicou "The Literary Guide to the Bible" em 1987, ela selecionou a VRTiago para análise literária de cada um dos livros da Bíblia.

"...nossas razões para fazer isto têm que ser óbvias: ela é a versão que mais leitores do inglês associam com as qualidades literárias da Bíblia, e é ainda, sustentavelmente, a versão que melhor preserva os efeitos literários das línguas originais." (Theodore Letis, "Foreword to Tyndale's Triumph", em John Rogers "Monument: The New Testament of the Matthew's Bible 1537", 1989, p. ii).

Temos que ter isto em mente quando ouvimos reclamações sobre o "velho e antiquado inglês do Rei Tiago": A Bíblia do Rei Tiago é escrita em inglês belo e preciso, perfeitamente amoldado às Escrituras em hebraico e grego, e não é difícil aprender os poucos termos antiquados necessários para lê-la com entendimento. [Poderíamos dizer o equivalente das Almeidas 1753, RCorr e CFiel].

Se alguém não estiver disposto a estudar diligentemente a Bíblia, ele não a entenderá, não importa qual a tradução que use. E se sua Bíblia é tão fácil de ler quanto o jornal da manhã, caro amigo, você não tem a Palavra de Deus, porque as Escrituras em hebraico e grego não são [sempre] lidas tão simplesmente e tão contemporaneamente como o jornal da manhã! Enquanto algumas porções do Novo Testamento em grego (porções do Evangelho de João, por exemplo) são tão simples que uma criança poderia entendê-las, outras porções são muito complexas.

Dr. Donald Waite diz:

" Eu conheço centenas de pessoas cuja inteligência e níveis educacionais não são tão elevados quanto os de algumas daquelas ... pessoas [intelectuais] que dizem que não podem entender a Bíblia do Rei Tiago [e as Almeidas RCorr e CFiel], no entanto estas pessoas [comuns, de fato] a entendem. Como podemos compreender isto? Relembremos 1Co 2:14 que diz 'Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.' Este verso ainda é verdadeiro, não importa qual tradução seja usada" (“Defending the King James Bible”, pp. 50,51).

Dr. Waite continua:

"Alguns dizem que gostam de uma versão em particular porque a acham mais fácil de ler [e entender]. Bem, legibilidade é uma coisa, mas será que ela se conforma com o que está no grego e hebraico dos originais? Você pode ter um montão de legibilidade, mas se ela não casar com o que Deus disse, ela não adianta de nada. Na Bíblia do Rei Tiago [e nas Almeidas RCorr e CFiel], as palavras casam com o que Deus disse. Você pode dizer que ela é difícil de ler, mas: estude-a [intensamente]. Ela é difícil no hebraico e no grego e, talvez, mesmo no inglês da VRTiago [e no português das Almeidas RCorr e CFiel]. Mas mudar a Bíblia por toda parte, somente para fazê-la 'fácil', ou interpretá-la ao invés de traduzi-la, é errado. Você comprou montes de interpretação, mas não queremos isto em uma tradução. Queremos que o que for trazido para o inglês seja exatamente aquilo que Deus disse em hebraico e grego". (Ibid., pp. 241,242).

OBS: no nosso caso, no Brasil, queremos que seja feito o mesmo. O que se diz neste estudo sobre a Versão do Rei Tiago, aplica-se à Almeida Corrigida FIEL, da SBTB.

JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA

Conhecido pela autoria de uma das mais lidas traduções da Bíblia em português, ele teve uma vida movimentada e morreu sem terminar a tarefa que abraçou ainda muito jovem.

O que se conhece hoje da vida de Almeida está registrado na "Dedicatória" de um de seus livros e nas atas dos presbitérios de Igrejas Reformadas (Presbiterianas) do Sudeste da Ásia, para as quais trabalhou como pastor, missionário e tradutor, durante a segunda metade do século XVII.

Nascido em 1628, Almeida era natural de Torre de Tavares, Conselho de Mangualde, Portugal. Filho de pais católicos, bem cedo se mudou para a Holanda, passando a residir com um tio. Ali aprendeu o latim e iniciou-se nos estudos das normas da igreja.

Aos 14 anos, em 1642, aceitou a fé evangélica, na Igreja Reformada Holandesa, impressionado pela leitura de um folheto em espanhol, "Diferencias de la Cristandad", que tratava das diferenças entre as diversas correntes da crença cristã.

Já em 1644, aos 16 anos, Almeida inicia uma tradução do espanhol para o português, dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos, os quais, copiados a mão, foram rapidamente espalhados pelas diversas comunidades dominadas pelos portugueses. Para este grandioso trabalho, Almeida também usava como fontes as versões latina, de Beza, francesa e italiana, todas elas traduzidas diretamente do grego e do hebraico.

No ano de 1645, a tradução de todo Novo Testamento foi concluída (mas, somente seria editada em 1681, em Amsterdã).

A partir de 1663 (dos 35 anos de idade em diante, portanto), Almeida trabalhou na congregação de fala portuguesa da Batávia, onde ficou até o final da vida. Nesta nova fase, teve uma intensa atividade como pastor.

Ao mesmo tempo, retomou o trabalho de tradução da Bíblia, iniciado na juventude. Foi somente então que passou a dominar a língua holandesa e a estudar grego e hebraico. Em 1676, Almeida comunicou ao presbitério que o Novo Testamento estava pronto. Aí começou a batalha do tradutor para ver o texto publicado. Ele sabia que o presbitério não recomendaria a impressão do trabalho sem que fosse aprovado por revisores indicados pelo próprio presbitério. E também que, sem essa recomendação, não conseguiria outras permissões indispensáveis para que o fato se concretizasse: a do Governo da Batávia e a da Companhia das Índias Orientais, na Holanda.

Em 1681, a primeira edição do Novo Testamento de Almeida finalmente saiu da gráfica. Um ano depois, ela chegou à Batávia, mas apresentava erros de tradução e revisão. O fato foi comunicado às autoridades da Holanda e todos os exemplares que ainda não haviam saído de lá foram destruídos, por ordem da Companhia das Índias Orientais.

Enquanto progredia a revisão do Novo Testamento, Almeida começou a trabalhar com o

Antigo Testamento. Em 1683, ele completou a tradução do Pentateuco (os cinco primeiros livros do Antigo Testamento). Iniciou-se, então, a revisão desse texto, e a situação que havia acontecido na época da revisão do Novo Testamento, com muita demora e discussão, acabou se repetindo. Já com a saúde prejudicada pelo menos desde 1670, segundo os registros, Almeida teve sua carga de trabalho na congregação diminuída e pôde dedicar mais tempo à tradução.

O trabalho de revisão e correção do Novo Testamento foi iniciado e demorou dez longos anos para ser terminado. Mesmo assim, não conseguiu acabar a obra à qual havia dedicado a vida inteira. Em 1691, no mês de outubro, Almeida morreu. Nessa ocasião, ele havia chegado até Ez 48.21.

Somente após a morte de Almeida, em 1693, é que essa segunda versão foi impressa, na própria Batávia, e distribuída.

A tradução do Antigo Testamento foi completada em 1694 por Jacobus op den Akker, pastor holandês. Depois de passar por muitas mudanças, ela foi impressa na Batávia, em dois volumes: o primeiro em 1748 e o segundo, em 1753.

João Ferreira de Almeida foi um instrumento precioso nas poderosas mãos de Deus, para dar aos povos de fala portuguesa a tradução mais difundida e aceita entre esses povos, antes colônias de Portugal.

Quando a Igreja Católica Romana ainda lutava contra a divulgação das Escrituras Sagradas, a tradução de Almeida surgiu como uma luz a brilhar na escuridão, em meio àqueles territórios, que, já libertos de Portugal, ainda se mantiveram por mais duzentos anos sob a influência da cultura e da língua portuguesa.

 

 

Um texto (em grego) diferente é exaltado numa hora de apostasia

À medida que o século XIX foi avançando, vozes criticantes do Texto Recebido e da VRTiago cresceram em intensidade. Na Europa e Grã Bretanha, os pensamentos do racionalismo alemão, do evolucionismo darwinista, e de outras filosofias heréticas, começaram a se alastrar através da maioria das principais denominações. A doutrina da perfeita inspiração da Bíblia estava sendo questionada e contestada em muitos locais. Muitos professores e líderes das igrejas pensavam que a Bíblia era cheia de erros, mitos e inexatidões; que, ao invés de nos dar o registro da revelação infalível de Deus ao homem, ela meramente continha a imperfeita história da evolução do pensamento religioso do homem. Estas influências receberam o reforço de poderosos simpatizantes do Catolicismo Romano existentes na Igreja Anglicana e que formavam o chamado “Movimento de Oxford” ou “Tractarian Movement”. Por todos os lados, era evidente o declínio e deterioração do formidável mover de reavivamento espiritual que tinha varrido o mundo desde a Reforma Protestante. Foi dentro deste doente clima espiritual que a filosofia do moderno criticismo textual se desenvolveu.

Enquanto as Bíblias da Reforma tinham nascido em um clima de reavivamento espiritual e de fé, as modernas Bíblias nasceram em um clima de apostasia e incredulidade.

 

Os principais editores do NT em grego baseados no Texto Crítico

Os principais editores do NT em grego que, nos anos 1800s, produziram os novos textos (em grego) que diferiam do Texto Recebido, foram: Griesbach, Hug, Lachmann, Tregelles, Tischendorf, e Westcott & Hort. Estes foram os pais do moderno criticismo textual.

  1. J. GRIESBACH (1745-1812) foi um professor da disciplina “Novo Testamento”, com uma paixão pelo criticismo textual. É importante notar que Griesbach, “que desde seus dias de estudante de graduação foi influenciado pela maré enchente do racionalismo que varria seu país, era um inimigo do cristianismo ortodoxo” (D. A. Thompson, “The Controversy Concerning the Last Twelve Verses of the Gospel According to Mark”, p. 40). Ele abandonou o Texto Recebido e teceu um novo texto contendo muitas das novidades posteriormente popularizadas por Westcott e Hort. Griesbach mantinha o assombroso ponto de vista de que “Entre as várias variantes para uma passagem [do Novo Testamento em grego], tem que merecidamente ser considerada como suspeita aquela que, mais do que as outras variantes, manifestadamente favorece os dogmas da ortodoxia” (Scrivener, citado por D. A. Thompson, p. 40). Em outras palavras, de acordo com este princípio, “se houver uma passagem no Texto Recebido que evidente e fortemente implica ou ensina a divindade de Cristo em natureza e essência, ou ensina alguma outra doutrina fundamental da Fé, e em alguns outros velhos manuscritos houver uma variante que diminua aquela ênfase, ou que, por omissão, de todo a joga no lixo, então esta última variante deve tomar precedência sobre aquela primeira” (Ibid.). Isto, meus amigos, é pensar caoticamente, de cabeça para baixo! A edição do texto (em grego) de Griesbach removeu o final de Marcos 16 (vv. 9-20), baseado em relatos de que o manuscrito Vaticanus, que ele considerava o mais antigo e melhor, não continha estes versos. Griesbach não tinha visto o Vaticanus, mas tinha recebido relatos sobre o fato de que Marcos 16:920 era omitido neste códice.
  1. L. HUG (1765-1846) "em 1808 introduziu a teoria de que, no século II, o texto do Novo Testamento tinha se tornado profundamente degenerado e corrupto, e que todos os textos hoje sobreviventes são meramente revisões editoriais deste texto corrompido” (Hills, p.65). Esta inacreditável teoria totalmente contradiz a promessa que Deus fez de preservar as Escrituras.
  2. KARL LACHMANN (1793-1851), que tem sido descrito como um racionalista alemão (Turner,

p.7), publicou edições do Novo Testamento em Berlim, na Alemanha, em 1842 e 1850. Ele foi um professor de "Filologia Clássica e Alemã", em Berlim. Ele “começou a aplicar ao texto do Novo Testamento em grego as mesmas regras que tinha usado para editar textos dos clássicos gregos, os quais têm sido radicalmente alterados ao longo dos anos. ... Lachmann tinha estabelecido uma série de diversas pressuposições e regras que usou para chegar aos [que cria serem os] textos originais dos clássicos gregos. ... Ele agora começou a usar estas mesmas pressuposições e regras para corrigir o Novo Testamento que ele também pressupunha ter sido irrecuperavelmente corrompido. [Mas] ele cometeu um erro por demais evidente. O cuidado reverente e amoroso prestado pelas igrejas fiéis ao copiar e preservar as Escrituras não foi igualado por um processo similar no copiar dos clássicos gregos” (Turner, pp. 7-8). Lachmann descartou a escrita do Texto Recebido em favor daquilo que ele considerava o mais antigo e melhor texto, representado pelo Vaticanus e uns poucos outros manuscritos similarmente corrompidos. Burgon observa que “o texto de Lachmann raramente se apóia em mais que quatro códices em grego, muito freqüentemente em três, não infreqüentemente em dois, algumas vezes em somente um”. (“Revision Revised”, p. 21). Na sua arrogância de erudito, Lachmann estava querendo erradicar séculos de piedoso discernimento (purificado na fornalha da perseguição), em favor de modernas novidades.

  1. SAMUEL TREGELLES (1813-1875) aceitou os pontos de vista de Lachmann. Tregelles disse “Tem que ser concedido a Lachmann o reconhecimento disto, que ele tomou a frente no caminho de jogar fora os assim chamados Textus Receptus, e corajosamente colocar o Novo Testamento completa e inteiramente, sobre uma base de real autoridade”. (Edward Miller, “A Guide to the Textual Criticism of the New Testament”, 1886, p. 22). O que Lachmann supunha ser “real autoridade” era o manuscrito Vaticanus (que, por séculos, tinha repousado em desuso no castelo do Papa) e alguns outros poucos manuscritos similarmente não merecedores de respeito.
  2. CONSTANTIN TISCHENDORF (1815-1874) foi um editor alemão de textos bíblicos que viajou extensivamente em procura de antigos documentos. Ele foi instrumental em trazer à luz os dois manuscritos [lamentavelmente] mais influentes no moderno trabalho da tradução da Bíblia – Códice Sinaiticus e Códice Vaticanus.
  1. BROOK FOSS WESTCOTT (1825-1903) e FENTON JOHN ANTHONY HORT (1828-

1892) dois padres anglicanos e professores da Cambridge University. Totalmente atolados na filosofia proveniente de Alexandria (Egito). Note que essa cidade, que era o berço do Gnosticismo, foi o local das mais perversas heresias da igreja cristã, sendo de lá os hereges Orígenes e Árius. Tal filosofia defende "não haver nenhuma Bíblia perfeita". Eles nutriam uma revolta e recalque repulsivo e doentio à Bíblia King James e o seu texto base, o "Textus Receptus" (no qual que também se baseou João Ferreira de Almeida) que estava varrendo o globo terrestre e levada aos confins do mundo pela obediência dos missionários ingleses e norte-americanos. Enquanto isso, nutridos pelo recalque doentio mencionado, Westcott e Hort procuravam textos obscuros e bizarros para tentar destronar o Textus Receptus que soberano, produzia milhões de crentes há séculos!

Elaboraram, na Inglaterra, um texto grego impresso em 1881, que ficou conhecido como Texto Crítico, por serem eles dois, críticos textuais. Eles compilaram basicamente dois manuscritos para a sua elaboração: Códice Sinaiticus e Códice Vaticanus.

Eles consideraram tais manuscritos como superiores aos manuscritos do TR, primordialmente pela sua antiguidade. O TR, eles já haviam rejeitado, pois, Hort aos 23 anos, chamou o TR de o “vil Textus Receptus”.

Os revisores de 1881 [Westcott e Hort] fizeram 36.000 mudanças em inglês sobre a VRTiago, como também quase 6000 no texto em grego. [Os revisores que produziram a impopular Tradução Brasileira (1917), a ARAtlz (1959), e as demais Bíblias-TC, fizeram aproximadamente o mesmo número de mudanças em português]. Os manuscritos do Sinai e do Vaticano são responsáveis pela maioria das mudanças significantes.

Eles são os verdadeiros mentores intelectuais das seguintes Bíblias vendidas aos milhões nos dias atuais: Atualizada (ARA), Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH), Nova Tradução na Linguagem de Hoje (NTLH), Nova Versão Internacional (NVI), King James em Português (KJA - Abba Press) etc.

Códice Sinaiticus

“No ano de 1844, enquanto viajava sob o patrocínio de Frederick Augustus, Rei da

Saxônia, em busca de manuscritos, Tischendorf chegou ao Convento de Santa Catarina, [ao pé do] Monte Sinai. Observando alguns documentos de antiga aparência e que estavam em uma cesta [de lixo] cheia de papéis prontos para acender o fogão, ele os escolheu e retirou, e descobriu que eram quarenta e três folhas de pergaminho da Versão Septuaginta. Foi permitido que ele os tomasse: mas, no desejo de salvar as outras partes do manuscrito do qual ele ouvira falar, ele explanou seu valor aos monges os quais, sendo agora informados, lhe permitiriam apenas copiar uma página e recusaram lhe vender o resto. Quando retornou, ele publicou em 1846 o que tinha conseguido obter, com o título ‘Codex Frederico-Augustanus’ estampado em honra do seu patrocinador"

(Miller, p. 24).

O manuscrito Sinaiticus completo continha porções do Velho Testamento e dos livros apócrifos, continha o Novo Testamento completo, como também a espúria [forjada] “Epístola de Barnabé”, e um fragmento da espúria “Pastor de Hermas”. Naquela primeira visita Tischendorf não teve permissão para tomar o manuscrito completo, mas ele retornou ao monastério em 1853 e novamente em 1856. Na noite final da sua última visita, o códice lhe foi mostrado e ele ficou acordado toda a noite copiando uma parte dele. Qual foi a porção com a qual ele perdeu uma noite de sono a copiando, você pode perguntar? Assombrosamente (e indicativo da condição espiritual do homem, cremos), foi a Epístola de Barnabé, que nem [sequer] é canônica! A respeito desta epístola, o estudioso textual do século XIX, Friedrich Bleek, disse “[ela] é provavelmente forjada e seu conteúdo é insignificante e frívolo, de modo que é bastante indigna de ser colocada lado a lado com os escritos do Novo Testamento”! Ganhando um ouvinte simpatizante no abade superior do monastério, Tischendorf manobrou de modo a ter o manuscrito trazido ao Cairo, onde, naquele mesmo ano, lhe foi permitido copiá-lo. Depois de consideráveis lutas políticas e religiosas, e da promessa de uma soma de dinheiro e de honras para a ordem monástica, foi permitido a Tischendorf tomar o manuscrito para São Petersburgo na Rússia, em 1862. Pouco depois, em Leipzig, Alemanha, ele publicou 300 cópias [do manuscrito], em quatro volumes.

Tischendorf era tão enamorado com o manuscrito Sinaiticus que ele alterou a oitava edição do seu texto em grego (1869-72) em 3.369 casos, largamente em conformidade com o Sinaiticus.

Note que este manuscrito, que tão poderosamente influenciou os homens que desenvolveram as teorias do moderno criticismo textual, foi descoberto em uma cesta de lixo em um monastério da Igreja Católica Greco-Ortodoxa. Mesmo os monges espiritualmente cegos que viviam neste local demoniacamente oprimido o consideraram digno apenas de queimar! Dr. James Qurollo observa, "Eu não sei qual deles tinha a verdadeira avaliação do seu valor – Tischendorf, que queria comprá-lo, ou os monges, que estavam se aprontando para queimá-lo!”

A pura palavra de Deus, meus amigos, não tem sido preservada em um obscuro monastério da Igreja Católica Greco-Ortodoxa ou nas prateleiras empoeiradas da biblioteca do Papa, mas nos manuscritos e nas Bíblias e que têm sido altamente honradas e usadas pelos crentes comuns através dos séculos.

Códice Vaticanus

Tischendorf também contribuiu para trazer à luz o manuscrito Vaticanus. Os detalhes envolvidos neste empreendimento são quase tão fascinantes quanto aqueles da sua busca pelos Sinaiticus:

“Como o nome diz, [o Vaticanus] está na Grande Biblioteca do Vaticano, em Roma, que tem sido seu domicílio desde alguma data antes de 1481 [Editor: isto deve ser bem entendido por aqueles que conhecem o espírito pervertido de Roma]. As autoridades da Biblioteca do Vaticano punham contínuos obstáculos no caminho de todos aqueles que desejavam estudá-lo em detalhes. Um correspondente de Erasmus, em 1533, enviou àquele estudioso um número de selecionadas transcrições do manuscrito, como prova da sua [suposta] superioridade em relação ao Texto Recebido. [Editor: Erasmus subseqüentemente rejeitou estas transcrições]. ... Como um troféu de vitória, Napoleão levou o Vaticanus para Paris, onde ele permaneceu até 1815, quando os muitos tesouros que ele tinha saqueado das bibliotecas do Continente foram devolvidas aos seus respectivos donos. ... Em 1845, foi permitido ao grande estudioso inglês Tregelles vê-lo por seis horas, mas não lhe copiar uma [só] palavra. Seus bolsos foram revistados antes que ele pudesse abri-lo e todos os materiais de escrever lhe foram tomados. Dois membros do clero ficaram ao seu lado e arrebatavam o volume se ele olhasse por demasiado tempo para qualquer passagem! ... Em 1866 Tischendorf uma vez mais submeteu um pedido de permissão para editar o manuscrito, mas com dificuldade ele [somente] obteve permissão para examiná-lo durante quatorze dias, todos eles de três horas cada um, com o propósito de coletar passagens difíceis. E, fazendo o máximo [proveito] do seu tempo, em 1867 Tischendorf pôde publicar a mais perfeita edição do manuscrito que já tinha aparecido. Uma versão [Católica] Romana melhorada apareceu em 1868-81...” (Frederic Kenyon, “Our Bible and the Ancient Manuscripts”, New York: Harper & Brothers, 4a. edição, 1939, pp. 138-139).

A atitude que Roma exibiu com relação àqueles que procuraram examinar o manuscrito Vaticanus é indicativa da atitude histórica de Roma com relação à Palavra de Deus. Enquanto os batistas e os reformadores estavam diligentemente trazendo as Escrituras à luz, “de modo que o condutor de arados possa entendê-las”, de modo igualmente diligente Roma estava tentando esconder a Palavra de Deus do homem comum. Este é um fato histórico, amigos.

Objeções aos Códice Sinaiticus e Vaticanus

É importante notar que o Sinaiticus mostra clara evidência de corrupção. Dr. F. H. A. Scrivener, que em 1864 publicou "A Full Collation of the Codex Sinaiticus”, testificou:

“O Códice é coberto com alterações de um caráter obviamente corretivo – devidas a pelo menos dez diferentes revisores, alguns deles [os revisores] sistematicamente se espalhando sobre CADA página, outros ocasionalmente, ou limitados a porções separadas do manuscrito, muitos destes sendo contemporâneos ao primeiro escritor, mas a maior parte [dos revisores] vivendo no sexto ou sétimo século”.

Citamos Dr. Edward F. Hills (1912-1981), um respeitado estudioso presbiteriano que tinha graduações pela Yale University, Westminster Theological Seminary, Harvard, e Columbia Seminary, e que prosseguiu em mais estudos de pós-graduação na Chicago University e no Calvin Seminary. Dr. Hills encorajou a muitos pela sua defesa do Texto Recebido e por desmascarar e expor a incredulidade do moderno criticismo textual.

“Nos anos 1860, os manuscritos Aleph [Sinaiticus] e B [Vaticanus] tornaram-se disponíveis aos estudiosos, através dos trabalhos de Tregelles e Tischendorf. Em 1881 B. F. Westcott (18251901) e F. J. A. Hort (1828-1892) [ambos foram professores anglicanos na Cambridge University; Westcott tornou-se Bispo de Durham] publicaram sua celebrada “Introdução”, em que se esforçaram para determinar o texto do Novo Testamento com base nesta nova informação. Eles propuseram a teoria de que o texto original do Novo Testamento sobreviveu (em condições quase que perfeitas) nestes dois manuscritos, especialmente no Vaticanus. Esta teoria alcançou quase que imediatamente uma tremenda popularidade, sendo aceita em todos os quadrantes tanto pelos liberais quanto pelos conservadores. Os liberais gostaram dela porque representava a coisa mais recente na ciência do criticismo do texto do Novo Testamento. Os conservadores dela gostaram porque [a isca nas palavras 'em condições quase que perfeitas'] parecia lhes dar a segurança que eles estavam procurando.

“... no desenvolvimento de suas teorias, Westcott e Hort seguiram um método essencialmente naturalístico. Na verdade, eles se orgulhavam de tratar o texto do Novo Testamento como tratariam o de qualquer outro livro, fazendo pouco ou nenhum caso da inspiração e providência. ... [Eles partiram da axiomática pressuposição de que, num excesso de defesa doutrinária e falta de honestidade, 'piedosos' copistas] tinham alterado os manuscritos do Novo Testamento nos interesses da ortodoxia. Por isso, como Griesbach, desde o início eles descartaram qualquer possibilidade de preservação providencial do texto do Novo Testamento através do seu uso pelos crentes” (Edward F. Hills, “The King James Version Defended”, pp. 65,66).

Dr. Donald A. Waite [é um estudioso batista que tem escrito em defesa do Texto Recebido. Ele ganhou o grau de Bacharel de Artes em “grego e latim clássicos”; o de Mestre de Teologia (com altas honras) em “literatura e exegese do Novo Testamento em grego”; um de Mestre de Artes e um de Doutor em Filosofia, ambos em “oratória”; um de Doutor em Teologia (com honras) em “exposição bíblica”; e ele tem certificados tanto do estado de New Jersey como do estado da Pennsylvania, credenciando-o como professor de “grego” e de “arte da linguagem”. Ele ensinou grego, hebraico, Bíblia, oratória e inglês, por mais que 35 anos, em nove escolas. Ele produziu mais que 700 estudos a respeito da Bíblia e outros assuntos], sumariando o problema com o texto Westcott-Hort, ele nota que:

"Westcott e Hort formularam um novo texto em grego e mudaram o Texto Recebido que tinha sido usado na igreja desde o início da escrita do Novo Testamento” (“Defending the King James Bible”, 1992, p. 41).

A Trinitarian Bible Society, em “The Divine Original”, provê o resto da triste história:

“A descoberta destes manuscritos (MSS) seduziu muitos estudantes da Bíblia levando-os a uma lamentável enfermidade de julgamento crítico e exerceu uma similar influência hipnótica nas mentes de muitos dos estudiosos dos séculos XIX e XX. O texto em grego revisado em que se baseiam as versões modernas [baseadas no Texto Crítico] têm o suporte somente de uma muito pequena minoria dos MSS [manuscritos] disponíveis que, em alguns aspectos, estão em concordância com os inconfiáveis textos dos códices do Sinai e do Vaticano.

"Westcott e Hort maquinaram uma elaborada teoria baseada mais sobre imaginação e intuição do que sobre evidência, elevando este pequeno grupo de MSS às alturas de autoridade quase infalível. O tratado que escreveram sobre o assunto [isto é, sobre seus princípios de crítica textual] e o Novo Testamento em grego que editaram, exerceram uma influência poderosa e de longo alcance, não apenas sobre a próxima geração de estudantes e eruditos, mas também, indiretamente, sobre as mentes de milhões que não têm tido nem a habilidade, nem o tempo, nem a inclinação para submeter a teoria ao bisturi de um exame investigativo.

"Os manuscritos do Sinai e do Vaticano representam uma pequena família de documentos que contêm muitas variantes e que as igrejas rejeitaram antes do final dos anos 300s. Sob o singular cuidado e providência de Deus, MSS mais confiáveis foram multiplicados e copiados de geração em geração, e a grande maioria dos MSS ainda existentes oferece uma reprodução fiel do verdadeiro texto que tem sido reconhecido por toda a ‘Igreja’ Grega no período bizantino de 312 a 1453 DC. Este texto foi também representado por um pequeno grupo de documentos disponíveis a Erasmus, Stephens, os compiladores da edição complutensiana, e a outros editores do século XVI.

Este texto é representado pela Versão Autorizada [= VRTiago], [ pelas Almeidas 1753, RCorr e CFiel] e por [virtualmente TODAS as] outras traduções protestantes até a última parte do século XIX".

Como F. C. Cook, capelão da Rainha da Inglaterra no final do século XIX e autor de uma revisão crítica da ERV [=English Revised Version], diz:

"De longe, o maior número de inovações, inclusive aquelas que dão os mais severos choques nas nossas mentes, são adotados sob a autoridade de dois manuscritos, ou mesmo de um manuscrito, contra o distinto testemunho de todos os outros manuscritos, unciais e cursivos. ... O códice do Vaticano ... algumas vezes sozinho, [mas] geralmente em acordo com o do Sinai, é responsável por nove décimos das mais chocantes inovações da Versão Revisada” (Cook, “The Revised Version of the First Three Gospels: Considered in its Bearings Upon the Record of Our Lord's Words and of Incidents in His Life”, 1882, p. 250).

Philip Mauro, um membro do tribunal da Suprema Corte dos Estados Unidos e um dos mais reputados advogados de patentes dos seus dias, notou as diferenças entre o Texto Recebido e os textos do Sinai e do Vaticano:

"Como uma ilustração suficiente das muitas diferenças entre estes dois códices [Sinaiticus e Vaticanus] e o grande corpo dos outros MSS, notamos que, SOMENTE NOS EVANGELHOS, o Códice Vaticanus difere do Texto Recebido nos seguintes particulares: Ele omite pelo menos 2877 palavras; adiciona 536 palavras; substitui 935 palavras; transpõe [a ordem de] 2098 palavras; e modifica 1132 palavras; fazendo um total de 7578 divergências verbais" (Mauro, "Which Version? Authorized Or Revised?", em Fuller, “True or False?”, p 78).

A maioria dos modernos tradutores da Bíblia permanece seduzida pelos manuscritos Sinaiticus e Vaticanus. Os editores da New International Version, por exemplo, admitem que eles preferem estes manuscritos: “em muitos casos as palavras escritas encontradas nos manuscritos mais velhos, particularmente nos grandiosos unciais em grego Vaticanus e Sinaiticus, do século IV DC, devem ser preferidos sobre aquelas encontrados em manuscritos posteriores, tais como aqueles refletidos no TR (Texto Recebido)” (Ronald Youngblood, “The Making of a Contemporary Translation”, p. 152).

Poderíamos fornecer dúzias de páginas de citações similares, devidas aos modernos tradutores e críticos do texto bíblico. Quando as novas versões dizem que uma certa palavra ou verso não é encontrada nos “mais velhos e melhores manuscritos”, eles estão se referindo primariamente ao Códice Sinaiticus e ao Códice Vaticanus, juntamente com um punhado de manuscritos que apresentam leituras similares.

Concluímos esta seção com as palavras de John William Burgon (um brilhante lingüista e editor de textos bíblicos. Ele publicou acima de 50 trabalhos, além dos numerosos artigos com que ele contribuiu para periódicos. Ele contribuiu consideravelmente para “A Plain Introduction to the Criticism of the New Testament”, de Scrivener. Burgon viajou largamente em busca de fatos sobre os textos bíblicos. Pessoalmente examinou o manuscrito Vaticanus em 1860, quando esteve em Roma, e em 1862 ele visitou o Monastério de Santa Catarina, no Monte Sinai, para examinar o conteúdo da sua biblioteca. Ele fez várias visitas às bibliotecas da Europa, e coletou mais que cento e cinqüenta manuscritos em grego. Sua pesquisa sobre os escritos dos antigos “Pais da Igreja” não tem rival. Abrigada no Museu Britânico, ela consiste de dezesseis grossos volumes de manuscritos e contém 86.489 citações.)

Embora o anglicano Burgon tenha sido um contemporâneo dos anglicanos Westcott e Hort, ele claramente rejeitou o racionalismo alemão e o “movimento de volta ao catolicismo romano” com os quais a dupla simpatizava. Edward Hills observa "os dias de Burgon em Oxford foram parte do período quando a controvérsia tractariana estava flamejante. O ataque contra as escrituras como a inerrante Palavra de Deus o incitou a estudar o campo dos textos bíblicos. Ele foi um profundo e laborioso estudante, e um competidor apaixonadamente corajoso”. (Hills, "The Magnificent Burgon”, em Fuller, “Which Bible?”, p. 86).

Burgon, que nunca casou e que se dedicou exclusivamente às suas pesquisas, testificou que a motivação do seu labor era a defesa da Bíblia. Referindo-se a si próprio como “um vizinho”, no Prefácio de “Revision Revised”, ele escreve: “Eu confio que não há nada irracional na sugestão de que alguém que não tem feito isto [referindo-se a se dar individidamente ao estudo dos textos bíblicos] deve ser muito prudente e ajuizado quando se senta julgando um seu vizinho que, por muitos anos passados, tem dedicado e dado ao criticismo textual a totalidade do seu tempo; tem voluntariamente sacrificado saúde, bem-estar, recreação, e mesmo o necessário repouso, a este único objetivo; tem feito seu único negócio e ocupação o adquirir uma tal autoridade pericial independente, neste assunto, que o qualifique a batalhar vitoriosamente em defesa da ameaçada letra da Palavra de Deus” (p. xvii). Uma tal nobre consagração de vida não pode ser desconsiderada. Ele declarou:

“Eu estou completamente contrário a crer (tão grosseiramente improvável isto parece) que, ao final de 1800 anos, 995 de cada 1000 cópias, suponhamos, irão ser provadas como inconfiáveis, e que a uma, duas, três, quatro, ou cinco [cópias] restantes, cujos conteúdos foram até ontem nada mais que desconhecidas, ocorrerão terem mantido o segredo do que o Espírito Santo originalmente inspirou. Em resumo, eu sou completamente incapaz de crer que a promessa de Deus tenha tão inteiramente falhado que, ao fim de 1800 anos, muito do texto do Evangelho tenha de fato de ser tirado de dentro de uma cesta de lixo cheia de papéis, por um crítico alemão, no convento de Santa Catarina; e que todo o texto [do Novo Testamento] tenha de ser remodelado segundo o padrão estabelecido por um par de cópias que tinha permanecido em desprezo durante quinze séculos (provavelmente devendo suas sobrevivências a este desprezo), enquanto centenas de outros [manuscritos] tinham sido tão folheadas [pelo uso] a ponto de serem [fisicamente] desintegradas, e tinham conferido seus testemunhos a cópias delas feitas.

“Afortunadamente, a cristandade ocidental tem estado contente em empregar um e o mesmo texto por mais de trezentos anos. Se a objeção for feita, como provavelmente será, ‘Então você quer dizer que repousa [tão somente] sobre os cinco manuscritos usados por Erasmus?’ eu responderei que as cópias empregadas foram selecionadas porque se sabia que representam a acurácia [isto é, a absoluta exatidão] da Palavra Sagrada; que a linhagem do texto bíblico foi evidentemente guardada com zeloso cuidado, exatamente como a genealogia humana do nosso Senhor foi preservada; que ele [o texto produzido por Erasmus] repousa essencialmente sobre muito do mais amplo testemunho [de vários milhares de manuscritos basicamente idênticos]; e que [só] onde qualquer parte dele [porventura] conflite com a mais completa [portanto indiscutível] evidência [real] obtenível, ali eu creio que ele pede por correção” (“True or False?”, p. 13).

Rememorando o testemunho que os séculos dão à Bíblia preservada e revisando a posição incrédula dos críticos textuais do século XIX, Burgon teve isto a dizer:

“Chame este texto Erasmiano ou Complutensiano, ou o texto de Stephans, ou de Beza, ou dos Elzevir, chame-o Texto Recebido ou Texto Tradicional, ou por qualquer outro nome que lhe agrade – o fato permanece que um texto tem sido transmitido até nós, o qual é atestado por um consenso geral de antigas cópias, dos antigos Pais [da 'Igreja'], e de antigas versões [como a antiga Siríaca, a Peshitta (de cerca do ano 150, e da qual mais de 300 manuscritos ainda existem), a Antiga Latina (de cerca do ano 157), etc.].

“Obtida de uma variedade de fontes, este Texto prova ser essencialmente o mesmo, em tudo. ... Em notável contraste com este Texto está aquele contido em um pequeno punhado de documentos dos quais os mais famosos são os Códices Vaticanus e Sinaiticus. Os editores da Versão Revisada têm sistematicamente magnificado os méritos destes manuscritos depravadamente corrompidos, enquanto eles têm, ao mesmo tempo, ardentemente ignorado suas muitas imperfeições e defeitos faiscantes e escandalosos, estando manifestadamente determinados a estabelecerem, por bem ou por mal, a suprema autoridade dos dois manuscritos, sempre que houver a menor possibilidade de fazê-lo. ... Tal, pelos últimos cinqüenta anos, tem sido a prática, entre nós, da escola dominante do criticismo textual” (“True or False?”, p. 115).

Sobre o Vaticanus, Burgon tinha isto a dizer: “A impureza do texto exibido por estes códices  [  Sinaiticus  e  Vaticanus  ]  não é uma questão de opinião mas sim de fato. ...    SOMENTE NOS  EVANGELHOS, o códice B (Vaticanus) deixa de fora palavras ou inteiras cláusulas não menos que  1491 vezes. Em cada página, ele tem traços de transcrição sem cuidados. ... eles  [os manuscritos A,   B e C]  são três das mais escandalosamente corrompidas cópias existentes ...  exibindo  os mais  vergonhosamente mutilados textos que podemos encontrar em todo a terra” (“True Or False?” pp. 77-78).

“Tudo se resume a duas escolhas. Podemos aceitar o texto transmitido pelas igrejas [fiéis] por aproximadamente dois mil anos, ou aceitar os conclusões dos eruditos modernos, dos quais nenhum concorda com nenhum outro. Se seguirmos os eruditos, não há nenhum texto que seja aceito por todos eles. Confusão reina entre os eruditos. Não há padrão”. (“Why the King James Version?”, p. 9).

Notas textuais nos rodapés das Bíblias alexandrinas (baseadas no TC ou WH) solapam a fé

As notas de rodapé tão lançadoras de dúvidas querem nos empurrar a crer que, "uma vez que existem desacordos entre alguns manuscritos e em tantos e tão importantes pontos, ninguém pode estar absolutamente seguro de qual seja a real Palavra de Deus."

Para todos os fins práticos, estas notas de rodapé dizem "Faça SUA escolha, decida por

VOCÊ mesmo qual manuscrito ou versão VOCÊ deseja crer, pois o fato é que ninguém pode estar

100% seguro daquilo que Deus realmente inspirou Seus profetas e apóstolos a escreverem."

"É assim que Deus disse?" (Gn 3:1) foi, e ainda é, a principal arma de Satanás contra a verdade (ou você já chegou a ponto de não crer que o Diabo existe e está ativo, inclusive solapando a Palavra?). A Serpente enganou Eva no Jardim do Éden plantando na sua mente UMA dúvida concernente à Palavra de Deus (ou você já não acredita em tudo isto literalmente?). Satanás está fazendo a mesmíssima mortífera coisa, agora centenas de vezes, através das versões moderninhas da Bíblia. Oremos que não consiga destruir a fé de milhões. Tais notas de rodapé só servem para lançar dúvidas sobre a Palavra que Deus tem usado através de todos os séculos (em português: a Almeida e suas legítimas herdeiras ARC e ACF). As traiçoeiras e mortiferamente insinuantes notas de rodapé das Bíblias sobre as quais estamos alertando são a moderna maneira de Satanás plantar a dúvida "É assim que Deus disse?"

 

Colchetes nas Bíblias, o que significam?

Podem os eruditos dizer o que quiserem, mas, na prática, a mensagem de cada colchete é:

"Olhem, incluímos este trecho aqui nesta Bíblia, entre colchetes, mas o fizemos ardilosamente, somente por questões de marketing, isto é, para podermos faturar vendendo nossas Bíblias sem chocar aos que consideramos fanáticos - xiitas ou simplórios - ingênuos. Se tivéssemos a integridade e hombridade de simples e radicalmente omitir tais palavras da Bíblia que vendemos, poderíamos sofrer alguma reação, e isto seria ruim para nossos negócios... Mas fique bem claro, para todos nós os sabidos e iluminados que entendemos o significado dos colchetes, que não cremos definitivamente e piamente nestas palavras entre colchetes. Sim, sabemos que tais palavras estão no texto grego impresso a partir do início do século 1500 e usado na Reforma como base para todas as traduções para todas as igrejas 'protestantes' de todos os países e línguas. Sim, sabemos que, em português, a Bíblia da Reforma foi aquela traduzida por Almeida e primeiro publicada em 1681 e 1753. Sim, sabemos que ela e suas fiéis filhas legítimas (suas fiéis atualizações para as mudanças ortográficas e de uso de algumas poucas palavras da nossa língua), também sempre tiveram estas palavras. Sim, sabemos que estas Bíblias da Reforma têm salvado e abençoado inúmeras vidas... Mas, mesmo assim, escolhemos não seguramente crer que estas palavras foram escritas pela mão de quem escreveu o manuscrito original, escolhemos não seguramente crer que são inspiradas, não seguramente são palavras de Deus. Por isso, adotamos como base da nossa Bíblia um texto grego direta ou indiretamente herdeiro daquele que foi pela primeira vez impresso por Westcott e Hort em 1881, e que omite as palavras em questão. Cremos que Deus não quis ou não pôde preservar bem a sua Palavra, e, por excesso de piedade, crentes falsários introduziram as palavras que pusemos entre colchetes, portanto cremos que elas são falsificações".

Josias Macedo Baraúna Jr., Diretor do Instituto Teológico-Filosófico Latino-Americano, bem adicionou, em justo tom satírico: "Colocar um texto entre colchetes na Bíblia significa: 'Eu não acredito que isto faça parte do texto original, embora pertença ao que foi usado durante 18-19 séculos. Trata-se de um acréscimo, segundo minha mente ultraprivilegiada e meus conceitos acadêmicos de divindade e de sociologia, já que um texto bíblico é produto do desenvolvimento de um povo e de uma sociedade, que a gente chama de <inspirado> pra facilitar os nossos irmãozinhos fracos que ainda crêem nisso. E é por causa deles que deixamos em colchetes, pois não queremos escandalizar, mas o nosso desejo era retirar da Bíblia esses acréscimos, pois no texto que os Drs. Wescott e Hort elaboraram, não existe, e quem vai contrariar ‘estas sumidades, nossos deuses da crítica textual?' ".

Membros das Sociedades Bíblicas Unidas / Sociedade Bíblica do Brasil

As Sociedades Bíblicas Unidas são uma espécie de "associação" que em 1948 entraram no Brasil e fundaram a Sociedade Bíblica do Brasil. Essa organização ecumênica, entretanto, reúne o que há de pior em termos teológicos e ortodoxos. São eles os produtores das águas poluídas que muitos crentes estão a beber hoje! Vejamos quem fazia parte do "time" de apóstatas e hereges que meteram suas mãos sujas de pecado no texto grego da Bíblia e fazem parte do time montado pela dobradinha UBS/SBB (Sociedades Bíblicas Unidas / Sociedade Bíblica do Brasil):

Bruce Metzger (1914 - )

Esse apóstata nega a veracidade e a autoria de vários livros da Bíblia entre eles o Gênesis. Ele acusa o Velho Testamento de MITO, diz que o dilúvio foi uma inundação local! Ele foi o editor da modernística Bíblia Revised Standard Version do apóstata Concílio Nacional de Igrejas (Concílio altamente liberal, ecumênico e herético). Ele foi ainda o editor da Bíblia RSV anotada e diretor da imprestável "Reader's Digest Condensed Bible", obras que estão repletas de comentários heréticos sobre as escrituras. Essa última "Condensed Bible", pasmem, mutilou 40% do texto da Bíblia no idioma inglês!

Carlo Maria Martini (1927 - )

Ele é um Cardeal (aposentado devido ao mal de Parkinson) da Igreja Católica (ex-líder da Arquidiocese de Milão!) Isso mesmo! Um alto membro da hierarquia católico Romana. Desde 1967 ele tinha sido membro do comitê editorial das Sociedades Bíblicas Unidas. A sua ex-diocese (Milão) na Europa é uma das maiores do mundo com dois mil padres e mais de cinco milhões de membros. Desde 1994 até 2002, ele tinha sido o candidato mais cotado para ser o novo papa! Agora, o irmão em Cristo que possa estar lendo essas linhas, já sabe porque a Sociedade Bíblica do Brasil é um boneco fantoche da igreja católica e porque a Bíblia Atualizada (usada indiscriminadamente por evangélicos) é a menina dos olhos da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) e recomendada por eles aos católicos! Já parou para pensar porque a igreja católica não queima mais as Bíblias dos crentes como fazia há algumas décadas?

Eugene Nida (1914 - )

Esse é o pai e guru da blasfema Equivalência Dinâmica, o maior crime e traição teológica que um tradutor pode cometer! Ele foi também o coordenador de pesquisa de traduções da UBS de 1970 a 1980. O Dr. Eugene Nida foi louvado por um periódico católico como "grandemente considerado como um pioneiro em métodos de tradução e em sucessos nos esforços ecumênicos...". Esse herege nega a expiação vicária de Cristo (pagamento do pecado em lugar do pecador), afirma que o registro de visitas angelicais não é para ser tomado literalmente, e que a Bíblia não é infalível nem verbalmente inspirada.

O "trabalho" sugerido pelo Dr. Nida ao Dr. Roberto G. Bratcher (vide abaixo), transformouse na ecumênica Today’s English Version (ou Good News Bible), publicada pela American Bible Society (tem até padre na diretoria...) um desastre bíblico totalmente herético que foi publicado em 1966 nos USA. Robert Hodgson, o líder Católico que dirige o Centro de Pesquisas das Escrituras da American Bible Society, dá crédito ao Dr. Nida pelo fato do Vaticano aceitar as Sociedades Bíblicas... Nida sempre tinha sonhado com Bíblias que seriam aceitas por ambos: Católicos e Protestantes. Para fazer isso, ele usou Robert Bratcher, que tendo a mesma convicção ecumênica, aceitou de bom grado o desafio.

Em Julho de 1973, eles fizeram o mesmo disparate em português, que ganhou, é claro, o Imprimatur do papa, chamado no Brasil de Bíblia na Linguagem de Hoje, perversão que engana centena de milhares de evangélicos brasileiros, em parte por culpa de pastores omissos ou que simplesmente se rendem aos ditadores denominacionais.

Eberhard Nestle (1851 - 1913)

Erudito alemão de criticismo textual. Editou um texto comparando tudo o que tinha de pior disponível: o de Westcott-Hort, o de Tischendorf, e um terceiro conhecido como o de Weymouth e Weiss, gerando o que se conhece com o Texto de Nestlé, editado pela primeira vez em 1898. A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (BFBS - British and Foreign Bible Society), que já tinha se livrado dos crentes zelosos desde 1831, estava agora contaminada com os hereges remanescentes (unitarianos, ecumênicos e liberais). O caminho estava aberto para substituir o Textus Receptus pelo texto de Westcott e Hort, que foi adotado. 

Kurt Aland (1915 - 1994)

É autor e co-editor do texto grego Nestle-Aland, baseado no texto deplorável Westcott-Hort e usado na maioria dos seminários. Ele defendia que o cânon estava em aberto e devia ser discutido num diálogo ecumênico. Ele, de igual modo aos críticos apóstatas, rejeitava a inspiração verbal da Bíblia.

Robert Bratcher (1920 - )

Esse homem traduziu a Today's English Version (ou Good News for Modern Man), uma das piores, senão a pior tradução da Bíblia no idioma inglês: é medíocre, corrupta e infiel e falsa. Ela inspirou a comissão da Bíblia na Linguagem de Hoje da Sociedade Bíblica do Brasil. Ele nasceu no Brasil em 1920, na cidade de Campos, RJ. Após concluir seus estudos nos Estados Unidos, retornou como missionário da Convenção Batista. Era professor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (filho do velho missionário Bratcher segundo o Dr. Aníbal Pereira Reis em "A Bíblia Traída" p. 130). Veja o que foi dito sobre ele:

"-O Bratcher sempre teve dificuldade em crer na divindade de Cristo e na eternidade da salvação do crente. Exibia sua opinião que o crente pode perder a salvação. Um verdadeiro herege, segundo a opinião dos ortodoxos." (A Bíblia Traída, Dr. Aníbal Pereira Reis, pág. 130).

Atualizações (baseadas ou não no TR) da Almeida, no BRASIL

Em 1847 a Trinitarian Bible Society publicou uma revisão (ortográfica) que ficou conhecida como "Almeida Revista e Reformada" e, anos depois, feitas mais correções, como "Almeida Correcta". Continuou tendo o coração de todos os crentes.

Em 1879, a Sociedade de Literatura Religiosa e Moral do Rio de Janeiro publicou "A Primeira Edição Brasileira do Novo Testamento de Almeida".

Em 1917, as influências de Westcott-Hort, do criticismo textual e do revisionismo já havendo alcançado o Brasil, foi publicada a "Tradução Brasileira", baseada no Texto Crítico. Equivalente à "English Revised Version" de 1881, ela não foi bem aceita pela maioria dos crentes.

Em 1943, as Sociedades Bíblicas Unidas patrocinaram um esforço que culminou com a publicação, anos depois, da "Almeida Corrigida". Ainda baseada no Texto Recebido e digna de herdar o nome Almeida, ela pode ser encarada como a uma correção da linguagem e grafia (principalmente dos nomes próprios) da "Almeida 1753" e da "A. Revista e Reformada". Continuou sendo a versão reinante no coração dos crentes.

Em 1959 a Sociedade Bíblica do Brasil publicou a "Almeida Revista e Atualizada", baseada no Texto Crítico (por isso, não deveria ter usado o nome Almeida). Ela equivale à "Revised Standard Version", de 1952. “Pela primeira vez, uma Bíblia-TC começou a ser aceita entre os ‘protestantes’ brasileiros.”

Em 1966, a Sociedade Bíblica do Brasil adaptou a "Almeida Corrigida" às novas regras de ortografia e ela passou a ser conhecida como a "ALMEIDA REVISTA E CORRIGIDA", ainda tradução muito fiel (e formal-literal) do Texto Recebido.

Em 1967 e 1986, a Imprensa Bíblica Brasileira publicou o que ficou conhecida como "Almeida Revisada de Acordo com os Melhores Textos", baseada no Texto Crítico (por isso, também não deveria ter usado o nome Almeida), e com extensivo uso de variantes e de destrutivos colchetes e notas de rodapé.

Em 1990 a Editora Vida publicou a "Almeida Edição Contemporânea". Apesar da alegação de que partiu da Almeida Revista e Corrigida e, basicamente, apenas a "limpou de arcaísmos", na realidade ela por demasiadas vezes seguiu o Texto Crítico.

Em 1994, depois de um trabalho tanto longo (o Novo Testamento já havia sido lançado em 1974) quanto de extremos cuidados, a Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil lançou a "Almeida Corrigida e Revisada, Fiel ao Texto Original", também conhecida simplesmente como "ALMEIDA CORRIGIDA, FIEL", 100% baseada no Texto Recebido, traduzida com suprema competência pelo mais rigoroso método de equivalência formal-literal, e, ao mesmo tempo, escrita em português natural, fluente e sem arcaísmos.

Quanto às Bíblias "protestantes" não só baseadas no Texto Crítico como também no lastimável princípio de tradução por equivalência dinâmica (não formal-literal): em 1981 a Editora Mundo Cristão lançou a paráfrase "A Bíblia Viva"; em 1988 a Sociedade Bíblica do Brasil lançou a "Bíblia na Linguagem de Hoje" (seu Novo Testamento foi muito bem aceito e apoiado pelos católicos romanos); e, em 1994, a Sociedade Bíblica Internacional publicou a "Nova Versão Internacional" (NVI).

Crentes alertados e fiéis não usam as Bíblias Jerusalém (católico-ecumênica), Vozes (católica) e Novo Mundo (distorção pelos Testemunhas de Jeová), todas elas também baseadas no Texto Crítico.

A superioridade do TR

O TEXTUS RECEPTUS (T.R.), texto grego base do Novo Testamento da Bíblia King James, não tinha nenhum contestador desde 1611 até 1881, quando esses dois heréticos liberais chamados Brooke Foss Westcott e Fenton John Anthony Hort entraram em cena com esforço concentrado. Eles eram teólogos da igreja Anglicana e passando por "conservadores" editaram o texto Westcott-Hort (WH ou TC), que difere em 9.970 palavras (7%) do T.R. que tem sido usado pela cristandade fiel de 19 séculos! Para se ter uma idéia da incomparável superioridade do T.R, dos 5.255 manuscritos gregos do Novo Testamento, que foram preservados e disponíveis para nós hoje, 5.210 (99%) concordam com o T.R. e apenas 45 (MENOS DE 1%) com o WH ou TC!

As bases do texto falso, foram desenterradas das profundezas do obscurantismo, esquecimento e desprezo, justamente por não terem credibilidade, sendo o WH publicado apenas em 1881. Além do mais, o texto WH se baseou dentre outros, no Codex "B" (Vaticanus) e Sinaiticus que diferem entre si em 3.000 vezes só nos Evangelhos!

Crentes do século 17 confirmaram que criam que receberam as providencialmente preservadas Escrituras, e o confirmaram por dar ao texto grego comum o nome "textum...nunc ab omnibus receptum" (o "texto ... agora recebido por todos").

O TR (Textus Receptus, do NT) e o Massorético (do AT), que são usados também na Bíblia publicada atualmente pela Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil (Corrigida e Fiel), é muito superior ao texto Westcott e Hort (WH), que dentre outras omissões, é ecumênico e por isso mesmo, enfraquece várias doutrinas da fé cristã.

O problema das versões modernas

  1. O problema da corrupção

O que se segue é do livro “Modern Bibles – The Dark Secret”, de Jack Moorman, publicado em 1992 pela Associação Evangelística Fundamentalista. Moorman foi missionário na África do Sul durante muitos anos; hoje ele trabalha na Inglaterra e tem escrito muitos livros em defesa dos Textos Recebidos e da VRTiago. Seu livro “Forever Settled” é usado como livro texto em algumas faculdades bíblicas.

“Faria alguma diferença se você soubesse que o Novo Testamento da sua Bíblia moderna não tem a Primeira nem a Segunda Epístola de Pedro? Todavia, se o número total de palavras que faltam fosse somado, isto seria o quanto as traduções modernas ficariam mais curtas do que a VRTiago [e do que as Almeidas 1753, RCorr e CFiel]. É motivo de preocupação se os nomes de Cristo estão faltando 175 vezes? Ou se a palavra inferno não é encontrada no Velho Testamento? Ou se passagens doutrinárias chaves têm sido diminuídas? E (o maior choque de todos): É possível que a mais básica e clamorosa de todas as heresias iniciais com respeito à pessoa de Cristo [isto é, o arianismo que Lhe negava a real divindade] ressurgiu através das versões modernas [baseadas no Texto Crítico]? Muitos têm se passado para as novas Bíblias sem compreender que mais, muito mais está envolvido do que a questão do inglês [e português] moderno. Todo o tecido tem sido afetado! O texto subjacente está substancialmente diferente. A filosofia e metodologia dos tradutores está em contraste acentuado [quando comparadas] com aquelas da Versão Autorizada [e das Almeidas 1753, RCorr e CFiel]” (Moorman, pp. 1,2).

  1. O problema da autoridade

Outro dos principais problemas com as versões modernas [isto é, baseadas no Texto Crítico] é o enfraquecimento da autoridade das Escrituras. Dr. Charles Turner, diretor do Instituto dos Tradutores dos Batistas Bíblicos, em Bowie, no Texas, nota este problema:

“Alguém tem sabiamente dito, ‘Um homem que só possui um relógio sabe que horas são, mas o homem que tem dois relógios nunca está bastante seguro.’ De uma maneira análoga, este é o problema com as muitas versões diferentes do Novo Testamento. Uma vez que existem muitas traduções da Escritura, todas alegando serem a Palavra de Deus, as pessoas não estão seguras de ‘que horas são’. Isto quer dizer, as pessoas não estão seguras de qual tradução é verdadeiramente a Palavra de Deus.

“No passado, havia uma tradução na língua inglesa que era a Bíblia. Esta era a Versão do Rei Tiago [e, em português, havia uma Bíblia, a Almeida 1753, depois da adequação à ortografia e gramática atuais, tornando-se a ARCorr e a ACFiel de hoje, basicamente idênticas]. ...Quando nós queríamos saber o que Deus tinha dito nós íamos para a nossa VRTiago [e para as nossas Almeidas ainda baseadas puramente no Texto Recebido] e líamos lá as palavras de Deus. Mas agora existem muitas ‘Bíblias,’ todas clamando ser a Palavra de Deus. ...

“A autoridade da Palavra de Deus na língua inglesa [bem como na portuguesa] está sendo erodida [corroída] por estas muitas traduções. Quando existem muitas traduções, todas alegando ser a Palavra de Deus, quem decide se esta tradução ou aquela tradução é a Palavra de Deus? A resposta é: ‘Você decide. [Para cada verso,] você escolhe qual é a tradução que você vai crer que traz as palavras de Deus.’ ... A Palavra de Deus não é mais a autoridade sobre você. Uma vez que agora, [para cada verso], é você quem pega e escolhe as traduções, você tem se tornado a autoridade sobre a Palavra de Deus! Quando há duas autoridades, então não há nenhuma autoridade, de modo algum. O homem está fazendo o que lhe parece certo a seus próprios olhos [Jz 21:25]. Onde há mais do que uma autoridade, não há nenhuma autoridade, de modo algum. ... Uma casa com mais de uma autoridade está dividida contra si mesma. Mais que uma autoridade no governo é anarquia. Mais que uma autoridade numa igreja é divisão e caos” (Turner, “Why the King James Version: The Preservation of the Word of God Through the Faithful Churches”, p. 1-3).

Continuamos com as considerações de Moorman a respeito do problema das versões baseadas no Texto Crítico:

“De 1611 até recentemente havia somente uma Bíblia no mundo de fala inglesa [Também, desde a publicação da Almeida, em 1676 e 1753, até recentemente, só havia uma Bíblia dos 'protestantes' de fala portuguesa]. A Versão Autorizada [ou seja, a Versão do Rei Tiago] se tornou o padrão naquele império [das colônias da Inglaterra] sobre o qual o sol nunca se punha, e naquela linguagem que é o veículo primário do discurso internacional. Ela penetrou nos continentes do mundo e trouxe multidões para a fé salvadora em Cristo. Ela se tornou o ímpeto dos grandes movimentos missionários. Através dela homens e mulheres ouviram o chamado para evangelização do mundo. Ela foi a fonte dos maiores reavivamentos desde os dias dos apóstolos. Pregadores ao ar livre, colportores , fundadores de igrejas, professores de escola dominical e distribuidores de folhetos levaram a Bíblia do Rei Tiago até cidades populosas e além das veredas do campo. Ela foi [e é] a mais alta marca de maré na história da divulgação do Evangelho.”

"Tristemente, no entanto, nós todos temos uma tendência de por de lado o bom e substituí-lo por algo de menor qualidade. E assim, durante o último século começou-se a ouvir uma reclamação pedindo por uma revisão da Bíblia. Na sua maior parte - pelo menos no princípio - o desejo não veio de fervorosos crentes na Bíblia mas, ao contrário, daqueles que estavam se inclinando para o liberalismo teológico. Estes foram aqueles homens que freqüentemente se sentiam confortáveis com o racionalismo alemão, com Darwin, e com o movimento de volta a Roma [isto é, ao Catolicismo Romano].”

"A primeira revisão de grande porte [ERV = English Revised Version] foi publicada em 1881. Após a agitação inicial só houve um pequeno apoio público. A mesma resposta saudou a edição americana [ASV = American Standard Version] em 1901. [O mesmo ocorreu com a Tradução Brasileira, de 1917]. Outras se seguiram: Weymouth, Williams, Moffat, Beck, Goodspeed,

Twentieth Century, mas ainda com pequeno impacto. Então, em 1952 surgiu a Revised Standard Version [RSV], produzida nos Estados Unidos com o apoio do liberal Conselho Nacional de Igrejas. [No Brasil, a ARAtlz foi lançada em 1959 e a ARMelh em 1967]. O ritmo agora se acelerou, e a aceitação pública começou a subir. Outras [traduções] se seguiram: as New English, Amplified, Berkeley, Phillips, Wuest, Living, New American, Good News, Jerusalem, New International, New King James. Cada uma veio com a promessa de que estava baseada nos manuscritos mais antigos e na mais recente erudição, e de que a Palavra de Deus seria agora mais facilmente entendida.”

"Tomando este último ponto, é interessante vermos os nomes dados ao [grande] número de versões do século XX - O Autêntico Novo Testamento, o Novo Testamento em Inglês Claro, o Novo Testamento em Inglês Básico, o Novo Testamento Simplificado em Inglês Claro para o Leitor de Hoje, Cartas Inspiradas do Novo Testamento no mais Claro Inglês! Desde então, um [bom] número das revisões têm sido [elas próprias] revisadas: a Nova Versão Padrão Revisada, a Nova Versão de Berkley, a Nova Bíblia de Jerusalém. Há pelo menos setenta modernas Bíblias [em inglês] publicadas neste século.” (Moorman, Ibid.).

  1. c) Vastas omissões nas versões modernas

São vastas as diferenças entre o texto em que se baseia a VRTiago [como também as Almeidas 1753, RCorr e CFiel] e os textos em que se baseiam as versões modernas. Somente no Novo Testamento há mais que 8000 diferenças de palavras entre o Texto Recebido e o texto de Westcott-Hort (e suas revisões tais como a do texto de Nestlé e a do texto da UBS). É verdade que muitas destas mudanças não são tão significantes quanto as demais – mas TODAS são diferenças REAIS. [Contando somente nos 4 Evangelhos:] mais que 2800 das palavras do Texto Recebido são omitidas no texto de W-H em que se baseiam as versões modernas; este é um vasto número de palavras; é aproximadamente o número de palavras em 1 e 2 Pedro combinados. O Senhor Jesus Cristo disse “... Nem só de pão viverá o homem, mas de TODA a PALAVRA que sai da boca de Deus.” (Mt 4:4). As palavras da Bíblia são palavras cruciais! [Cada uma delas!].

Versos e frases completamente omitidos das novas versões: Há 17 versos completamente omitidos na New International Version -- Mt 17:21; 18:11; 23:14; Mc 7:16; 9:44; 9:46; 11:26; 15:28; 17:36; 23:17; João 5:4; At 8:37; 15:34; 24:7; 28:29; Rm 16:24; e 1 João. 5:7. Ademais, a NIV separa Mc 16:9-20 do resto do capítulo com uma nota que diz “Os dois mais antigos e confiáveis manuscritos não têm Mc 16:9-20”, assim destruindo, nas mentes dos leitores, a autoridade desta vital passagem, e efetivamente removendo mais outros 10 versos. João 7:53-8:11 é também separado do restante do texto pela nota de rodapé: “Os mais antigos e mais confiáveis manuscritos não têm João 7:53-8:11.” Deste modo, outros 24 versos são efetivamente removidos da Bíblia. A NIV questiona quatro outros versos com notas de rodapé -- Mt 12:47; 21:44; Lc 22:43; 22:44. Isto faz um total de 55 versos que são completamente removidos ou gravemente questionados. Adicionalmente, há 147 outros versos com significantes porções omitidas.

[Você deve checar a AECont, ARAtlz, ARMelh, NVI, BViva, BLHoje, e outras Bíblias-TC, e chocar-se ao ver que fazem praticamente o mesmo, seja por omissão direta, ou por notas de rodapé destruidoras da fé, ou por pares de colchetes também destruidores da fé, que significam: “Tudo indica que isto foi adicionado bem depois, por falsificadores”].

  1. Corrupções doutrinárias nas versões modernas

Os promotores das versões modernas [baseadas no Texto Crítico] clamam que as diferenças entre suas versões e a VRTiago [ou, em português, as diferenças entre as Bíblias-TC e as Almeidas RCorr ou CFiel] são relativamente insignificantes e não têm conexão com doutrina. Isto não é verdade. As diferenças são grandes, e muitas das mudanças nas versões-TC realmente afetam doutrinas. Até mesmo muitos dos promotores das versões modernas admitem que as diferenças são vastas e graves.

O prefácio da Revised Standard Version clama: “A VRTiago tem GRAVES DEFEITOS. Pelos meados do século XIX, o desenvolvimento dos estudos bíblicos e a descoberta de muitos manuscritos mais antigos que aqueles sobre os quais a VRTiago foi baseada, tornou manifesto que estes defeitos são tantos e tão graves que exigem uma revisão da tradução inglesa”. Um trabalho mais recente, “The English Bible from KJV to NIV”, contém um capítulo inteiro tratando de “Os Problemas Doutrinários na VRTiago”. O autor, Jack Lewis, conclui com estas palavras:                 “ ’Doutrina’ significa ‘ensino,’ e qualquer falha em apresentar a Palavra de Deus acurada, completa e claramente, em uma tradução, é um problema doutrinário. Os assuntos que temos inspecionado panoramicamente neste capítulo, todos eles afetam o ensino que o leitor receberá da sua Bíblia. É ingênuo declarar que eles não têm nenhum significado doutrinário”. ...

Uma vez que concordamos que há sérias diferenças doutrinárias entre as versões, também reconhecemos o feliz fato de que há uma concordância doutrinária básica entre as duas famílias textuais. Isto nos mostra duas coisas: Primeiro, podemos regozijar que Deus tem prevalecido sobre o ímpio plano dos homens e demônios, e tem perpetuado as doutrinas essenciais mesmo nos textos mais corrompidos. Segundo, isto não significa que as diferenças entre os textos são insignificantes e inofensivas. Não significa que doutrina não é afetada. Também não significa que não é importante descobrir qual é e usar o mais puro texto.

Você pode mostrar a alguém o evangelho da graça de Cristo mesmo com uma versão católica romana. Você pode provar que Cristo é Deus [o Altíssimo, o eterno ‘Eu Sou’], mesmo com a pervertida Tradução Novo Mundo usada pelos Testemunhas de Jeová. Você pode ensinar a doutrina da propiciação mesmo a partir de uma perversão tal como a Today's English Bible, que extirpa a palavra “sangue” da maioria das principais passagens. Isto mostra a maravilhosa mão de Deus em obstruir os esforços do Diabo. Mas isto não significa que as mudanças feitas nestas e em outras novas traduções não são significantes. As doutrinas mencionadas são seriamente enfraquecidas nas novas versões.

A seguir, nas letras “e”, “f” e “g”, apresentamos algumas doutrinas cruciais que são afetadas pelos modernos textos e traduções:

  1. As versões modernas enfraquecem a doutrina da divindade de Cristo

Mc 9:24 -- "E logo o pai do menino, clamando, com lágrimas, disse: Eu creio, SENHOR! ajuda a minha incredulidade." [ACFiel (e VRTiago)].

[A palavra 'SENHOR', isto é] o testemunho do homem, de que Cristo é Deus, é OMITIDA. [Por exemplo, a ARAtlz diz "E imediatamente o pai do menino exclamou [com lágrimas] : Eu creio!, ajuda-me na minha falta de fé."]

Mc 15:39 -- "E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era O Filho de Deus." [ACFiel (e VRTiago)].

[A palavra 'O', isto é] o testemunho do centurião, de que Cristo é Deus, é OMITIDA do texto [ou trocada por 'UM'], ou questionada em nota de rodapé. [Aqui, o erro das versões modernas é de tradução, é de insuficiente conhecimento do grego, é de esquecer a doutrina].

[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "O centurião que estava em frente dele, vendo que assim expirara, disse: Verdadeiramente este homem era Filho de Deus."]

Lc 2:33 -- "E JOSÉ, E SUA MÃE, se maravilharam das coisas que dele se diziam." [ACFiel (e VRTiago)]. A divindade de Cristo é atacada pela mudança de “José e Sua mãe” para “O PAI E A MÃE DO MENINO”. [Ver nota de rodapé de Lc 2:33, nas bíblias modernas]. [Por exemplo, a AECont diz "O pai e a mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam".]

Lc 2:43 -- "E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube JOSÉ, NEM SUA MÃE." [ACFiel (e VRTiago)]. As versões-TC mudam "José, nem sua mãe" para “SEUS PAIS”. [Ver nota de rodapé de Lc 2:33, nas bíblias modernas].

[Veja, por exemplo, a AECont:"Ao regressarem, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberem seus pais".]

Lc 23:42 – "E disse a Jesus: SENHOR, lembra-te de mim, quando entrares no teu reino." [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC têm o ladrão penitente dirigindo-se a Cristo meramente como “JESUS”, ao invés de “Senhor”, como no TR.

[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando vieres no teu reino."]

João 1:14 (...glória do uniGÊNITO do Pai...); 1:18 (...O Filho uniGÊNITO, que está no seio do Pai...); 3:16 (...deu o seu Filho uniGÊNITO...); 3:18 (...não crê no nome do uniGÊNITO Filho de Deus.). [ACFiel (e VRTiago)].

A NIV e a maioria das outras versões-TC omitem “gênito” [isto é, mudam “filho unigênito” para “FILHO ÚNICO”], assim removendo um importante testemunho da unicidade de Cristo como o uni-GÊNITO, o único-gerado Filho de Deus. Cristo não é o único filho de Deus. Adão é chamado filho de Deus (Lc 3:38); anjos são chamados filhos de Deus (Jó 1:6); crentes são chamados filhos de Deus (Fp 2:15). Mas Cristo é o uni-GÊNITO Filho de Deus, exatamente como a VRTiago (e a ACFiel) corretamente afirmam.

[Por enquanto, a NVI brasileira diminuiu unigênito para único "somente" em nota de rodapé.] João 3:13 – "Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, QUE ESTÁ NO CÉU." [ACFiel (e VRTiago)].

As novas versões OMITEM “que está no céu”. Este claro, irrefutável testemunho da divindade e onipresença de Cristo, é removido das modernas traduções.

[Por exemplo, a NVI diz "Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem."]

João 9:4 –"Convém que EU faça as obras daquele que me enviou...” [ACFiel (e VRTiago)].

As novas versões dizem “É necessário que NÓS façamos as obras daquele que me enviou...” Você pode ver que esta leve mudança de pronomes de “eu” para “nós” retira inteiramente esta linda referência à obra singular de Cristo. Mudanças aparentemente pequeninas na Bíblia podem criar enormes diferenças.

[A ARAtlz, por exemplo, diz "É necessário que façamos as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar."]

Atos 8:37 – "E DISSE FILIPE: É LÍCITO, SE CRÊS DE TODO O CORAÇÃO. E, RESPONDENDO ELE, DISSE: CREIO QUE JESUS CRISTO É O FILHO DE DEUS."

[ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC OMITEM este verso [diretamente, ou por nota de rodapé, ou por colchetes] e assim removem o glorioso e importante testemunho do eunuco etíope sobre a encarnação e divindade de Jesus Cristo.

[Por exemplo, a ARAtlz põe todo o verso entre colchetes, o que entendemos que seus editores o consideram uma falsificação. A NVI já tirou o verso do texto principal]

1 Co 15:47 – "O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, O SENHOR, é do céu." [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC OMITEM “O Senhor” e dizem “... o segundo homem é do céu,” assim efetivamente removendo este abençoado e poderoso testemunho de que Jesus Cristo é o Senhor, [e provém] do céu. [Veja, por exemplo, a ARAtlz: "O primeiro homem, formado da terra, é terreno; o segundo homem é do céu."]

1 Tm 3:16 – “E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: DEUS se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.” [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC OMITEM a palavra chave neste verso, a palavra “Deus”. Por exemplo, a ARAtlz diz: “Evidentemente grande é o mistério da piedade: AQUELE que foi manifestado na carne, foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.” Pela substituição da palavra “Deus” pela pronome genérico “aquele” [aplicável se Cristo fosse mero homem], somos roubados de um das mais claros testemunhos, em toda a Bíblia, da divindade de Cristo, e somos deixados com uma referência sem sentido a um ambíguo e não identificado ‘aquele’, ‘que se manifestou em carne.’

Terrance Brown, respeitado ex-secretário da Trinitarian Bible Society, faz este comentário: “Incontáveis milhões compondo o povo de Deus, desde o alvorecer da era cristã até o presente dia, têm lido estas palavras nas suas Bíblias precisamente como elas aparecem na nossa Versão Autorizada [e na nossa Almeida CFiel], mas agora este poderoso testemunho da divindade do nosso Salvador está para ser varrido para fora das Escrituras e desaparecer sem deixar vestígios”. Ap 1:11 – "Que dizia: EU SOU O ALFA E O ÔMEGA, O PRIMEIRO E O DERRADEIRO; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: ...." [ACFiel  (e VRTiago)].

As versões-TC OMITEM. "Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro".

[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "dizendo: O que vês, escreve em livro e manda às sete igrejas: ..."]

Examinamos brevemente 15 passagens-chave em que o testemunho da divindade de Cristo tem sido inteiramente removido ou tem sido criticamente enfraquecido, nas mais novas versões da Bíblia. Há muito mais passagens que não consideramos. A divindade de Cristo não tem sido removida completamente destas Bíblias, mas, pelas mudanças nas palavras destas importantes passagens, o testemunho global da doutrina da divindade de Cristo tem sido enfraquecido. É esta realmente uma questão de pequenas consequências, amigos, como muitos querem que acreditemos? Eu digo que não.

Mas isto não é tudo. Em adição a estas principais omissões estão as seguintes omissões de nomes e títulos pertencentes ao Senhor Jesus Cristo. Devemos esta lista a D. K. Madden, em “A Critical Examination of the New American Standard Bible”:

SENHOR -- Omitido em Mt 13:51; Mc 9:24; At 9:6; 2 Co 4:10; Gl 6:17; 2 Tm 4:1; Tt. 1:4.

JESUS -- Omitido em Mt 8:29; 16:20; 2 Co 4:6; 5:18; Cl 1:28; Fm 6; 1 Pe 5:14.

CRISTO -- Omitido em Lc 4:41; João 4:42; At 16:31; Rm 1:16; 1 Co 16:23; 2 Co 11:31; Gl 3:17; 4:7; 1 Ts 2:19; 3:11; 3:13; 2 Ts 1:8; Hb 3:1; 1 João 1:7; Ap 12:17.

JESUS CRISTO -- Omitido em 1 Co 16:22; Gl 6:15; Ef 3:9; 2 Tm 4:22.

SENHOR JESUS CRISTO -- Omitido em Rm 16:24; Ef 3:14; Cl 1:2.

FILHO DE DEUS -- Omitido em João 9:35; João 6:69.

Do estudo acima, que não é exaustivo, pode ser visto que o texto de Westcott-Hort e as modernas traduções fazem um definido ataque contra o testemunho que as escrituras dão da divindade de Jesus Cristo. Este fato, sozinho, é suficiente motivo para mantermos o Texto Recebido e as traduções fiéis fundamentadas sobre ele, e põe o letreiro de mentira sobre a idéia de que não há desvios doutrinários nas versões-TC.

 

  1. f) As versões modernas enfraquecem a doutrina da propiciação

Considere os seguintes exemplos:

Cl 1:14 – "Em quem temos a redenção PELO SEU SANGUE, a saber, a remissão dos pecados; " [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC OMITEM a supremamente importante frase “PELO SEU SANGUE”.

[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "No qual temos a redenção, a remissão dos pecados."]

Hb 1:3 – “... havendo feito POR SI MESMO a purificação dos nossos pecados, ...” [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC OMITEM as palavras “POR SI MESMO” deste verso. A NIV [por exemplo] diz “... . Depois de ter realizado a purificação dos pecados, ...”. As três pequenas palavras omitidas nas versões-TC seriamente enfraquecem o testemunho desta passagem quanto ao que Cristo realizou sobre a cruz.

1 Pe 4:1 – “Ora, pois, já que Cristo padeceu POR NÓS na carne, ...” [ACFiel (e VRTiago)]. As versões-TC OMITEM “POR NÓS”.

[Veja um exemplo: a NVI diz "Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armemo-nos..."] 1 Co 5:7 – :“... Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado POR NÓS.” [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC também OMITEM “POR NÓS” neste verso.

[Exemplo: a ARAtlz diz "... Pois também Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi imolado."]

  1. g) As versões modernas enfraquecem a doutrina do jejum

O Texto Crítico em grego e as versões modernas [nele baseadas] fazem um estranho ataque contra os ensinos do Novo Testamento sobre o jejum. Embora algumas referências a jejum permaneçam, são removidas várias referências muito significativas.

Mt 17:21 – "MAS ESTA CASTA DE DEMÔNIOS NÃO SE EXPULSA SENÃO PELA ORAÇÃO E PELO JEJUM.” [ACFiel (e VRTiago)].

Todo este verso é OMITIDO nas NASV, RSV, NIV, New English Bible, Jerusalém Bible, e Phillips. A TEV coloca o verso entre colchetes. [As ARAtlz, ARMelh, NVI, BViva, BLHoje e outras Bíblias-TC em português destroem o verso por meio de colchetes ou nota de rodapé, que implicam que o verso é uma falsificação].

Mc 9:29 – " E disse-lhes: Esta casta não pode sair com coisa alguma, a não ser com oração E JEJUM.” [ACFiel (e VRTiago)].

O texto em grego, de Westcott-Hort, e as novas versões baseadas neste texto, OMITEM a frase “E

JEJUM”, que também é omitida das NIV, NASV, RSV, LB, Phillips, NEB, e Jerusalém Bible. [As AECont, ARAtlz, ARMelh, NVI, BViva, BLHoje e outras Bíblias-TC em português destroem a frase por meio de colchetes ou nota de rodapé, que implicam que "e jejum" é uma falsificação]. Estes dois versos sobre jejum não são as únicas referências a esta doutrina nas Escrituras, mas são as duas únicas referências que específica e diretamente ensinam a importância de jejuar como um aspecto do guerrear espiritual. Aqueles que têm lutado batalhas espirituais contra os poderes das trevas sabem por experiência a preciosa verdade da qual Jesus está falando nestas passagens. Oração é um poderoso recurso espiritual, mas HÁ fortificações demoníacas que não podem ser quebradas somente por oração sem jejum. Este é um fato, e ele faz parte da Bíblia!

Remover da Bíblia estas referências é loucura e é malévolo. É igual a, antes de enviarmos um soldado à batalha, retirarmos do seu equipamento parte do armamento que lhe é essencial.

At 10:30-31 – "E disse Cornélio: Há quatro dias estava eu EM JEJUM até esta hora, orando em minha casa à hora nona. E eis que ..." (ACFiel, VRTiago, e a maioria das tradicionais traduções protestantes nas várias linguagens).

As novas versões, seguindo o texto em grego, de Westcott-Hort, OMITEM a expressão “EM JEJUM”. [Veja o exemplo da ARAtlz: "Respondeu-lhe Cornélio: "Faz hoje quatro dias que, por volta desta hora, estava eu observando em minha casa a hora nona de oração, e eis que ..."]

1 Co 7:5 –" Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes AO JEJUM E à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” [ACFiel (e VRTiago)].

Aqui, rejeitando a maioria dos testemunhos textuais, as novas versões OMITEM “AO JEJUM E” desta importante passagem.

[A ARAtlz, por exemplo, diz "Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e novamente vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência."]

2 Co 6:5 – "Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos JEJUNS," [ACFiel (e VRTiago)].

A palavra “jejum” foi MUDADA em algumas das novas versões para “FOME”. [A BViva, por exemplo, diz "estivemos sem ter o que comer"]. Obviamente fome e jejum são duas coisas diferentes. Em 2 Co 11:27, onde o apóstolo Paulo dá uma lista similar de alguns aspectos do seu ministério, ele menciona ambos: fome E jejum. Portanto, o Espírito Santo não está usando estes termos como sinônimos: Este é um outro ataque sobre a doutrina bíblica dos benefícios espirituais do jejuar.

2 Co 11:27 – "Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e sede, EM JEJUM muitas vezes, em frio e nudez." [ACFiel (e VRTiago)].

"Em jejum" foi MUDADA, em algumas das novas versões, para “PASSANDO FOME”. [A BViva, por exemplo, diz "ESTIVEMOS SEM TER O QUE COMER"]. Alguém pode ter fome e continuar sem comer sem que isto seja conectado com a vida espiritual e o batalhar espiritual. Na VRTiago (e na ACFiel), uma clara distinção é feita entre a fome que Paulo freqüentemente suportava e seus freqüentes períodos de jejuar [sob o controle] do Espírito. Se nestas duas passagens [2 Co 6:5 e 11:27] o Espírito Santo está se referindo às batalhas espirituais do Apóstolo, ao jejuar sob o controle do Espírito, interpretação que é a mais provável uma vez que foi feita uma tal distinção [entre jejum e fome], então os modernos tradutores fizeram um grande mal ao removerem este ensino.

Quando os escritos destes seis versos são tomados juntos, aparece nos novos textos em grego e suas traduções um padrão definido de ataques contra a doutrina do jejum como sendo uma arma espiritual. Isto é ainda mais sério à luz do fato de que somos advertidos nas Escrituras que o guerrear espiritual crescerá em intensidade à medida que o tempo do retorno de Cristo se aproximar. “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. ... Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados.” (2 Tm. 3:1,13). Não se deixe ser enganado e levado, caro crente amigo, a aceitar uma versão da Bíblia que remova da sua vida esta importante arma espiritual [o jejum].

De modo algum são estas todas as doutrinas atacadas nas versões-TC. Mas, destes exemplos, o resultado global já pode ser claramente percebido. Admitimos que as doutrinas acima não foram inteiramente removidas, mas não há dúvidas de que um definido enfraquecimento de doutrina tem tomado lugar.

  1. g) “Erros” nas versões modernas

As versões-TC não somente enfraquecem importantes doutrinas, mas contêm erros grosseiros [isto é, graves contradições das versões-TC consigo próprias]. Sl 12:6 diz “As palavras do SENHOR são palavras PURAS, ...” Mas as novas versões não são puras. Eu darei oito exemplos de erros nas versões-TC:

Mt 27:34 – "Deram-lhe a beber VINAGRE misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber." [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC mudam a palavra “vinagre” para “vinho”. Isto cria uma CONTRADIÇÃO COM A PROFECIA EM SL 69:21, que ensina que, ao Messias, seria dado vinagre para beber. [Veja, por exemplo, a NVI: "Ali lhe deram para beber VINHO misturado com fel; mas, depois de prová-lo, recusou-se a beber."]

Mt 5:22 -- "Eu, porém, vos digo que qualquer que, SEM MOTIVO, se encolerizar contra seu irmão, será réu de juízo; e qualquer que disser a seu irmão: Raca, será réu do sinédrio; e qualquer que lhe disser: Louco, será réu do fogo do inferno." [ACFiel (e VRTiago)]. As versões-TC omitem as palavras “sem motivo”. A NVI [por exemplo] diz “Mas eu lhes digo que qualquer que ficar irado contra seu irmão estará sujeito a julgamento. ...” Esta “pequena” omissão cria um SÉRIO ERRO, PORQUE CRISTO ELE PRÓPRIO FICOU OCASIONALMENTE IRADO. Mc 3:5 diz “E, olhando para eles em redor com indignação ...” Irar-se não é necessariamente um pecado, é irar-se “sem motivo” que o é.

Mc 1:2-3 – "Como está escrito NOS PROFETAS: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti. Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, Endireitai as suas veredas." [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC dizem que Cristo está citando “o profeta Isaías”. Isto cria um ERRO, PORQUE É ÓBVIO QUE MARCOS NÃO ESTÁ CITANDO SOMENTE ISAÍAS: ele está citando Ml 3:1 como também Is 40:3; ele estava citando “os profetas”, exatamente como a VRTiago [e a ACFiel] o dizem.    

[Veja, por exemplo, a ARAtlz: "Conforme está escrito na profecia de Isaías: ...".]

1 Co 7:1 – "Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não TOCASSE em mulher;" [ACFiel (e VRTiago)].

A New International Version [e a BViva, etc.] dizem "... É bom para um homem não CASAR com uma mulher." Estas versões ESTÃO ERRADAS: A BÍBLIA CLARAMENTE DIZ QUE O CASAMENTO É BOM (1 Co 7:38; Pr 18:22; Hb 13:4).

João 7:8 – “... eu não subo AINDA a esta festa, …” [ACFiel (e VRTiago)].

No verso 10, vemos claramente que JESUS REALMENTE FOI À FESTA, MAIS TARDE. A maioria das versões-TC [em inglês] apresenta Jesus como mentindo, no verso 8. A NASV, por exemplo, diz: “... eu não subirei a esta festa ...” [Em português, tomemos o exemplo de] a NVI: ela tem uma nota de rodapé que diz “vários manuscritos dizem: ‘eu não subirei’”. O fato é que apenas alguns manuscritos flagrante e descaradamente corrompidos, que atacam [nosso Senhor] Jesus Cristo, omitem esta palavra crucial [“ainda”]. As versões-TC criam um sério erro com as palavras que lhes faltam.

Lc 2:33 – “E JOSÉ, e sua mãe, se maravilharam das coisas que dele se diziam.” [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC mudam “José” para “O PAI DO MENINO”, assim criando um blasfemo erro e dando SUPORTE ÀS MENTIRAS DOS MODERNISTAS QUE NEGAM O NASCIMENTO

VIRGINAL DE CRISTO. [Por exemplo, a AECont diz "O pai e a mãe do menino admiraram-se das coisas que dele se diziam".]

Lc 2:43 – “... ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o soube JOSÉ, NEM SUA MÃE." [ACFiel (e VRTiago)].

As versões-TC mudam “José, nem sua mãe” para “seus pais”, assim criando o mesmo problema acima [SUPORTE ÀS MENTIRAS DOS MODERNISTAS E BLASFEMADORES QUE NEGAM O NASCIMENTO VIRGINAL DE CRISTO. Ver nota de rodapé do comentário acima].

[Veja, por exemplo, a AECont: "Ao regressarem, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais."]

João 1:14 (...glória do uniGÊNITO do Pai...); 1:18 (...O Filho uniGÊNITO, que está no seio do Pai...); 3:16 (...deu o seu Filho uniGÊNITO...); 3:18 (...não crê no nome do uniGÊNITO Filho de Deus.) [ACFiel (e VRTiago)].

Removendo destes versos a supremamente importante palavra “gênito” [isto é, mudando “unigênito” para “único”], muitas versões-TC, como a NIV, criam um FANTÁSTICO ERRO. [Em português, este erro ainda está nas notas de rodapé da NVI, mas já se instalou no texto principal da BViva]. O problema, como já temos visto, é que Cristo não é o filho único de Deus: Adão é chamado filho de Deus (Lc 3:38); anjos são chamados filhos de Deus (Jó 1:6); e crentes são chamados filhos de Deus (Fp 2:15). CRISTO NÃO É O ÚNICO FILHO DE DEUS, MAS ELE É O ÚNICO-FILHO-GERADO DE DEUS, exatamente como o TR, a VRTiago [e a ACFiel] corretamente ensinam.

Versões mais comuns da Bíblia

Basicamente, há apenas dois tipos de Bíblias. As Bíblias de cada um desses dois tipos têm milhares de graves diferenças em relação às Bíblias do outro tipo. Isto é:

  1. a) - De um lado, temos aquelas que chamaremos de "Bíblias do tipo daquelas da Reforma", ou, mais brevemente, "Bíblias da Reforma", Bíblias fiéis usadas incessantemente, através de todos os séculos, por salvos fiéis (isto exclui os reais romanistas, desde Constantino). Elas foram traduzidas o mais fiel - literal - formalmente possível, e isto a partir do texto básico encontrado em cerca de 95% dos milhares de manuscritos nas línguas originais (que sobreviveram ao tempo e chegaram até o advento da Imprensa e da Reforma, e a nós); manuscritos que basicamente concordam maravilhosamente entre si. Tais Bíblias incluem, entre muitas outras, as:

Peshita (em Siríaco, traduzida ao redor do ano 150 d.C.);

Latina Antiga, dos valdenses (do Vale de Vaudois, Norte da Itália, aos pés dos Alpes, traduzida ao redor do ano 157 d.C.);

Todas as Bíblias traduzidas com base e a partir da edição consolidada [terceira] da primeira impressão [em tipos móveis] jamais feita do Novo Testamento grego (por Erasmo, em 1522), elas foram as Bíblias usadas por Deus para trazer a Reforma (séculos XVI e XVII) e trazer as grandes expansão, purificação e reavivamento do verdadeiro evangelho (séculos XVIII e XIX).

Estas Bíblias incluem as de:

Tyndale 1526

Genebra 1588

King James Bible (Authorized Version) de 1611

Valera 1569, 1602 TR, 1999

Lutero 1545

Almeida 1681/1753 

"Almeida Revista e Reformada" (1847);

"Almeida Revista e Correcta" (1875);

"Almeida Revista e Corrigida". A edição 1894 (para Portugal) foi 100% TR, mas as revisões de 1898 (para o Brasil), 1948, 1956, 1995 talvez já introduziram 0.1%, 1.5%, 1.8% e 2% do TC, respectivamente.

"ACF - Almeida Corrigida e revisada, Fiel ao texto original" (1995).

Obs: Entre as Bíblias atualmente sendo impressas, a ACF é a única 100% legítima herdeira da Almeida original, pois se baseia nos mesmos textos em hebraico e grego, e usa o mesmo fiel método de tradução formal - literal.

  1. b) - De outro lado, temos aquelas que chamaremos de "Bíblias do tipo alexandrino", ou, mais brevemente, "Bíblias alexandrinas", que só recentemente se introduziram sorrateiramente entre os "protestantes", e que são baseadas somente em dois dos pouquíssimos manuscritos alexandrinos (estes dois manuscritos, Aleph (Sinaiticus) e B (Vaticanus), que são os mais corrompidos de todos os milhares de manuscritos da Bíblia nas línguas originais; os demais manuscritos alexandrinos diferem bastante entre si e não totalizam sequer 0.5% dos manuscritos que chegaram aos nossos dias):

ARA - Almeida Revista e Atualizada - 1976

AR - Almeida Revisada ... Melhores Textos - 1995

NIV - New International Version - 1986

NVI - Nova Versão Internacional - 1994, 2001

BLH - Bíblia na Linguagem de Hoje - 1988

BBN - Bíblia Boa Nova - 1993

BV - Bíblia Viva - 1993 (O Mais Importante é o Amor)

Bíblia Alfalit - 1996

CEV = Contemporary English Version

NASB - New American Standard Bible - 1977

TNM - Tradução Novo Mundo - 1967 [dos Testemunhas de Jeová] e todas as Bíblias romanistas-ecumênicas: Bíblia de Jerusalém-1992; Vulgata de Jerônimo, traduções do Padre Antônio Pereira de Figueiredo, Padre Matos Soares, Padre Humberto Rhoden, Padres Capuchinhos, Monges Beneditinos, Vozes, Pastoral, TEB - Tradução Ecumênica da Bíblia, TOB - Traduction Oecuménique de la Bible, etc

Notemos que, em todo o mundo, até 1881 (e, no Brasil, até 1956), não havia uma, sequer uma Bíblia impressa que fosse significativamente diferente e concorrente das Bíblias da Reforma, e fosse usada por igrejas "protestantes" em número mais que desprezível. Só a partir de 1881 é que Bíblias alexandrinas sorrateiramente realmente começaram a se infiltrar nas igrejas "protestantes".

Também notemos que algumas Bíblias usam o nome Almeida enganosamente (como feio golpe de marketing?...): "Almeida Revisada de acordo com os Melhores textos" (1967, sempre baseada em texto e método de tradução diferentes daqueles de Almeida), "Almeida Revista e Atualizada" (1956, idem) e "Almeida Edição Contemporânea" (1992, que algumas vezes usa texto nas línguas originais diferente daquele de Almeida ).

E como o Velho Mundo costuma exportar cultura para o Novo Mundo, logo os USA, o Canadá e a América Latina foram intoxicados com a cultura hippie, adotando todas as práticas condenáveis alicerçadas na rebelião contra os pais e mestres e no ocultismo importado do Oriente, conduzindo a juventude à degradação total dos costumes.

Depois vieram os teólogos da fé/prosperidade, pregando “outro evangelho” embasado no pensamento positivo, transformando as igrejas evangélicas em danceterias, o Espírito Santo em “garoto de recados” e o Senhor Jesus num fantoche, o qual é “obrigado” a atender a todos os pedidos dessa geração de analfabetos bíblicos.

E, para culminar, pasme-se, a última tradução lançada na Inglaterra, de que temos notícia é a que poderia ser chamada “A Bíblia para os idiotas”, que, conforme notícia veiculada no “London Times”, está sendo entregue na Europa e nos USA.

Traduzida pelo ex-pastor batista, John Henson, para a organização "One", essa bíblia - batizada com o título de “Good as New” (Tão Boa... Como Nova) foi feita, provavelmente, a partir do texto grego do Novo Testamento de Westcot e Hort.

De acordo com Ekklesia (que é um celeiro de pensamento teológico [liberal], estabelecido em Londres e que apóia a tradução "One"): "A tradução é pioneira em sua acessibilidade [facilidade de ser entendida] e muda a nomenclatura dos originais grego e hebraico para apelidos modernos. Pedro se torna 'Rochinha', Maria Madalena se torna 'Maggie', Arão se torna 'Ron', Andrônico se torna 'Andinho', e Barrabás se torna 'Barrinha'.

Seguindo a moda atual, o tradutor Henson, espertamente, traduz 'possessão demoníaca' como 'doença mental' e 'Filho do homem', a expressão frequentemente usada por Jesus para descrever a si mesmo, como 'a Pessoa Completa.' Em adição, parábolas são traduzidas como 'enigmas', batizar é 'molhar' em água, salvação se torna 'cura' ou 'aperfeiçoamento', e Céus se tornam 'o mundo além do tempo e espaço.'

As “parábolas” são chamadas de “enigmas”. “Batizar” é “mergulhar na água”. “Salvação” se torna “cura” ou “realização”. “Céu” é “o mundo além do tempo de do espaço”.

 

Cronologia das Bíblias falsas e escandalosas de Gênero Neutro (ou seja FEMINISTAS!)

  1. An Inclusive Language Lectionary
  2. New Jerusalem Bible
  3. New Century Version
  4. New American Bible, revised New Testament
  5. Revised English Bible 1990. New Revised Standard Version 1992. Good News Bible, 2nd ed.

(obra do apóstata Bratcher - membro "erudito" da comissão de tradução da Sociedade Bíblica do Brasil). Essa 2a. edição é publicada pela American Bible Society - Membro das Sociedades Bíblicas Unidas)

  1. The Message
  2. The Five Gospels (Jesus Seminar).
  3. The Inclusive New Testament
  4. Contemporary English Version
  5. God's Word
  6. New International Reader's Version
  7. New International Version, Inclusive Language Edition
  8. New Testament and Psalms, An Inclusive Version
  9. New Living Translation
  10. Today's New International Version (veja a que ponto chegaram os apóstatas da Sociedade Bíblica Internacional!)

"...Quando porém vier o Filho do homem, porventura achará fé na terra? " (Lc 18:8 – ACF)

Algumas comparações das versões mais conhecidas

Ao compararmos as diversas versões da Bíblia hoje disponíveis baseadas no TC com a única versão confiável impressa hoje em dia, no caso do Brasil, a ACFiel da Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, equivalente à VRTiago, ou com a antiga Almeida Revista e Corrigida (ARC – até 1948), vemos enormes aberrações que dão margem a erros doutrinários e enfraquecem a confiança na Palavra de Deus como a única e perfeita revelação de Deus aos homens.

Alguns exemplos de comparação entre a Almeida Corrigida Fiel com a Almeida Revista e Atualizada, a Bíblia na Linguagem de Hoje e a Nova Versão Internacional:

Mateus 1:25

(ACF) “E não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe por nome Jesus.”

(ARA) “Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de

Jesus.”

(BLH) “Porém não teve relações com ela até que ela deu à luz o seu filho. E José pôs no menino o nome de Jesus.”

(NVI)“Mas não teve relações com ela enquanto ela não deu à luz um filho. E ele lhe pôs o nome de Jesus.”

Aqui o TC extirpa as 2 palavras "O PRIMOGÊNITO", isto é, que Jesus foi o primeiro entre os vários filhos gerados no ventre de Maria.

Mateus 9:13 (cf. Oséias 6:6)

(ACF) “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício. Porque eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores, ao arrependimento.”

(ARA) “Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos e sim pecadores [ao arrependimento].”

(BLH) “Vão e procurem saber o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: Eu não quero que me ofereçam sacrifícios de animais, mas quero que sejam bondosos. Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons.”

(NVI)“Vão aprender o que significa isto: ‘Desejo misericórdia, não sacrifícios’. Pois eu não vim chamar justos, mas pecadores.”

Aqui o TC extirpa aqui a necessidade de arrependimento bíblico para salvação.

Marcos 1:2 (cf. Malaquias 3:1)

(ACF) “Como está escrito nos profetas: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.”

 (ARA)“Conforme está escrito na profecia de Isaías: Eis aí envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho;”

(BLH)“Como o profeta Isaías tinha escrito. Isaías escreveu o seguinte: Deus disse: Eu mando o meu mensageiro adiante de você para preparar o seu caminho.”

(NVI)“Conforme está escrito no profeta Isaías: “Enviarei à tua frente o meu mensageiro; ele preparará o teu caminho”

Aqui o TC altera “NOS PROFETAS”  para "no profeta Isaías", ou “na profecia de Isaías”, criando grave contradição por não citarem Malaquias 3:1.

Marcos 16:9-20

(ACF) “E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios...E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor, e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém.”

(ARA) “Havendo ele ressuscitado de manhã cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual expelira sete demônios...E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra por meio de sinais, que se seguiam.”

(BLH) “[Jesus ressuscitou no domingo bem cedo e apareceu primeiro a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete espíritos maus...Os discípulos foram anunciar o Evangelho por toda parte. E o Senhor os ajudava, por meio de milagres, a provar que a mensagem deles era verdadeira.]”

Nota de rodapé: Os versículos 9 a 20 não fazem parte do texto original grego.

(NVI)“Quando Jesus ressuscitou, na madrugada do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, de quem havia expulsado sete demônios...Então, os discípulos saíram e pregaram por toda parte; e o Senhor cooperava com eles, confirmando-lhes a palavra com os sinais que a acompanhavam.”

Nota de rodapé: Alguns manuscritos antigos não trazem os versículos 9-20; outros manuscritos do evangelho de Marcos, apresentam finais diferentes.

Aqui o TC desconsidera o final do livro do evangelho de Jesus segundo Marcos como sendo a Palavra de Deus, poderosamente preservada.

Lucas 4:44 (cf. Mateus 4:23 e Marcos 1:39)

(ACF)“E pregava nas sinagogas da Galiléia.”

(ARA)“E pregava nas sinagogas da Judéia.”

(BLH)“Portanto, ele anunciava a mensagem nas casas de oração de todo o país.”

(NVI)“E continuava pregando nas sinagogas da Judéia.” Nota de rodapé: Alguns manuscritos dizem Galiléia.

Aqui o TC entra em grave contradição com os outros evangelhos.

Lucas 14:5

(ACF)“E disse-lhes: Qual de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo?”

(ARA)“A seguir, lhes perguntou: Qual de vós, se o filho ou o boi cair num poço, não o tirará logo, mesmo em dia de sábado?”

(BLH)“Aí disse: -Se algum de vocês tiver um filho ou um boi que cair num poço, será que não vai tirá-lo logo de lá, mesmo que seja sábado?”

(NVI)“Então ele lhes perguntou: “Se um de vocês tiver um filho ou um boi, e este cair num poço no dia de sábado, não irá tirá-lo imediatamente?”

Nota de rodapé: Alguns manuscritos dizem um jumento. Aqui o TC altera o animal irracional para filho humano.

______________________________________________________________________

João 3:13

(ACF)“Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do homem, que está no céu.”

(ARA)“Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele de lá desceu, a saber, o Filho do homem [que está no céu].”

(BLH)“Ninguém subiu ao céu, a não ser o Filho do Homem, que desceu do céu.”

(NVI)“Ninguém jamais subiu ao céu, a não ser aquele que veio do céu: o Filho do homem.” Nota de rodapé: Alguns manuscritos acrescentam que está no céu. Aqui o TC anula que Cristo é Onipresente, é Deus.

 

 

 

João 6:69

(ACF)“E nós temos crido e conhecido que tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.”

(ARA)“e nós temos crido e conhecido que tu és o Santo de Deus.”

(BLH)“Nós cremos e sabemos que o senhor é o Santo que Deus enviou.”

(NVI)“Nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus.”

Aqui o TC eliminou o fato de que Jesus é o CRISTO (o Messias, o prometido Ungido do único Deus vivo e verdadeiro).

 

Efésios 5:30

(ACF)“Porque somos membros do seu corpo, da sua carne, e dos seus ossos.

(ARA)“porque somos membros do seu corpo.”

(BLH)“pois somos membros do seu corpo.”

(NVI)“pois somos membros do seu corpo.”

Aqui o TC omite que somos membros da carne e dos ossos de Jesus Cristo.

Colossenses 1:14

(ACF)“Em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados;”

(ARA)“No qual temos a redenção, a remissão dos pecados.”

(BLH)“É ele quem nos liberta, e é por meio dele que os nossos pecados são perdoados.”

(NVI)“em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados.” Nota de rodapé: Alguns manuscritos dizem redenção por meio do seu sangue. Aqui o TC altera que salvação é só pelo sangue de Cristo.

II Tessalonicenses 2:8 (cf. Apocalipse 19:20)

(ACF) “E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;”

(ARA) “Então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.”

(BLH)“Então o Perverso aparecerá, e o Senhor Jesus, quando vier, o matará com um sopro e o destruirá com o seu glorioso aparecimento.”

(NVI)“Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda.”

Aqui o TC entra em grave contradição com o livro do Apocalipse.

I Timóteo 3:16

(ACF)“E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória.”

(ARA)“Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido na glória.”

(BLH)“Ninguém pode negar que o mistério da nossa religião é muito grande. Esse mistério é o seguinte: Ele apareceu como ser humano, foi declarado justo pelo Espírito de Deus e visto pelos anjos, Ele foi anunciado entre as nações; o mundo acreditou nele, e ele foi levado ao céu.” (NVI)“Não há dúvida de que é grande o mistério da piedade: Deus foi manifestado em corpo, justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre as nações, crido no mundo, recebido na glória.”

Aqui o TC altera uma das maiores provas da divindade de Cristo.

 

 

II Timóteo 4:22

(ACF)“O Senhor Jesus Cristo seja com o teu espírito. A graça seja convosco. Amém.”

(ARA)“O Senhor seja com o teu espírito. A graça seja convosco.”

(BLH)“Timóteo, que o Senhor esteja com o seu espírito. Que a graça de Deus esteja com vocês.”

(NVI)“O Senhor seja com o seu espírito. A graça seja com vocês.” Aqui o TC omite que Jesus é o Senhor e o Cristo. E omite o Amém.

Apocalipse 1:11

(ACF)“Que dizia: Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro; e o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: a Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia.”

(ARA)“Dizendo: O que vês escreve em livro e manda às sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo,

Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.”

(BLH)“Que me disse: -Escreva num livro o que você vai ver e mande esse livro às sete igrejas das cidades de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.”

(NVI)“Que dizia: “Escreva num livro o que você vê e envie a estas sete igrejas: Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia.”

Aqui o TC ataca a divindade de Cristo, e omite que essas igrejas estavam na Ásia.

 

 

 

Apocalipse 11:17

(ACF)“Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste.”

(ARA)“Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus, Todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar.”

(BLH)“Dizendo: Ó Senhor, Deus Todo-poderoso, que és e que eras! Nós te agradecemos porque tu tens usado o teu grande poder e começaste a reinar.”

(NVI)“Dizendo: “Graças te damos, Senhor Deus todo-poderoso, que és e que eras, porque assumiste o teu grande poder e começaste a reinar.””  Aqui o TC extirpa a segunda vinda de Cristo.

"Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus..." (2Co 2:17 ACF)

Algumas considerações sobre algumas das versões mais comuns hoje

ALMEIDA REVISTA E ATUALIZADA - ARA

Vide a recomendação da CNBB, na capa da edição da ARA de 1968:

BÍBLIA DE ESTUDO ALMEIDA

Ela não é bíblia, não é de estudo, nem é de Almeida, mas é inimiga número um do criacionista. Vejamos a barbaridade que foi escrita na nota de rodapé concernente a Gênesis 1:2:

 "1.2 Havia trevas sobre a face do abismo: Outra tradução possível: Tudo era um mar profundo coberto de escuridão. Segundo uma idéia muito difundida entre os povos do Antigo Oriente, antes da criação só havia um caos de trevas que a tudo cobria, como águas ameaçadoras (cf Sl. 104:6-9). Assim, um dos primeiros atos do Criador consistiu em separar as águas de cima das de baixo, colocando como linha divisória a expansão ou abóbada celeste (v. 7). Conforme os vs. 5-9, desse caos primitivo foram formados os mares tanto os que estão sobre a superfície da terra como os que estão debaixo dela. Ver Sl. 18:15 n. Cf. também Sl. 24:2."  Comentemos os graves erros das anotações por partes:

  1. "Outra tradução possível..." Aqui, sem a menor cerimônia, a nota de rodapé aproveita para fazer propaganda da deplorável Bíblia na linguagem de hoje, que de modo criminoso, usa o métodoperversão de paráfrase que é também conhecida como a Equivalência Dinâmica. Vejamos a semelhança com o texto evolucionista da BLH: "Não havia ordem nem vida na terra, que era coberta por um mar profundo. A escuridão cobria o mar..."
  2. "Segundo uma idéia muito difundida entre os povos..." Pergunto: O que é que nós crentes temos a ver com idéias de povos ímpios, idólatras e pagãos da antiguidade?! A voz do povo não é a voz de Deus! Se fosse, o Senhor Deus não se dava ao trabalho de deixar-nos a Sua Palavra. Será que os povos do Antigo Oriente referidos poderiam ser os idólatras Egípcios que cultuavam o sol? Ou os astrólogos Babilônicos? Ou os mitológicos Gregos? Sem a revelação da Palavra de Deus, qualquer "...idéia muito difundida entre os povos..." não vale nada, e não passa de tradição pagã que deve ser categoricamente rejeitada pelo povo de Deus.
  3. "...antes da criação só havia um caos de trevas que a tudo cobria..." Vejamos a demência dessa declaração: Como é que pode haver algo antes da criação, se antes dela não havia nada? De onde veio esse "tudo"?
  4. Onde está a palavra caos na Bíblia? Em lugar nenhum! Só na cabeça desses evolucionistas travestidos de crente que empurram Bíblias falsas no povo de Deus!

         Vejamos, também, as notas de rodapé heréticas em Is 45:18:

"Um caos: Hebr. Tohu, o mesmo termo usado em Gn 1:2 para designar o estado de coisas anterior à criação. Ver Jr 4:23, notas."

  1. Palavra caos. Vejamos a falácia: A palavra grega kaos não aparece em nenhum lugar na Bíblia! Por ser de origem da mitologia GREGA, por providência divina ela foi totalmente descartada pelos autores das Escrituras do Novo Testamento, (apesar da presença de muitas palavras de origem mitológica). A palavra caos não está presente também na Septuaginta (LXX), tradução do Velho Testamento do hebraico para o grego feita SUPOSTAMENTE em 250 AC.
  2. Contexto de Is 45:18: veja que a tradução correta de "tohu" é vazia (e não caos) que contrasta com "habitada".
  3. "Estado de coisas anterior à criação (?!)": como é que pode? Vamos pensar só um pouco: A terra foi criada no verso um. Como é que pode no verso dois haver uma condição de caos que se diz anteceder ao verso um ??? Essa filosofia vem diretamente do evolucionismo, que assevera a eternidade da matéria, dando lugar ao irracional BIG BANG. Vejamos, agora, as notas de rodapé heréticas em Jr. 4:23:

"Sem forma e vazia: O primeiro relato da criação (Gn 1:1-2:4a) utiliza a mesma expressão hebraica para designar o estado do mundo antes da criação. Ver Gn 1.2"

Novamente a heresia MENTIROSA: "...o estado do mundo antes da criação..." A nota de rodapé cobiça reduzir o Senhor a um mero organizador de um mundo que existia antes de Gn 1:1, tornando a Bíblia um conto de fadas mentiroso. O conceito Bíblico-Criacionista, entretanto, tributa ao Senhor o devido respeito, obedecendo, sem artifícios de incrédulos, as inúmeras passagens que baseiam o conceito EX-NIHILO, ou seja, Deus chamou à existência DO NADA, o universo que conhecemos de forma súbita, sobrenatural e com aparência de história.

BÍBLIA NA LINGUAGEM DE HOJE (ou seria: “na linguagem horrenda?”)

É de doer a alma ver a Santa Palavra exposta a tanta vulgaridade em nome de interesses diversos, muito longe dos divinos. Se o alvo da BLH foi atrair o interesse popular, resultou traindo a inspiração divina em matéria de conteúdo celeste.

Também conhecida como "GOOD NEWS FOR MODERN MAN", "THE SWINGER'S

BIBLE", "THE HIPPIES' BIBLE" etc. A impressão dessa versão é o maior escândalo que já se verificou no meio do protestantismo brasileiro.  A  BLH  representa o mais sério desvio da fé que se  tem notícia entre os evangélicos. Expressa a perversão da Palavra de Deus, porque anula a doutrina da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo, nega o evento miraculoso do Seu nascimento de uma virgem, enxerta interpretações duvidosas, suprime vocábulos teológicos como "redenção", "reconciliação", "arrependimento", destrói a obra profética do Velho Testamento etc., etc. Um crente sincero que ama ao Senhor Jesus Cristo não pode permanecer calado diante da apostasia dos "gênios" da SBB.

Pasme-se ao ler na BLH Habacuque 3:3; Isaías 41:6; Jeremias 33:3; Salmos 19:1-11; 55:22 e tantos outros, especificamente o Salmo 116:15, onde algo " precioso" é trocado por triste aos olhos de Deus. Para Almeida, a morte dos santos de Deus é preciosa à Sua vista. Para a turma da BLH, " o Deus eterno fica triste quando morre alguém do seu povo." Basta examinar a coerência da mensagem bíblica para logo descobrir que Almeida tem razão. A tristeza ou desprazer de Deus é manifestado na morte do ímpio e nunca dos seus santos, conforme Ezequiel 33:11.

Muito pior ainda é o que está escrito em Eclesiastes 11:1. Enquanto Almeida diz: "Lança o teu pão sobre as águas porque depois de muitos dias o acharás, A BLH diz: "Empregue o seu dinheiro em bons negócios e com o tempo ele aumentará." Na linguagem franca do saudoso Pr. Aníbal Pereira Reis, esta é "uma sugestão nitidamente capitalista."

No final da década de sessenta, a ecumênica Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que é a filha da apóstata UNITED BIBLE SOCIETIES (UBS), se preparava para o lançamento da Bíblia POP:  

"A Diretoria da SBB reunida no dia 24 de Outubro de 1967, resolveu autorizar a composição de uma comissão paritária, formada de elementos da igreja católica e de evangélicos, para o estudo da possibilidade de tradução conjunta do Novo Testamento" (Circular da SBB, de 15 de Fevereiro de 1968 - Citada no Livro "A Bíblia Traída" Pr. Aníbal Pereira Reis, p. 37)

 "...verificamos como a CNBB, através do boletim Telepax, nº 141, cientifica o clero romano: 'No dia 20 de Maio deste ano, reuniu-se a SBB, sob a presidência de Dom José  Gonçalves da Costa, Secretário-Geral da CNBB, e do Rev. Ewaldo Alves, Secretário-Geral da SBB, com a presença dos assessores, observadores e convidados, a Comissão Paritária Nacional (quatro evangélicos e quatro católicos), com o fito de estabelecer os PRINCÍPIOS orientadores para a edição conjunta do Novo Testamento para uso de todos os católicos e evangélicos do Brasil...'"

(Obs.: o ano é 1968. A citação é do Livro "A Bíblia Traída" Pr. Aníbal Pereira Reis, p. 45)

 O outro passo - e gigantesco passo - aconteceu com a divulgação da obra cognominada A BÍBLIA NA LINGUAGEM DE HOJE em Julho de 1973 da qual 80.000 exemplares receberam a água benta do Imprimatur." (Citação do Livro "A Bíblia Traída" Pr. Aníbal Pereira Reis, p. 47)

Ao contrário do que muita gente pensa e do que pretende insinuar a SBB, a BLH é fruto de um único homem: Rev. Roberto Bratcher, ministro batista. Em 1953, mais precisamente em julho, ele declarou no "Jornal Batista", p.69: "JESUS CRISTO NÃO PODERIA SER ONISCIENTE. ISTO É UM ATRIBUTO DE DEUS... JESUS NÃO DISSE QUE ELE E O PAI SÃO UM PORQUE ISSO SERIA UM ABSURDO". Eis, queridos irmãos e leitores deste jornal, a prova dos sinais dos tempos! Bratcher não crê na divindade de Cristo, não crê na inspiração verbal das Escrituras, e, conseqüentemente, não crê na sua inerrância. Todavia, o "big boss" da SBB tem a ousadia de afirmar que sua tradução "É ABSOLUTAMENTE FIEL AOS LIVROS DO NOVO TESTAMENTO GREGO". E mais: afirma que quem critica é ignorante. É inconcebível que a SBB entregue à responsabilidade de um só homem, e com tal incredulidade, a responsabilidade de traduzir o texto sagrado.

É uma Bíblia "eclética". Ao que parece veio para satisfazer todos os credos e gostos. 1) O romanismo foi homenageado com a consagração de Pedro ao papismo. (A primeira edição do BLH traduziu Mt.16:18: "Portanto eu afirmo: Pedro, você é uma pedra, e sobre esta pedra fundamental construirei a minha Igreja". Onde está, senhores tradutores, a propalada fidelidade ao original?). E tanto agradou que a edição de 73 veio com o "imprimatur" de Dom Mário Teixeira Gurgel, responsável pelo Setor de Diálogo Religioso da CNBB: "APROVAMOS O USO DA MESMA POR TODOS OS CATÓLICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA". 2) Os RUSSELISTAS ( = testemunhas do diabo) regozijaram-se com a criação do Cristo num determinado tempo. 3) Os pentecostais, (= que hoje representam rico filão comercial) exultaram com a "capacidade de falar em línguas estranhas"; tudo no BLH representa uma grande festa. Noite de gala! Satanás é o próprio anfitrião!

O texto foi mutilado, acrescido, parafraseado, interpretado, mais parecendo uma colcha de retalhos que a Bíblia Sagrada. Alguns termos de incalculável valor teológico foram suprimidos sem qualquer justificativa convincente. Palavras como "redenção", "reconciliação", "propiciação" simplesmente desapareceram na BLH. Eis uma amostra:

A palavra "redenção" simplesmente desapareceu. "Reconciliação" que aparece cerca de 11 vezes no Texto Sacro foi transmudada em "fazer as pazes" ou "tornar-se amigos". A palavra "propiciação" que aparece em textos como Rm.3:25; I Jo.2:2; 4:10 foi eliminada. A expressão de todos conhecida: "Santos" foi trocada por "povo de Deus", ou "COMPANHEIROS CRISTÃOS".

NOVA TRADUÇÃO NA LINGUAGEM DE HOJE (NTLH)

No mundo da indústria automobilística, um fenômeno interessante de marketing e de vendas acontece. Quando um modelo de carro se torna "manjado" e desinteressante, a montadora, no final do ano, faz uma maquiagem no veículo e lança o novo modelo do velho carro tentando dar-lhe uma sobre-vida e "chupar" mais algumas vendas com mudanças superficiais apenas para agradar aos olhos dos compradores que, seduzidos pela novidade, terão o "carro do ano".

No mundo das edições modernas da Bíblia, o mesmo fenômeno tem acontecido nesses dias de apostasia.                                                  

            A pior "Bíblia" na língua portuguesa, a Bíblia na Linguagem de Hoje (BLH), ficou "manjada", e sua linguagem foi ficando, de acordo com a filosofia herege, "desatualizada", pois já quase 30 anos decorriam da sua publicação pela SBB (1973) que endossava o trabalho do apóstata Robert G. Bratcher.

            Dentre as centenas de erros se destacam apenas alguns devido a limitação de espaço. Não se comenta abaixo as substituições criminosas da palavra sangue (grego haima) por morte.

Gênesis capítulo um: São tantas corrupções omissões e inserções de absurdos teológicos, que o espaço não permite enumerar. O fato é que até o nome de Deus (Elohym) os tradutores tiveram a coragem de retirar nos versos 4 (uma vez) e 28 (duas vezes)! Das 30 ocorrências da conjunção "e" no início dos versos (2 a 31), 27 desapareceram! É o evolucionismo criminoso arrombado no texto que nada tem de Bíblico de tão desfigurado!

Esta é apenas uma pequena amostra de uma  lista maior das centenas de perversões da BLH e NTLH:

Mt 1:25 Omitiram a palavra "primogênito" para enfraquecer o nascimento virginal de Jesus Cristo ou reforçar a falsa doutrina católica de que Maria morreu virgem.

Mt 16:3-4 Omitiram as palavras "hipócritas" e "adúltera".

Mt 16:18 Colocaram a palavra igreja com I maiúsculo para uma associação com a Igreja Católica.

Mc 1:1 Adicionaram o nome "Isaías" (texto grego corrupto W-H).

Mc 8:34 Omitiram a expressão "tome a sua cruz" (!)

Jo 1:14,18 3:16,18. Substituíram criminosamente a palavra "unigênito" (gr. monogénes) por "único" At. 20:28 PASMEM!!! Substituíram a expressão "...igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue." e copiaram EXATAMENTE a expressão ENCONTRADA NA BÍBLIA NOVO MUNDO DOS TESTEMUNHAS DE JEOVÁ!!!      "...sangue do seu próprio Filho".

Ro 1:29 Omitiram a expressão "prostituição".

Ro 1:31 Omitiram a expressão "irreconciliáveis".

1 Co. 5:1 Trocaram a expressão "fornicação" por "imoralidade".

Ef. 3:9 Omitiram a expressão "por meio de Jesus Cristo".

1 Tm. 3:16 Trocaram criminosamente a expressão "Deus se manifestou em carne" por "ele se tornou um ser humano" .

Tito 2:7. Omitiram a expressão que eles detestam: "na doutrina mostra incorrupção" Tiago 4:4 Trocaram a expressão "adúlteros e adúlteras" por "gente infiel".

1 João 4:3. Omitiram criminosamente a expressão "que Jesus Cristo veio em carne" Ap 1:11. Suprimiram "Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro... "

A NTLH, de modo semelhante à sua irmã mais velha BLH, nasceu no coração de homens ecumênicos, está saturada de expressões da Nova Era, linguagem macia (politicamente correta) para não ofender as pessoas e indução a doutrinas falsas. De tão desfigurada, transformou-se numa monstruosa colcha de retalhos de apostasia. Sob a desculpa medíocre de popularizar o texto, são severamente atacadas doutrinas fundamentais da fé cristã como a realidade do Inferno, infalibilidade e inspiração verbal da Bíblia, Perfeição de Deus, divindade de Cristo, Trindade, morte vicária de Cristo, etc.... As omissões contam-se às centenas, as adições danificam criminosamente o sentido do texto sagrado manipulando-o conforme o arbítrio herege dos seus idealizadores.

NOVA VERSÃO INTERNACIONAL (NVI / NIV)

Em 1809, foi fundada em Nova York, a New York Bible Society, que posteriormente, em 1970, mudou de nome para IBS (International Bible Society). No início, ela era composta de crentes dedicados que distribuíam as Escrituras baseadas no único texto digno de respeito naquela época: O Texto Recebido, que era a base para o Novo Testamento e o Texto Massorético de Ben Chayyim para o Velho.

Em 1970, já com o nome mudado para International Bible Society, a IBS começou a trabalhar em parceria com Wycliffe Bible Translators até que, em 1978, nasceu a NIV (New International Version), baseada no texto de Westcott e Hort.

No final da década de 80 a IBS se mudou de Nova Iorque para Colorado Springs e em 1992 a IBS se fundiu com a Living Bibles International (os detentores dos direitos de uma das mais heréticas e piores Bíblias em inglês: a Living Bible). No final da década de oitenta, também, a IBS entrou no Brasil, onde atende pelo nome de Sociedade Bíblica Internacional (SBI). Em 1994, foi publicado o Novo Testamento NVI em português, que pela má qualidade, omissões e heresias, já provocou repúdio imediato por muitos crentes.

Quantas palavras alguém estaria disposto a abrir mão da sua Bíblia? Uma palavra? Duas palavras? Cem palavras? E que tal 64 MIL palavras? E que tal versos inteiros? Na NIV, PASMEM, estão faltando DEZESSETE VERSOS INTEIROS! Veja a lista: (Mt 17:21, 18:11 e 23:14; Mc 7:16, 9:44, 9:46, 11:26 e 15:28; Lc 17:36, 23:17; Jo 5:4; At 8:37, 15:34, 24:7 e 28:28; Rm 16:24 e 1Jo 5:7.

 Na International Bible Society, nos EUA, havia até homossexual traduzindo a NIV. Durante os anos em que a NIV esteve sendo preparada (1968-1978), duas pessoas da comissão eram homossexuais. Uma delas era Virginia Mollenkott.

Como resultado natural de seu homossexualismo Virginia Mollenkott certamente influenciou o texto da NIV, que suprimiu palavras contundentes sobre a condenação que o Senhor faz ao homossexualismo. A mais escancarada foi em 1Co 6:10 onde as palavras "efeminados" e "sodomitas" [em grego literalmente "arsenokoites" - homem que pratica coito com outro homem] foram retiradas e substituídas por "male prostitutes" (homens prostitutos) e "homosexual offenders" (ofensores de homossexuais!). Veja, agora, que se você prega para um homossexual que ele está em pecado, você o está ofendendo e você é que está cometendo o pecado.

A corporação Zondervan, que costumava ser uma respeitada editora cristã de Grand Rapids, Michigan, tornou-se uma companhia pública via uma oferta inicial de ações há uns 15 anos atrás [1978?]. Isto foi em torno da mesma época em que a Bíblia NIV foi publicada por um grupo em Nova York chamado de Sociedade Bíblica Internacional, que financiou o projeto. Eles então deram à Zondervan Corp., os direitos exclusivos da edição/publicação da versão NIV da Bíblia.

Em 1988, a Zondervan e a NVI foram compradas pela companhia Harper & Row Publishers (que agora se chama Harper Collins Publishers). A HarperCollins publica livros próhomossexualismo. Pertence a um agressivo magnata da mídia chamado Rupert Murdoch (dono da Fox television).

Murdoch, um cidadão do mundo internacional, começou na Austrália, via sua companhia, a News Corp. Nos anos recentes, Murdoch construiu um Mega império da mídia, com faturamento de 10 bilhões de dólares por ano (dado desatualizado). A Zondervan Corp. se tornou, então, a sua subsidiária, adquirida pela publicadora Harper Collins (a mesma companhia que publica a "Satanic Bible" e "Satanic Rituals"). Veja o organograma:

As bíblias alexandrinas são de propriedade da News Corp. (Enquanto a Bíblia King James é autofinanciada). Por exemplo, o dono do “copyright” da NVI é Rupert Murdock.

Embora os direitos autorais da NVI sejam de controle da International Bible Society, a Zondervan – de Murdock – tem direito exclusivo à publicação).

Rupert Murdock (isto é, HarperCollins) também é proprietário da Good News Bible, da Amplified Version e de alguns hinários cristãos e, como todos já sabemos, da Nova Versão Internacional (NVI). (A desculpa dos editores da VIDA, FILIAL da Zondervan, é que a NVI do Brasil não é igual à NIV americana. Mas claro que são “farinha do mesmo saco”, a qual está sendo usada e recomendada pelos pastores ignorantes! – MS). Isso mostra que muitos cristãos (inclusive no Brasil) estão ganhando uma fábula em dinheiro dos cristãos iludidos, dinheiro esse que será investido na pornografia, na TV pornográfica e em livros pró-homossexualismo.

A NIV nega a divindade de Jesus Cristo; o nascimento virginal; glorifica Satanás; mente abertamente; remove 17 versos completos e 64.576 palavras!

E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as”.

(Ef 5:11 ACF)

BÍBLIA DE GENEBRA “em português”

Lançada recentemente no Brasil, surge mais uma atração no mercado multi-diversificado de Bíblias modernas: É a BÍBLIA DE GENEBRA editada pela ecumênica Sociedade Bíblica do Brasil, resultando numa monstruosa combinação com cabeça de dragão (texto da Atualizada) num corpo de bode (encadernação da SBB) e pés de cabra (notas de rodapé mal traduzidas)!

Agora, seguindo a sua linha de ação, a SBB lança a Bíblia de Genebra falsificada, com o texto da Revista e Atualizada, que mais uma vez nada tem a ver com o texto original da Bíblia de Genebra lançada em 1560, pelos reformadores que adotavam a família do Textus Receptus, que é melhor ainda representado na monumental Bíblia King James.

Veja o que era a verdadeira Bíblia de Genebra: "A Bíblia de Genebra foi uma numa linha precedida pela Grande Bíblia e seguida pela Bíblia dos Bispos, marcando a ascensão para a Versão King James. Depois que a King James foi finalizada, as revisões foram de natureza decadentes. Os trabalhos de revisão em inglês começaram a ir então ladeira abaixo. Estava indo ladeira acima com a de Genebra e começou ir ladeira abaixo após a revisão da King James. A Bíblia de Genebra, como aquelas Bíblias em inglês que a precederam e imediatamente que a sucederam (exceto a Bíblia Jesuíta Douey Rheims), seguem o texto tradicional que baseia a Versão King James Version, e não o texto Jesuíta que agora baseia a NIV [NVI em português] e NASB. A Bíblia de Genebra foi escrita em torno de 1560, e foi usada por aquelas pessoas que estavam exiladas das perseguições da Maria Sanguinária, rainha da Inglaterra. O Novo Testamento da Bíblia de Genebra foi escrito por um cavalheiro chamado William Whittingham. Ela tinha inúmeros pontos bons. Cada verso estava separado. Isto encorajava a memorização e era uma novidade para as Bíblias em inglês. Ela tinha muitas notas de rodapé anti-Católicas. Uma das áreas que precisavam melhoramentos era Salmo 12:7, onde ela seguia a Septuaginta e sua negação da preservação das Escrituras. Em vários lugares, a Bíblia de Genebra usa o termo "mestre" ao invés de "Senhor". Em Hebreus 4:11, ela tinha o termo "desobediência"; onde realmente deveria ser "incredulidade". A King James Version corrigiu todos esses erros. Tinham também alguns termos curiosos na Bíblia de Genebra. Ela era chamada a Bíblia dos calções [tradução literal], porque em Gênesis 3, é dito que Adão e Eva usaram calções. A expressão "abusadores deles próprios" [tradução literal da King James] (1 Cor. 6:9) foram chamados de "pederastas." [Tradução literal]. A Bíblia King James foi um melhoramento da Bíblia de Genebra, [ênfase do tradutor] mas a Genebra era definitivamente dentro da linha da Bíblia do texto tradicional."

Vejamos o caso de 1 Tim 3:16:

Bíblia de Genebra verdadeira: "...God was manifest in the flesh..."  ("Deus se manifestou em carne..."). 

Bíblia de Genebra falsa (em português) da Sociedade Bíblica do Brasil: "...aquele que foi manifestado na carne..."

 O leitor inteligente logo percebe que não poderá confiar numa versão fraudulenta, que usa o nome Bíblia de Genebra COMO UMA JOGADA DE MARKETING para vender!

BÍBLIA BOA NOVA

Em Portugal, a igreja evangélica viu-se de repente assaltada espiritualmente pela SBP a promover a versão mais diabólica e vergonhosa que dá pelo nome traiçoeiro e ofensivo de “A Boa Nova” em português corrente (até isso não é verdade, pois já passaram trinta anos desde que os “eruditos” começaram a escangalhar a palavra de Deus, sendo agora preciso uma nova revisão!). Esta é, como temos insistido e demonstrado abertamente, uma versão “preferida” pelo catolicismo/protestantismo português (ecumênico/bancarrota), baseada no Texto Crítico das Sociedades Bíblicas Unidas da América (UBS) que, como terrível praga de joio, tem nascido no meio do trigo da Bíblia Almeida da Reforma. (Observe a BN a atacar o Filho de Deus, chamandolhe “servo”, em Atos 3:13; 3:26; 4:27,30, quando o próprio Senhor se identifica como Filho de Deus em João 17:1,2).

BÍBLIA VIDA NOVA (anotada por Russell Shedd)

O Dr. Shedd, não escondendo ser um evolucionista teísta, teve a audácia de levantar o argumento falido e ridículo da teoria do intervalo entre o verso 1 e 2 de Gênesis 1, dando a entender que "cristãos genuínos" aceitam tal absurdo e que "Bem pode ser que milhões de anos tivessem transcorrido entre os vv 1 e 2...". Tal compromisso modernista, dando espaço para a satânica teoria da evolução, é uma traição às Sagradas Escrituras que não deve ser patrocinada por nenhum crente sério que ama a palavra de Deus.

Pela limitação de espaço, não se poderá comentar toda a falácia dessas colocações, no entanto, o leitor inteligente logo percebe que não poderá confiar num comentarista que, em sua primeira intervenção, comete um gritante e inaceitável erro.

A teoria do intervalo é nada mais, nada menos que o evolucionismo arrombado criminosamente dentro do Gênesis. Esta teoria (existem muitas variantes) diz que, após a criação feita no verso um, ocorreram as eras geológicas de milhões de anos, surgiu uma raça pré-adâmica, onde reinou a morte por causa da queda de Satanás, terminando todo esse delírio com um dilúvio, o dilúvio de Lúcifer. A afirmação que a morte veio antes de Adão está entre essas fábulas! Veja que isto tudo é mentira! Rom 5:12-14

A importância de se ter uma tradução confiável para o ensino da Palavra de Deus

           A Palavra de Deus deve ser ensinada na sua íntegra como fica claro pela ordem do Mestre:

“Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado;” (Mt 28:20 ACF)

Não há como ensinar “todas as coisas” se algumas destas coisas não estiverem devidamente registradas na tradução da Palavra de Deus que estiver sendo utilizada. Como ficou demonstrado nos tópicos anteriores houve a extirpação de várias passagens, e pior, a adulteração de outras, dando uma conotação e um sentido diferentes do original, possibilitando a ocorrência de graves erros de interpretação.

Não podemos crer que houve má fé por parte daqueles que sob oração trabalharam para a confecção destas diversas versões da Bíblia, as quais contêm erros. Mas, cremos que a causa primeira é o conjunto de manuscritos utilizados como base destas versões.

Os textos alexandrinos utilizados NÃO merecem confiança, estão permeados de erros e rasuras. E principalmente têm como principal fonte de sustentação de sua validade e correção a “autoridade” da Igreja Católica Romana.

Como é sabido os romanistas têm especial interesse em que várias doutrinas básicas do verdadeiro cristianismo sejam enfraquecidas, que contradições sejam criadas, que os crentes fiquem sem a autoridade definitiva da Palavra de Deus, pois é a própria Palavra de Deus que está sendo contestada e que apresenta erros. Este é um argumento adicional para a alegação dos romanistas de que somente um “clero divino” pode interpretar corretamente a Palavra de Deus.

Criar dúvidas sobre a Palavra de Deus, e sobre sua validade é também uma forma de facilitar a introdução do conceito ecumênico, pois sem firmeza doutrinária os Cristãos ficam suscetíveis às más influências. Podemos ver isto claramente ao percebermos que as denominações mais propensas a aceitar a idéia ecumênica, são justamente aquelas que por anos a fio têm-se utilizado da tradução de Almeida Revista e Atualizada (ARA), baseada no TC.

Como mais um reforço, ainda vemos que a versão ARA foi “agraciada” com carta de recomendação da cúpula católica do Brasil, a qual estava “orgulhosamente” impressa junto a seu Novo Testamento de 1968, conhecido como “A Palavra de Deus para uma Nova Era”, conforme selo em sua página de apresentação!

Não podemos de forma alguma desprezar o fato de que a verdadeira Palavra de Deus é viva e eficaz. E sendo assim, qualquer pessoa deve ser capaz de se alimentar dela e em tudo obter edificação. Não deve haver erro ou mescla de erro. Não deve haver a necessidade de comparações intermináveis entre as diversas versões da Bíblia para se descobrir qual delas é a verdadeira Palavra de Deus.

Como sustentação a esta enorme profusão de versões da Bíblia, alguns têm, hoje, alegado que o texto bíblico é de difícil interpretação e que várias palavras não são entendidas por uma parcela significativa da população, e que isto tem sido um entrave ao crescimento do reino de Cristo em nosso país.

 Não podemos pensar desta forma se cremos que a Palavra de Deus é realmente viva e eficaz:

“Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”  (Hb 4:12 ACF).

 

DAVID OTIS FULLER O Dr. Fuller obteve o seu título de Bacharel de Artes na Faculdade Wheaton, em Literatura Inglesa. Ele obteve o seu grau de Mestre em Divindade no Seminário Teológico de Princeton, estudando com professores tais como Robert Dick Wilson, que foi um mestre no domínio de 45 línguas antigas e poderia repetir de memória uma tradução em hebraico de todo o Novo Testamento, sem faltar uma única sílaba. O Seminário Teológico de Dallas concedeu a Fuller o grau de Doutor em Divindade. Ele pastoreou a Igreja Batista de Wealthy Street, em Grand Rapids, Michigan, por 40 anos. Enquanto estava lá, ele fundou o Instituto Batista de Grand Rapids, que depois se tornou a Faculdade Bíblica Batista de Grand Rapids. Fuller foi o co-fundador do programa de rádio “A Hora da Bíblia para Crianças”, em 1942, e por 33 anos foi o seu diretor. “A Hora da Bíblia para Crianças” está em cerca de 600 estações de rádio. Durante 52 anos Fuller foi membro do quadro da Associação de Batistas para Evangelismo do Mundo [ABWE – Association of Baptists for World Evangelism]. Ele foi um dos curadores da Faculdade de Wheaton por 40 anos. Os livros publicados de Fuller totalizam de 15 a 20. O livro de Fuller “Which Bible?”, com 350 páginas, primeiramente publicado em 1970, foi impresso mais de 12 vezes, e mais de 100.000 cópias deste título têm sido distribuídas, juntamente com as dos outros dois [livros] que ele editou sobre o assunto. Incontáveis crentes de hoje, que têm confiança nas suas Bíblias e que têm sido libertos das brumas da teorização da crítica textual, têm que agradecer a David Otis Fuller.

CONCLUSÃO

A palavra de Deus dura para sempre (Sl 119:160). O Diabo, inimigo número um do Senhor, desde o jardim do Éden tenta acabar com ela. Seja queimando, seja ridicularizando, seja usando um texto parecido (porém falso), ele a persegue.

Os verdadeiros crentes, contudo, devem procurar saber e reconhecer as mãos santas e trêmulas que, com temor e reverência, traduziram a pura palavra do Senhor, rejeitando ao mesmo tempo os imprudentes, irreverentes e arrogantes deturpadores dessa geração apóstata.

  Como crentes hoje temos a responsabilidade em nossos dias de proclamar o Evangelho, o Evangelho puro, o Evangelho não adulterado. Também temos o direito e privilégio de estar no devido lugar das fileiras dos que protegem e proclamam a Palavra de Deus.

Cada crente individualmente tomará uma decisão quanto ao assunto de qual texto é certo. Infalivelmente, a decisão será tomada consciente ou inconscientemente por cada crente sem exceção. Esta decisão se faz quando o crente escolhe qual edição da Bíblia vai usar para leitura e estudo.

Ao escolher uma tradução baseada em manuscritos corruptos que refletem omissões sobre a Divindade de Cristo, a expiação pelo Seu sangue, Seu nascimento virginal, então se tomou a decisão de estender este erro à próxima geração.

Ao contrário, se o crente de hoje escolher uma tradução da Palavra de Deus que é traduzida do Texto Tradicional (TR), toma a decisão de continuar a ver Deus operando pela Sua providência e provendo a Sua Palavra na forma completa, não só para a geração presente, mas para as futuras.

Exaltamos e confiamos aos nossos leitores o Texto Recebido e suas fiéis traduções. Você não irá jamais ser desapontado se você edificar sua vida e sua igreja sobre a Rocha Eterna. A Bíblia adverte “Não removas os antigos limites que teus pais fizeram” (Pv 22:29).

Neste tempo, chamado de hoje, qualquer doutrina que diminua a responsabilidade, que facilite a integração com o mundo, que torne mais branda a sã doutrina cristã é, por aqueles, extremamente bem-vinda. Mas, os verdadeiros Cristãos, os eleitos de Deus, estes, devem lutar para preservar sua regra de fé, que é a Palavra de Deus, e devem se afastar dos ventos de doutrina que insistentemente sopram por todos os lados, chamando a um caminho de esterilidade, clamando a que se coloque a luz debaixo da cama e não no velador!

"E se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro. " (Ap 22:19 ACF)

 

 

Bibliografia

  • Fundamentalismo e a Bíblia Almeida da Reforma (Adaptado do Dr. Thomas M. Strouse - Maranatha Baptist Graduate School of Theology Watertown, WI 530914 - Traduzido e adaptado por Hélio e Valdenira M. Silva. http://solascriptura-tt.org/)
  • Palestra: “A inerrância da Bíblia”. Preletora: Noemi Andrade Campelo Ribeiro Local: Igreja Batista no Jardim Irajá

– Ribeirão Preto – SP

3 – Folheto: A Quádrupla superioridade da versão King James (Este folheto foi traduzido e adaptado por José Pedro

Monteiro de Almeida do livro :"The Four-fold Superiority of KJV", Dr. Donald A. Waite, Bible for Today, 1992, 900

Park Ave., Collingswood, New Jersey 08108. ISBN # 1-56848-000-8. Used by permission. http://solascriptura-tt.org/) 4 – Texto: Por que só aceito as traduções feitas por equivalência formal (Humberto Rafeiro-Outubro 2002 - http://solascriptura-tt.org/) 5 – Site www.solascriptura-tt.org

  • – Site http://www.geocities.com/wbtbrazil/vermodern.html
  • – Livro: Versões Modernas da Bíblia (Por David W. Cloud – Traduzido e adaptado por Hélio de Menezes Silva, site: http://solascriptura-tt.org/Bibliologia-Traduções/)
  • – Texto: Dream Team? “O Time dos Sonhos” das Sociedades Bíblicas Unidas / Sociedade Bíblica do Brasil (e o time dos pesadelos dos crentes fiéis) – José Pedro Monteiro de Almeida
  • - Texto: Tradutores Traidores? (na NVI/NIV) Pr. Albert Johnson (IBR Boas Novas, Missão Velha, Barbalha, CE) –

Texto traduzido por Euclides Vilar de Azevedo e Hélio de Menezes Silva - Out/2000 [http://solascriptura-tt.org]

  • - Texto: Expondo os erros da dupla dinâmica (Elaborado por: José Pedro Monteiro de Almeida - 4ª edição

NOV/2002)

  • – Texto: Cooperação das Sociedades Bíblicas Unidas com a Igreja Católica Romana! (Elaborado por José Pedro

Monteiro de Almeida)

  • – Texto: Notas Textuais nos Rodapés das Bíblias Alexandrinas Solapam a Fé (Hélio de M. Silva, Maio/2001 - http://solascriptura-tt.org/ Bibliologia-Traducoes/)
  • – Texto: Colchetes nas Bíblias, que significam? - sementeiras de dúvidas! (http://solascriptura-tt.org/ BibliologiaTraducoes/)
  • – Texto: "Almeida Revista e Atualizada" – Uma Bíblia Ecumênica? (Pr. Albert Johnson – Barbalha/CE - Out/98 - http://solascriptura-tt.org/)
  • – Texto: A Bíblia-Frankenstein: Apelido da Bíblia de Genebra em Português, que é mais uma falsificação da

Sociedade Bíblica do Brasil! (Elaborado por: José Pedro Monteiro de Almeida)

  • – Texto: O que é, o que é? Ela não é Bíblia, não é estudo, nem é de Almeida! Mas é inimiga número um do

Criacionista, quem é ela?  (Elaborado por: José Pedro Monteiro de Almeida)

  • – Texto: Preferência de Versões (Júlio Carrancho - http://solascriptura-tt.org/ Bibliologia-Traducoes/)
  • – Texto: Bíblia na Linguagem Hoje [Horrenda] (artigo transcrito de um trecho (páginas 60, 61, 62, 63 e 64) do livro

"No Contexto do Fim" Copyright, por Pr. Samuel Barreto Barbosa, 1ª ed, Abril 1999. Transcrito sob permissão por: José

Pedro Monteiro de Almeida)

  • – Texto: "Bíblia na Linguagem de Hoje:" Obra prima do inferno (Publicado em "O Presbiteriano Bíblico", Órgão

Informativo para Evangélicos, publicado pela Missão Bíblica Presbiteriana no Brasil, filiada à Confederação de Igrejas Evangélicas Fundamentalistas do Brasil,

Nº1, Ano XXVII, Maio de 1989 - http://solascriptura-tt.org/ Bibliologia-Traducoes/).

  • – Texto : Nova Tradução na Linguagem de Hoje: Velha enganação na linguagem dos apóstatas

( http://www.baptistlink.com/creationists/ntlh.htm)

  • – Texto: Porque não dou um tostão pela Bíblia Vida Nova anotada por Russell Shedd (Elaborado por: José Pedro

Monteiro de Almeida)

  • – Texto: Expondo os erros da Sociedade Bíblica Internacional: e da Bíblia NVI - Quem quer vomitar a Bíblia NVI sobre os crentes brasileiros? (Elaborado por: José Pedro Monteiro de Almeida - 1ª edição Set/2000)
  • – Texto: Novas versões da Bíblia favorecem o crescimento da pornografia (uma publicação da Editora Leia – http//www.kingdombaptist.org/article426.cfm)
  • - Almeida: A Obra de uma Vida - A Bíblia no Brasil, n. 160, 1992, p. 14

(http://www.biblia.online.nom.br/varios/jfa.html)

  • - Texto: Tentativas ineficazes de algemar a Palavra de Deus (Do estudo "Inquisição Nunca Mais" Pr Airton Costa http://solascriptura-tt.org)